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Expresso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Fartei-me de escrever (debaixo dos costumeiros insultos dos que então tratavam a senhora por nazi) que haveríamos de ter saudades de Merkel. Mantenho e penso que a grande maioria já concorda com a ideia. No entanto, há o risco de Merkel ser afastada do poder ou não poder governar. Esse risco é concretizado pelo não apoio dos liberais e pela recusa do SPD em fazer uma grande coligação (como existia antes das eleições de outubro)

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Um dos aspetos mais curiosos das análises eleitorais em voga é deixar para segundo plano o que se passou na realidade e colocar em destaque o que se previa face ao que veio a acontecer. Quem, distraidamente, olhasse para os jornais tinha a ideia que está neste título: que a AfD com os seus menos de 13% é a grande vencedora na Alemanha; que a CDU com os seus 33% está quase perdida e que o SPD, com 20,5% já não tem salvação

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Já aqui escrevi que o Presidente francês começou mal nas suas relações com a Imprensa ao querer escolher os jornalistas que o acompanharam ao Mali, na sua primeira visita ao exterior. Depois disso – e até me sentia mal em não o destacar – deu uma excelente lição a Putin, que ficou em silêncio ao lado do Presidente francês em Versailles, quando este acusou dois órgãos de comunicação social de Moscovo de serem órgãos de propaganda e de desinformação. De resto, a sua popularidade continua a crescer e, segundo as últimas sondagens, vai ter maioria esmagadora no Parlamento

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Um dia, antes da primeira volta das eleições francesas, escrevi um texto em que me considerei estupidamente otimista ao dizer que Macron seria o Presidente da França. Não estava convencido e ainda hoje me custa a crer que ele tenha sido vencedor na primeira volta e – consequentemente – na segunda, porque do outro lado estava Marine Le Pen. Macron tem ideias, tem programa, tem juventude, determinação e tolerância (recordam que quando ontem os seus apoiantes assobiavam Le Pen ele disse: “Não assobiem, convençam-nos!”)

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Mais do que esquerda ou direita, mais do que temas sexuais e chamados fraturantes, a grande divisão do mundo está entre os que querem abertura, convivência, multilateralismo e aqueles que escondem o medo do desconhecido por detrás de muros protecionistas, leis xenófobas e retóricas nacionalistas e populistas. E nesta divisão o Vaticano está do lado dos primeiros, como estão Merkel, Martin Schulz, Rajoy, Macron e outros. Pena que em Portugal o nosso Governo tenha como suporte quem não entende isto mas quem, voluntaria ou involuntariamente, esteja do lado do nacionalismo exacerbado, contra o Euro, contra a Europa e contra alguns daqueles que mais combatem a xenofobia