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Expresso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Passei o domingo agarrado ao ‘twitter’ por causa de uma entrevista que Gentil Martins deu ao Expresso. Posso dizer que é a primeira vez que um médico me fez mal à saúde. Não pelo que disse, mas pelo que despertou. Há um lado inquisitorial em muita gente, um lado surdo, incapaz de debater sem insultar, incapaz de se centrar no essencial. Eu já sabia que muito das redes sociais são assim, mas tive uma recaída…

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    É difícil escrever sobre a demissão de três secretários de Estado que brevemente serão acusados do ‘hediondo’ de crime de viajarem à custa da GALP para ver jogos de Portugal no Europeu de futebol do ano passado. Eu sei que a maioria acha que eles fizeram bem (eu também acho) e que Costa não tinha outra hipótese senão aceitar a sua demissão (e não tinha). Mas vamos, por uma vez, colocar as coisas em perspetiva: as viagens pagas pela GALP são caso para abrir processos-crime? Ou há outras vantagens concedidas pela petrolífera que não conhecemos? Como não sei responder a esta segunda pergunta, vou apenas centrar-me no que sei

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    É quase tão irresistível brincar com os afetos, selfies e beijinhos de Marcelo como era para Marcelo pregar partidas aos amigos. Aqui não é disso que se trata, mas de ver, à luz da história recente, se poderíamos esperar mais de um Chefe do Estado. A minha resposta sincera é: não, não podíamos. Bem sei que tem sido criticado por ser muito brando, mesmo cooperante com o Governo. Mas não devem as instituições cooperar?

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    As atenções com as vítimas do incêndio de Pedrógão recaem, particularmente, sobre aquelas que perderam a vida na tristemente célebre Estrada Nacional 236. A descrição que a ministra Constança Urbano de Sousa fez das condições climáticas e da evolução do fogo naquele troço de estrada é, de facto, impressionante. Mas, caso nos distanciemos das emoções, há, como todos sabem, várias perguntas a fazer. Mais do que isso: existe um número impressionantemente alto – 17, pelo menos -, de civis que morreram longe dessa estrada, noutros locais onde não terão existido, penso, as mesmas condições extraordinárias

  • Passos Coelho: a culpa não é do eucalipto

    Política

    Lusa

    “Até eu que não sou particularmente defensor do eucalipto, acho que não faz sentido estar a demonizar o eucalipto, porque nós sabemos que uma grande parte do território não tem eucalipto e que o eucalipto é o que menos arde”, disse o líder do PSD na quarta-feira à noite durante um jantar-conferência