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Expresso

  • A história militar de Portugal tem quase mil anos. E começou com um casamento

    Política

    Manuela Goucha Soares

    A História Militar de Portugal tem implicações políticas, económicas, sociais e culturais. Ao longo de 700 páginas, três historiadores relatam-nos esta dimensão da vida do nosso país num livro que é apresentado esta sexta-feira no Museu Militar de Lisboa, pelo ex-Presidente da República Jorge Sampaio, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    O drama humano de muitos dos chamados “retornados” não nos pode levar a ignorar as condições em que a descolonização foi feita. Não podemos torcer a história para mostrarmos compreensão pelos dramas humanos dos seus atores involuntários. Não era possível manter as tropas que se revoltaram contra guerra a garantir um processo longo de transição contra a vontade dos movimentos de libertação e dos próprios militares portugueses. Muito menos isso poderia ser garantido por um poder frágil e ainda sem legitimidade democrática. A revolução teria soçobrado à continuação da guerra e a democracia teria morrido ainda antes de nascer. Soares interpretou, em conjunto com a quase totalidade dos agentes políticos do pós-25 de abril, a vontade da maioria dos portugueses, pondo fim a uma guerra em defesa de um império anacrónico. Se a descolonização tivesse sido feita 13 anos antes, em paz e com um regime sólido, teria sido diferente. Só que não é por acaso que isso não aconteceu: a existência das colónias era condição de sobrevivência da ditadura assim como o fim da guerra e do colonialismo foi condição para a emergência da democracia. Com as tropas desmobilizadas em África, um vazio de poder na metrópole, a tentativa de criar um novo poder legítimo no país e a intervenção direta dos beligerantes da guerra fria na tomada de poder nas ex-colónias, Portugal fez, fora de tempo e sozinho, o melhor que podia nas condições que o Estado Novo lhe deixou

  • Ferro Rodrigues: “Marcelo não é o Papa 
do Governo”

    Arquivos Expresso

    É um pessimista por natureza o presidente da Assembleia da República. Deixa elogios a António Costa e à “geringonça”, mas vai sublinhando que “ainda é cedo para se fazer um balanço”. E reage com humor às críticas que ouviu do Presidente da República Neste fim de semana em que nos despedimos de um ano e nos preparamos para outro, o Expresso republica histórias, reportagens, conversas, narrativas, dúvidas, considerações, certezas e revelações que fizeram de 2016 um ano preenchido. Todos estes artigos são publicados tal como saíram inicialmente

  • Morreu Lia Viegas

    Sociedade

    Manuela Goucha Soares

    Poeta, feminista e advogada, defendeu graciosamente muitas mulheres nas décadas de 1970 e 1980. Uma delas foi a jornalista Maria Antónia Palla, mãe do atual primeiro-ministro, que enfrentou um processo crime por causa de uma reportagem sobre o aborto clandestino, transmitida pela RTP em maio de 1976. Morreu esta terça-feira no hospital de Faro, cidade onde nasceu em 1931. Tinha 85 anos