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Expresso

  • A história do dia que em 48 anos só foi feriado duas vezes

    Política

    Manuela Goucha Soares

    Um dos mais célebres discursos doutrinários do salazarismo - “Não discutimos Deus e a virtude; não discutimos a Família e a sua moral...” - foi proferido num feriado ocasional, a 28 de maio. A ditadura do Estado Novo durou meio século, mas teve uma relação ambígua com o dia em que nasceu, em parte por razões economicistas, em parte porque o 28 de maio não celebrava a chegada de Salazar ao poder

  • As visões que o Estado Novo silenciou

    Multimédia Expresso

    Carlos Alberto diz que viu Nossa Senhora nove vezes. O caso encheu as primeiras páginas de muitos jornais nacionais em 1954. O vidente tinha 11 anos, foi observado por psiquiatras, esteve na casa do diretor da cadeia de Alcoentre e foi inquirido por autoridades civis e religiosas. A censura proibiu a circulação de um livro que relata o sucedido e a PIDE abriu um processo, pouco depois de Portugal ter perdido um enclave do império colonial na então Índia portuguesa. O culto continua, 63 anos depois

  • O escritor sem medo

    Sociedade

    José Pedro Castanheira

    Meio século depois de ter sido assassinado por uma brigada da PIDE, vai ser lançado um romance inédito de Humberto Delgado, escrito nos anos de exílio. O original estava no espólio da secretária, a brasileira Arajaryr Campos, morta juntamente com o general

  • O culminar inevitável de tensões e confrontos

    Diário

    Alexandra Carita

    O dia que ficou conhecido por ter sido marcado por um golpe militar da esquerda radical, travado a tempo e horas pelos oficiais moderados, não pode ser entendido como um acontecimento isolado. A historiadora Maria Inácia Rezola faz aqui a sua contextualização à luz dos meses que se seguiram à Revolução de Abril e aqueles que antecederam a aprovação da Constituição