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Expresso

  • Como o “doutor do Euro” se plantou à saída do Eurogrupo

    Diário

    Joana Azevedo Viana

    O holandês Jeroen Dijsselbloem enfrenta um fim em desgraça por causa de declarações “infelizes” sobre os países do sul da Europa. Não é a primeira vez que faz mossa com o seu estilo sem filtros. Eis o perfil do homem que, sem experiência internacional, aterrou no coração financeiro da UE há quatro anos – e que chegou a agradar a muitos parceiros da zona euro antes de irritar metade deles

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    Foram os líderes europeus, e não a extrema-direita, que construíram o argumentário demagógico contra a razão de ser da União. Assim como deram, com o insulto e humilhação permanente, a que juntaram doses cavalares de sacrifícios, força à esquerda antieuropeísta nos países do sul. Como podem existir condições políticas para qualquer tipo de solidariedade europeia, de que a União dependeria para sobreviver, se os principais dirigentes europeus convencem os seus povos que as transferências de recursos para garantir a convergência correspondem a dar dinheiro a quem o vai torrar sem qualquer critério? Claro que Dijsselbloem tem de ser corrido por ter insultado vários povos ao mesmo tempo e, já agora, por ter sido escorraçado do poder pelos seus concidadãos. O que não serve para os holandeses não serve para os europeus. Mas não se julgue que isso muda alguma coisa. O que Dijsselbloem disse é que o europeu médio do norte pensa. Não apenas por preconceito xenófobo, mas porque foi isso que gente considerada moderada e europeísta lhes andou a vender nos últimos seis anos. Foram eles e não quaisquer radicais que mataram a União

  • Quem é Jeroen Dijsselbloem?

    Internacional

    Joana Azevedo Viana

    O ministro holandês cessante, que em 2015 foi reconduzido na liderança do Eurogrupo, entrou esta semana pelas casas dos europeus adentro com uma afirmação infeliz sobre os países do sul gastarem tudo “em copos e mulheres” e depois virem pedir empréstimos ao Banco Central Europeu e ao Fundo Monetário Internacional

  • Palavras de Dijsselbloem são “ofensivas e xenófobas”. É o que diz o PS em carta enviada ao presidente do Partido Socialista Europeu

    Política

    Manuela Goucha Soares

    O PS apela a todos os partidos europeus para retirarem “qualquer apoio político à recandidatura” de Jeroen Dijsselbloem a presidente do Eurogrupo. Numa carta enviada ao líder do Partido Socialista Euroepu o PS pede a todos os “partidos membros” deste grupo para se distanciarem das declarações de Dijsselbloem sobre Portugal e os alegados gastos dos portugueses

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    Repete-se na Holanda o que se está a ver em França: a extrema-direita cresce juntando à agenda xenófoba que lhe é tradicional as bandeiras da esquerda. No dia da vitória de Geert Wilders, todos se vão concentrar no racismo e na xenofobia, como reação à imigração, ao Islão e ao “politicamente correto”. Ignorando que essa não é a novidade. Essa é a velha cantiga da extrema-direita holandesa e europeia. A novidade é um governo com a participação de trabalhistas ter decretado oficialmente o fim do Estado Social e ter imposto uma política de austeridade. A novidade é os dois partidos do centro correrem o risco de passarem de mais metade do Parlamento para menos de um terço. A novidade é os trabalhistas ficarem reduzidos a metade, a um terço ou a um quarto da bancada parlamentar que hoje têm. A novidade não tem novidade nenhuma: a extrema-direita está a chegar ao poder por culpa de uma esquerda que quis ser do centro e acabou na direita, traindo todos os seus valores

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    O socialismo (falo do democrático, ou da social-democracia, claro) afunda-se um pouco por todo o lado. Há quem diga que é por ter deixado a sua matriz inicial – e esses põem-se ao lado de Bernie Sanders, Jeremy Corbyn, Pedro Sánchez ou do recém-nomeado candidato presidencial francês, Benoît Hamon – e há quem diga que é por ter um modelo insustentável, e esses andaram pela terceira via e subsistem um pouco por todo o lado. Jeroen Dijsselbloem, Sigmar Gabriel, Martin Schulz, ainda procuram a forma de reequilibrar o sistema social. O problema é que estas duas vias, que sempre existiram, afastam-se cada vez mais