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Expresso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Vamos acreditar em tudo o que nos dizem PS, PSD, PCP e Bloco. Vamos crer cegamente que a lei que aprovaram às escondidas não tem mal nenhum. Vamos fazer coro com os que acham que tudo isto não passa de um ataque demagógico aos partidos e à democracia. E, não obstante, porque justamente em democracia a formalidade é importante, vamos pedir ao Presidente que vete a lei do financiamento partidário

  • Tudo nas mãos de Marcelo

    Diário

    Helena Pereira e Mariana Lima Cunha

    Nova lei do financiamento partidário foi feita “em segredo” no Parlamento e traz duas medidas bónus para os grandes partidos. Marcelo lembrou que Costa e os deputados podem pedir a fiscalização da lei mas PSD, PS, PCP e PEV uniram-se para defender o diploma. Primeiro-ministro não responde

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Não sei se têm a mesma sensação do que eu, de que vivemos num país estranho, formado por contrastes muito vincados. O Governo parece, neste momento, só ter olhos para a WebSummit (e provavelmente com razão, porque é o maior acontecimento mundial do género); o Presidente só se preocupa com as vítimas dos incêndios e com a reconstrução do que foi destruído (e também faz bem porque foi o maior desastre que nos atingiu nos últimos largos tempos). O maior partido da Oposição, com dois candidatos, janta e faz esclarecimentos; o Bloco pede explicações para a legionella e o PCP comemora os 100 anos da Revolução de Outubro

  • Comissão Política, episódio 6: viagem à junta de freguesia dos afetos

    Comissão Política

    A política parece transformada num reality show, com Marcelo e Costa a falar alternadamente sobre quem anda mais chocado, e Santana e Rio a entrar no campeonato dos afetos. Entretanto, falta assinar um papel para desbloquear dinheiro para cirurgias a doentes oncológicos... Três temas do episódio de hoje da Comissão Política - e ainda o que não nos sai da cabeça. Aviso: esta semana mete porcos

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    O Presidente puxou as orelhas ao Governo e ao primeiro-ministro, o Governo e o primeiro-ministro pediram desculpa e fizeram o que o Presidente tinha dito e tudo vai acabar bem. Por enquanto. Se este foi o momento político-institucional mais marcante desta legislatura, não será, do meu ponto de vista, um ponto de viragem nas relações Belém/S. Bento. Tudo vai voltar a ser como dantes

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Comecemos pelo Presidente. É um senhor que sabe fazer as coisas nos tempos e nos locais precisos. Parece que nasceu com ele. Se alguém disse que o ‘Presidente dos afetos’ também sabe ser duro, há que reconhecer que havia na dureza uma afetuosidade bastante esquecida pela maioria dos políticos – as pessoas estão em primeiro lugar e os lutos são momentos importantes. Não podemos andar a discutir aspetos técnicos da prevenção e combate ao fogo, bem como do ordenamento do território e esquecer, ou não sublinhar que mais 100 pessoas morreram este ano. A larga maioria porque o Estado não cumpriu o seu dever