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Expresso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Já aqui escrevi que o Presidente francês começou mal nas suas relações com a Imprensa ao querer escolher os jornalistas que o acompanharam ao Mali, na sua primeira visita ao exterior. Depois disso – e até me sentia mal em não o destacar – deu uma excelente lição a Putin, que ficou em silêncio ao lado do Presidente francês em Versailles, quando este acusou dois órgãos de comunicação social de Moscovo de serem órgãos de propaganda e de desinformação. De resto, a sua popularidade continua a crescer e, segundo as últimas sondagens, vai ter maioria esmagadora no Parlamento

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Um dia, antes da primeira volta das eleições francesas, escrevi um texto em que me considerei estupidamente otimista ao dizer que Macron seria o Presidente da França. Não estava convencido e ainda hoje me custa a crer que ele tenha sido vencedor na primeira volta e – consequentemente – na segunda, porque do outro lado estava Marine Le Pen. Macron tem ideias, tem programa, tem juventude, determinação e tolerância (recordam que quando ontem os seus apoiantes assobiavam Le Pen ele disse: “Não assobiem, convençam-nos!”)

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Mais do que esquerda ou direita, mais do que temas sexuais e chamados fraturantes, a grande divisão do mundo está entre os que querem abertura, convivência, multilateralismo e aqueles que escondem o medo do desconhecido por detrás de muros protecionistas, leis xenófobas e retóricas nacionalistas e populistas. E nesta divisão o Vaticano está do lado dos primeiros, como estão Merkel, Martin Schulz, Rajoy, Macron e outros. Pena que em Portugal o nosso Governo tenha como suporte quem não entende isto mas quem, voluntaria ou involuntariamente, esteja do lado do nacionalismo exacerbado, contra o Euro, contra a Europa e contra alguns daqueles que mais combatem a xenofobia

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    O socialismo (falo do democrático, ou da social-democracia, claro) afunda-se um pouco por todo o lado. Há quem diga que é por ter deixado a sua matriz inicial – e esses põem-se ao lado de Bernie Sanders, Jeremy Corbyn, Pedro Sánchez ou do recém-nomeado candidato presidencial francês, Benoît Hamon – e há quem diga que é por ter um modelo insustentável, e esses andaram pela terceira via e subsistem um pouco por todo o lado. Jeroen Dijsselbloem, Sigmar Gabriel, Martin Schulz, ainda procuram a forma de reequilibrar o sistema social. O problema é que estas duas vias, que sempre existiram, afastam-se cada vez mais