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Expresso

  • Antes pelo contrário

    Daniel Oliveira

    Na entrega do Prémio Camões, Raduan Nassar questionou a legitimidade do governo brasileiro. Na cerimónia, Roberto Freire respondeu-lhe: “É um adversário recebendo um prémio de um governo que ele considera ilegítimo, mas não é ilegítimo para o prémio que ele recebeu.” O ministro da cultura brasileiro acredita que Raduan devia mostrar gratidão para com Temer e os seus ministros por causa de um prémio atribuído por um júri independente e pago pelos Estados brasileiro e português. Mesmo sabendo-se que nem sequer estavam no governo quando Raduan o decidiu aceitar. Talvez o seu homólogo português devesse dizer qualquer coisa. Um prémio partilhado por duas nações não pode ser usado e usurpado por um ministro de uma delas. Muito menos para tentar passar a ideia de que sua aceitação depende do silêncio político do premiado. Mas quem usurpa o poder por via de um golpe tende a ganhar-lhe o gosto. E olhando para o circo que foi o impeachment, também não espanta que tudo aquilo em que o governo de Temer toca se torne numa palhaçada

  • É preciso que as pessoas saiam de casa, que se unam. O corpo faz falta

    Cultura

    Christiana Martins

    Este é um texto pujante, arrepiante. É “um texto de amor pela Grécia e de aflição por nós todos”. É um texto sobre “um dos mais difíceis momentos da História, porque não há um inimigo visível e somos todos culpados”. É um texto na primeira pessoa, de Hélia Correia, mas escrito pela jornalista Christiana Martins em 2013 após uma conversa com a escritora que acaba de ser distinguida com o Prémio Camões. E este é um texto que não pode perder