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Expresso

  • Ana Zanatti: “Quero ousar sempre!”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    A ousadia veste-a bem. Assim como o charme e a elegância. A atriz e escritora Ana Zanatti protagonizou cenas de sexo e nudez no teatro e no cinema num país conservador acabado de sair da ditadura, amou quem quis sem se importar com a opinião dos outros e, há oito anos, revelou publicamente ser homossexual durante a apresentação pública do primeiro movimento da sociedade civil de defesa dos direitos dos homossexuais pelo casamento. Ou, como escrevia no seu diário de juventude, que sempre sentiu ‘aimer les femmes’. No ano passado publicou o livro “O Sexo Inútil” para mostrar como a comunidade LGBTI ainda sofre com a homofobia e o preconceito. “A lei anda sempre à frente, mas as mentalidades levam gerações a mudar.” E ainda recorda a sua infância, os medos, as conquistas, o primeiro beijo e o que a vida lhe ensinou. “A idade ensinou-me a não perder a jovialidade” Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Portugal tem um nível de otimismo incrível. Eu próprio, que há muito me considero um otimista, porque mesmo nos anos mais negros considerei sempre que poderíamos ainda estar pior, nunca supus que fosse tanto. Mas sou, nada a fazer: 82 por cento dos portugueses são-nos e, não sendo eu militante nem apoiante do PSD, que devem ser os 18 que não estão com esse estado de espírito, a conclusão só pode ser de que faço parte da maioria (otimista, claro)

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    (para Henrique Medina Carreira, um grande otimista que achava que isto podia ainda sempre piorar) A frase do título era do ontem falecido Medina Carreira, que foi ministro do PS e depois crítico constante das políticas seguidas pelo mesmo PS e, no geral, por toda a gente neste país. Serve, às mil maravilhas, para a situação atual do país e, particularmente, do Governo. É que, depois de meses de glória, chegou o tempo das tragédias. É sempre assim

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Vou ser otimista, mas mesmo muito otimista com as eleições francesas. E espero, domingo à noite estar a gozar o meu otimismo e a troçar do alívio da maioria apreensiva que me rodeia. Acho que Marine Le Pen não fica em primeiro lugar na primeira volta – e para ser ainda mais otimista, acho que é ultrapassada por Fillon. Em primeiro ficará Macron, que apesar de não dar quaisquer garantias vai ser um Presidente exemplar, capaz de retomar o mais são dos espíritos europeus

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Sejamos otimistas, já passou um mês com Trump na presidência dos Estados Unidos e o mundo continua a girar como dantes. Na verdade, nada se passou (salvo para os que ficaram uns dias retidos nos aeroportos norte-americanos) de extraordinário, descontando, obviamente, os constantes tweets e as palavras esdrúxulas do Presidente. Porém, enquanto forem só palavras, acho que aguentamos. Claro que os riscos se mantêm, e não são poucos, mas sejamos otimistas: dos 48 meses que ele tinha pela frente na Casa Branca, um deles já passou (é mais de dois por cento, como diria um economista)