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Expresso

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    Apesar do BCE exigir que a CGD funcione como outro banco qualquer, há duas posições legitimas no que toca à Caixa: a dos que defendem a necessidade de um banco público como instrumento económico e financeiro do Estado, ainda mais relevante quando o país desmantelou todo o seu sistema financeiro e prescindiu da monetária e orçamental, e a dos que defendem que se a CGD usa dos mesmos critérios de gestão que a banca privada deve ser privatizada. Haverá, no meio, quem defenda a manutenção da Caixa apenas para garantir a sobrevivência de um banco nacional. É um expediente. Quando Paulo Macedo apela para que “ninguém peça à Caixa para ficar em todas as zonas em que nenhum banco quer ficar” resume do impasse a que chegámos: o Estado pede aos cidadãos que não esperem serviços públicos do banco público no preciso momento em que saca milhões dos impostos. A coisa vai-se gerindo e pelo menos espera-se que uma nova gestão não se limite a fechar balcões e também vá cortando qualquer coisa nos favores feitos a amigos políticos. Mas um dia a escolha terá de ser feita: ou serviços públicos e intervenção do Estado na economia ou União Europeia

  • Milhões em risco

    Economia

    Anabela Campos e Isabel Vicente

    O festim da banca terá acabado, mas as dívidas ficaram e muitas não vão ser pagas. São milhares de milhões de euros de crédito. Os estragos continuam a minar a saúde dos bancos. Mas os grandes devedores não são todos iguais: uns esforçam-se por pagar, outros nem por isso