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Expresso

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    Soares foi um líder político do seu tempo e isso provavelmente quer dizer que seria líder de outro tempo qualquer. Representou o combate pela abertura do País ao exterior, que o levou a ser europeísta. Representou o confronto da guerra fria, tendo-se posicionado ideologicamente tendo em conta esse confronto histórico. E representou, em Portugal, os combates fundadores de qualquer democracia. Mas não devemos confundir as capacidades de Soares com as suas circunstâncias. E a prova disso mesmo é que, no fim da vida, Soares soube compreender as novas divisões políticas que se estavam a desenhar na Europa e em Portugal. O tempo dos tecnocratas é o tempo que está a ser derrotado. A política está, em cores berrantes e feias, de regresso. Nesta nova era, perante estes combates de novo fundadores e dramáticos, Soares estaria como peixe na água. E quem queira ter um papel central neste confronto usará melhor o seu tempo a aprender com o legado de Soares do que a lamentar, pela enésima vez na história, o fim das grandes lideranças

  • Saudades da União Soviética

    Política

    José Pedro Castanheira

    O segundo volume da história oficial da CGTP é um libelo contra o PS de Mário Soares e desdobra-se em acusações à UGT de Torres Couto. Quase ignora o papel de Manuel Carvalho da Silva e reconhece que a maioria dos dirigentes da central é “militante ou simpatizante do PCP”

  • Eu estou aqui. Quem sou eu?

    Política

    Raquel Albuquerque e Ana Serra

    Existem mais mulheres, os níveis de escolaridade aumentaram e as profissões diversificaram-se. Há mais experiência parlamentar do que havia há 40 anos, os jovens ocupam novos lugares, mas o Parlamento envelheceu. Ser deputado é ainda uma missão ou é uma carreira política?

  • Para onde viajaram primeiro os Presidentes da República? (ou o conto de Marcelo, O Rápido)

    Política

    Expresso

    Com a viagem desta quinta-feira ao Vaticano e a Madrid, Marcelo Rebelo de Sousa bate recordes: é o primeiro Presidente da República a escolher o Papa para inaugurar os “passeios” diplomáticos. É também quem menos tempo demora a fazê-lo entre a posse e a primeira visita oficial (Cavaco era o recordista e Eanes foi o mais demorado). As contas e as histórias das primeiras visitas ao estrangeiro dos Presidentes da República da democracia

  • Coluna de alterne

    Comendador Marques de Correia

    Finalmente, o CDS/PP tem uma líder. Já não era sem tempo. Desde a saudosa, e prematuramente falecida, Maria José Nogueira Pinto jamais uma mulher se abalançara a tentar tal feito. Maria José perdeu, aliás com umas artimanhas de Portas. Assunção Cristas vai ganhar, provavelmente com umas artimanhas de Portas. Mas o que interessa a esta coluna sempre atenta é a designação que o partido deve ter. Vejamos

  • Encaramos tudo com um sorriso?

    Presidenciais 2016

    Liliana Coelho e Expresso

    Há 40 anos, os debates televisivos assumiam-se como verdadeiros duelos, alguns comícios eram violentos e os candidatos andavam de megafone na mão, arrastando multidões nas ruas. “Não eram os comícios que convenciam as pessoas, mas as qualidades aleatórias dos candidatos”, lembra Joaquim Letria. Agora, com candidatos e eleitores separados pelo ecrã de um smartphone e computador, um like e uma partilha têm poderes inesperados, “mas não fazem ganhar ou perder eleições”. “Felizmente já estamos crescidos e percebemos que as redes sociais não elegem presidentes. Hoje em dia não somos tão instrumentalizados e não recebemos propaganda como antigamente. Encaramos tudo com um sorriso”, defende João Adelino Maltez. Viagem pelo que mudou em 40 anos de estratégias para ganhar campanhas presidenciais, que é também uma viagem pelo que mudou no país. “Hoje, os candidatos estão mais educados, não há quase nada para comentar”

  • Spínola demite-se num discurso ao país e Costa Gomes eleito Presidente por dois votos

    Presidenciais 2016

    José Pedro Castanheira

    O fracasso da manifestação da “maioria silenciosa”, a 28 de setembro de 1974, levou Spínola a demitir-se de Presidente, num discurso transmitido em directo pela rádio e televisão. Foi substituído pelo general Costa Gomes, eleito pelos dois restantes membros da Junta de Salvação Nacional
    Em tempo de campanha para as presidenciais, o Expresso recorda alguns dos momentos mais importantes do Palácio de Belém, desde Spínola até aos dois mandatos de Jorge Sampaio. Este é o décimo episódio desta série de artigos.