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Expresso

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    Já toda a gente percebeu que a suspeita de Moscovo ter mesmo entrado nas contas da Convenção Democrática e dos serviços secretos de Putin terem sido um instrumento fundamental na campanha de Donald Trump não é apenas uma possibilidade. É uma fortíssima probabilidade. E apesar da loucura que parece estar a atravessar a Améria, os EUA ainda são os EUA e a Rússia ainda é a Rússia. Até Trump já percebeu que se for visto como marioneta de Putin a sua administração entrará em guerra aberta com militares e serviços secretos. Apesar de resultar de uma mentira e de uma deslealdade para com o vice-presidente, a demissão de Michael Flynn, suspeito de excesso de proximidade a Moscovo, é sinal de que Trump e Pence perceberam que as relações com a Rússia os podem pôr em muitos maus lençóis. Travar a caça ao amigo de Putin é o principal objetivo desta demissão. E se assim é, espera-se que este seja um filão que os seus opositores vão explorar mais.

  • Os ‘bots’ da Rússia vão ajudar Le Pen a vencer as presidenciais em França?

    Internacional

    Joana Azevedo Viana

    Agência secreta francesa acredita que o governo de Vladimir Putin está empenhado em interferir nas eleições de abril e maio para influenciar os resultados a favor da candidata de extrema-direita. É o mesmo receio que, há uma semana, levou as autoridades holandesas a decidirem contar à mão os votos das legislativas de março, para impedir interferências no software “vulnerável” utilizado pela Comissão Eleitoral – isto numa altura em que Geert Wilders, líder da extrema-direita no país, soma e segue nas sondagens de opinião

  • Candidato às presidenciais do Equador promete expulsar Julian Assange da embaixada em Londres

    Internacional

    Joana Azevedo Viana

    Se Guillermo Lasso, o principal candidato da oposição ao governo, vencer as eleições vai dar ao fundador da WikiLeaks um mês para abandonar a representação diplomática do Equador em Londres, onde o australiano vive exilado há quase cinco anos. Lasso segue atrás do aliado de Rafael Correa nas sondagens mas deverá forçá-lo a disputar a presidência numa segunda volta

  • A ‘erdoganização’ de Trump reforça a sua base de apoio mas também dá força à rebelião

    Diário

    Joana Azevedo Viana

    Sabe qual foi o livro mais vendido na Amazon desde o início deste 2017? Acertou, é o “1984”. A julgar pela primeira semana de presidência Trump, há razões para o renovado interessa na distopia de George Orwell. Os EUA e o mundo estão em alvoroço. Em seis dias, o Presidente e a sua equipa envolveram-se em guerras de palavras e de factos com os jornalistas, censuraram a divulgação e investigação científica e começaram a cumprir algumas das mais controversas promessas de campanha do republicano, como a construção do muro na fronteira com o México e a deportação de milhões de imigrantes clandestinos. No Departamento de Estado já houve deserções e nas agências federais que a nova administração está a tentar silenciar estão a nascer movimentos underground de resistência ao novo governo, na forma de contas alternativas de Twitter e de protestos como o do passado sábado, que acabou a juntar nas ruas de dezenas de cidades milhões de pessoas de mais de 60 países contra o novo líder norte-americano. Para a semana há mais

  • Antes que tenhamos saudades

    Cultura

    Pedro Cordeiro

    Na semana em que Barack Obama deixa de ser Presidente dos Estados Unidos da América, uma coletânea de discursos permite revisitar os mandatos de um homem que fica para a História