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Expresso

  • Neste Europeu não se joga à bola, canta-se

    Sociedade

    Marta Gonçalves

    Era espetáculo que movia multidões. Todos os anos, o ritual era quase sempre o mesmo: chegava à hora do Festival da Canção, os mais novos largavam as brincadeiras de rua e corriam para casa. Em frente ao televisor, miúdos e graúdos ouviam com atenção cada uma das músicas e, alguns, desafiavam o sono ao esperar pelos resultados das votações. Nos últimos anos, as audiências do certame caíram. Apesar disso, todos os anos Sérgio, Joana e Jessica não falham a emissão. Todos eles têm 20 e poucos anos e não viveram período áureo do programa, mas isso não os impede de serem fãs. No dia em que arranca mais uma edição da Eurovisão ( e em que Salvador Sobral sobe ao palco dos sonhos), republicamos um texto com a histórias, loucuras, rituais e sofrimento do verdadeiro eurofã

  • Coluna de alterne

    Comendador Marques de Correia

    Coluna solidária e sempre em defesa dos mais fracos (e até daqueles que são menos fortes) ergue-se hoje, plena de compreensão por um juiz e um julgado. Podeis pensar: que coisa contraditória! Mas não é! Nem o juiz de que falo julgou o julgado nem o julgado se queixa deste juiz. São casos separados, embora ambos casus bellis (quem não souber o que é isto vai ao Dr. Google fazer a consulta)

  • A avalanche do medo

    Diário

    Mariana Lima Cunha

    As informações contradizem-se, os únicos sons que chegam da rua são os das sirenes e a população continua com as portas trancadas. A comunidade portuguesa em Estocolmo fala ao Expresso num clima de medo: “Estamos a tentar ir buscar os nossos filhos às escolas”. Um camião atacou e matou pelo menos três pessoas e feriu várias outras na capital sueca, esta sexta-feira. Quem lá estava diz que foi uma avalanche

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    O problema desta competição fiscal é que sendo boa para o Estado que a ela recorre e péssima para o Estado que vê os contribuintes fugirem, será, a médio prazo, má para todos. Quando todos forem tão espertos como nós deixarão de ter essa vantagem comparativa e dinheiro para fazer com que o Estado funcione. O problema não é o que Portugal faz com os reformados suecos e o que a Holanda faz com as empresas portuguesas. Fazem o que o sistema permite que façam. O problema está num mercado único, com uma moeda única, com uma união bancária, mas com total separação de políticas fiscais. Uma separação que, no entanto, interdita qualquer tipo de política fiscal “protecionista”. A meio da ponte, estamos numa União para o que interessa a alguns e está cada um por si para o que a esses mesmos dá jeito. Aos Estados, sobra a concorrência pelo saldo fiscal. Até todos serem obrigados, por falta de recursos, às famosas “reformas estruturais” para emagrecer o Estado