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Expresso

  • Uma revolução no cérebro

    Sociedade

    Catarina Guerreiro

    Há cada vez mais portugueses com elétrodos dentro da cabeça que lhes controlam as doenças. Os médicos já conseguem interferir nos circuitos cerebrais de vários problemas do movimento e distúrbios psiquiátricos. E estão a tentar tratar cocainómanos, alcoólicos, vítimas de anorexia, obesos, pessoas com depressões graves e doentes de Alzheimer

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Vejamos o que se passa, com calma. Este Governo prometeu que iria colocar mais dinheiro nos bolsos dos portugueses como forma de recuperar a economia através do consumo. Ou seja, os portugueses consumindo mais, animavam a atividade e ajudavam a criar empregos. O balanço até agora é o seguinte: os portugueses não consomem mais, o desemprego caiu de facto e as exportações continuaram a ser o motor da economia. Isso atrapalha a teoria de Centeno e Costa, que ainda assim não deixam de ter resultados positivos

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    Assunção Cristas quer que todos os que desejem aderir à ADSE o possam fazer. A proposta da futura líder do CDS exibe com uma enorme eficácia o absurdo da posição que a esquerda passou a ter sobre o assunto quando, em vez de um SNS universal, onde estão integrados todos os subsistemas, passou a defender uma ADSE cada vez mais abrangente. A consequência lógica deste alargamento é cumprir o sonho da direita: um seguro saúde disponível para todos, gerido pelo Estado, garantido pelos grupos privados de saúde. Dar a todos os que os funcionários públicos já têm. Uma lógica que pode, sem qualquer contradição, ser aplicada à Escola Pública ou ao sistema de reformas. A ADSE foi fundamental para os grupos privados de saúde ganharem dimensão para retirarem recursos ao SNS, levando à degradação do serviço público. Ao ignorar isto, a esquerda foi politicamente cobarde. A posição para a qual evoluiu, exigindo que mais cidadãos sejam cobertos por privados, através da ADSE, em vez de usarem o SNS, revela uma coisa pior: o mais descarado eleitoralismo, não hesitando em contrariar os seus valores fundamentais para agradar a uma parte do eleitorado