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Expresso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Diz-se – mas eu não sei – que no paleolítico um homem que precisasse de mulher, para efeitos de reprodução, que seriam ainda os mais importantes, dava uma mocada na cabeça de uma e arrastava-a para a sua caverna, pelos cabelos. Não sei se os doutos juízes da Relação do Porto que assinaram a célebre sentença sobre violência doméstica (Neto de Moura e Maria Luísa Arantes) se esqueceram deste exemplo – e todos somos descendentes de homens e mulheres assim – ou apenas não quiseram ir mais longe do que os tempos da Bíblia

  • “O bullying não tem classe social: podes ser de qualquer país, podes ser alto, incrivelmente bonito, o mais inteligente ou o mais forte”

    Cultura

    Raquel Albuquerque

    O ator e realizador canadiano Yan England veio a Portugal apresentar o filme "1:54", a sua primeira longa-metragem, que conta a história de um rapaz de 16 anos vítima de bullying na escola - as Nações Unidas já o passaram nas suas instalações, tal a densidade da obra. Com base em histórias reais, filmado numa escola secundária durante o ano escolar, o filme passou segunda-feira no Porto para estudantes do secundário, numa sessão com a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade e a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género. "O problema do bullying é o silêncio. Quando se abre o diálogo, abre-se uma pequena fenda que serve para quebrar a situação", defende Yan England, que em 2013 teve uma curta-metragem nomeada para um óscar

  • Chegaram os pet-sitters

    Sociedade

    Katya Delimbeuf

    Não são hotéis para animais — é como chamar uma ‘babysitter’ a casa. Os gatos não precisam de sair do seu espaço. Os cães passam para uma casa nova, para viver como estão habituados

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    A nova polícia de costumes anda por aí a dividir o mundo em paletes. É algo que recorda os tempos em que se dizia haver raças – os brancos, os pretos, os chineses; de tal modo exagerado que havia mesmo a raça francesa ou a raça espanhola ou lusitana. Claro que tudo isto não faz sentido nenhum. Os estudos científicos demonstram – no estado da arte em que nos encontramos – que há apenas uma raça – a humana. Demonstram-no há pelo menos 25 anos, mas ainda assim há quem persista

  • As Marias são rapazes e os rapazes também choram

    Sociedade

    Bernardo Mendonça e Ana Baião

    A propósito da acesa polémica aberta sobre os dois livros de exercícios, diferenciados para rapazes e raparigas, lançados pela Porto Editora e que vão sair do mercado por recomendação da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, republicamos um trabalho saído na Revista E, em outubro de 2015, que aborda esta questão. O género conta cada vez menos

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Confesso-me pecador e além do mais ignorante, sem capacidade para atingir as altas escarpas intelectuais daqueles que defendem a ideologia do género. Sou do género estúpido. Posto isto, e na minha qualidade, que é tão intocável como a de outro género qualquer, seja LGBTIQ+ e o que mais quiserem pôr, nasci menino e fui educado como menino. Naturalmente essa repressão feroz exercida pela família, sociedade e escola, fez-me desembocar, com o passar dos anos (mais de 60), num velho pai e avô heterossexual. Como já devem ter percebido por aquilo que aqui escrevi (mas que eu, como estúpido, não tenho a certeza) sou, quase certamente homofóbico, racista, xenófobo, chauvinista e, claro, fascista