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Expresso

  • Salazar controlou tudo. Até os ousados fatos de banho das refugiadas

    Sociedade

    Manuela Goucha Soares

    Em 1940, Portugal recebeu milhares de refugiados em fuga de uma Europa que era mais tolerante nos costumes, mas estava em guerra. As mulheres estrangeiras fumavam, usavam saias curtas e iam sozinhas paras os cafés, deixando muitos homens portugueses embasbacados com tanta modernidade. No ano seguinte, para prevenir alegados atentados ao pudor nas praias, Salazar legislou sobre o que os fatos de banho devem esconder. E porque estamos em plena época balnear, o Expresso republica este texto sobre o tamanho dos maillots noutro tempo...

  • Evocação de Leitão de Barros nos 50 anos da morte de um dos mais talentosos do século XX português

    Cultura

    António Valdemar *

    Leitão de Barros teve enorme popularidade através 
do cinema, do teatro, do jornalismo, da organização 
de espetáculos, das festas da cidade que enchiam as ruas de Lisboa... Cinquenta anos depois da sua morte, muito poucos são os que o conheceram no convívio pessoal 
e menos ainda os que se recordam da atividade 
que exerceu e do impacto que provocou

  • Cultura

    André Manuel Correia

    O emblemático espaço portuense, fechado há 17 anos, terá uma sala secundária para 150 pessoas, um elevador a facilitar a acessibilidade e será recuperado um dos frescos de Júlio Pomar que a censura salazarista mandou tapar. As tardes de cinema devem regressar em 2019

  • Cobaias de Salazar

    Sociedade

    Valdemar Cruz

    Manter no mar a frota do bacalhau durante a II Guerra Mundial foi uma das mais temerárias decisões de Salazar. As consequências foram dramáticas, com a morte de dezenas de pescadores bombardeados por submarinos nazis

  • O 10 de Junho é ‘filho’ da República

    Sociedade

    Manuela Goucha Soares

    As celebrações do 10 de Junho sobreviveram a três regimes políticos. Quase que poderemos dizer quatro, já que esta data — muito acarinhada pelos republicanos — foi evocada pela primeira vez em 1880, no reinado de D. Luís. Se quiser saber a história até aos nossos dias leia a entrevista com a investigadora Maria Isabel João

  • “Quem me põe o rótulo de bombista é da direita assanhada: as Brigadas Revolucionárias não mataram ninguém e lutaram pela igualdade”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    A médica endocrinologista Isabel do Carmo liderou nos anos 70 um movimento de guerrilha contra a ditadura que a levou à prisão. “Não me arrependo de nada. A luta armada era a única forma de contribuir para desgastar o antigo regime.” Isabel recorda ainda os 9 meses que esteve na ‘solitária’, as dificuldades por que passou para garantir comida no prato dos filhos e o longo caminho que fez até hoje. Além das bombas que agitaram o regime do Estado Novo e o Verão Quente de 75, Isabel fala de outras bombas, as bombas calóricas, dos mitos e os enganos alimentares: desconfia do equilíbrio da dieta vegan e considera um disparate a moda antiglúten e antilactose. E ainda nos dá (boa) música. “Vivo os anos mais tranquilos da minha vida.” Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • A história do dia que em 48 anos só foi feriado duas vezes

    Política

    Manuela Goucha Soares

    Um dos mais célebres discursos doutrinários do salazarismo - “Não discutimos Deus e a virtude; não discutimos a Família e a sua moral...” - foi proferido num feriado ocasional, a 28 de maio. A ditadura do Estado Novo durou meio século, mas teve uma relação ambígua com o dia em que nasceu, em parte por razões economicistas, em parte porque o 28 de maio não celebrava a chegada de Salazar ao poder