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Expresso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Sun Tzu, o mais brilhante general e estratego chinês que no séc. VI a.C. nos deixou ‘A Arte da Guerra’ como um dos mais importantes contributos para a estratégia política e militar, já avisava que um comandante pode ter cinco defeitos terríveis: coragem inconsciente; excesso de vontade de sobreviver; ferver em pouca água; insegurança e excesso de compaixão. Cada um destes defeitos corresponde a uma possibilidade tremenda na batalha. O excesso de coragem leva à morte; a vontade de sobreviver a qualquer custo conduz à captura; a ira a ser-se insultado; o excesso de compaixão a ficar-se amargurado e a insegurança a ser-se humilhado

  • Júlia Pinheiro: “‘A Noite da Má Língua’ deixou-me uma bactéria perigosa. Acredito no lado justiceiro da televisão”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Foi há 23 anos que Júlia Pinheiro apresentou o programa que dessacralizou a forma como se falava da classe política na televisão, ao lado de um painel de ilustres personagens de cabeça fascinante e língua afiada. Eram eles Miguel Esteves Cardoso, Rita Blanco, Rui Zink e Manuel Serrão. “A pena que eu tive de não haver ‘A Noite da Má Língua’ agora, com os escândalos todos dos bancos. Doeu-me tanto...”. Uns bons anos antes, foi a visita do Papa João Paulo II a Lisboa, e em particular o fascínio de observar o repórter que o acompanhava, que a fez trocar a antropologia pelo jornalismo. Ao longo do seu percurso já fez um pouco de tudo na rádio e na ‘caixinha mágica’. Do ‘trash’ ao jornalismo justiceiro, aquele que muda vidas, como o que faz diariamente no programa “Queridas Manhãs”, na SIC. Júlia é a nossa Oprah. Mas sem poder entregar carros ao público. “Não temos essa escala. Mas quando consigo resolver alguns problemas dos meus entrevistados vou mais contente para casa.” Nesta conversa, Júlia fala das suas escolhas, do passado, dos filhos e das ‘armadilhas’ da maternidade, do futuro da televisão, das músicas que a acompanham e do que ainda sonha fazer. “Num programa sem palmas e sem [ter de anunciar o número] 760, eu era muito feliz.” Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Herman José: “Não posso dizer tudo o que quero. Ainda sou novo para ser velho, mas quando for velhote serei absolutamente insuportável”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Anda há mais de quarenta anos a fazer-nos rir, e o nosso humor não seria o mesmo sem ele. Herman José tem sido genial na arte de subverter e caricaturar o país. Ao longo do seu percurso já teve momentos bons e menos bons, alguns particularmente desafiantes, mas soube reinventar-se na TV e fora dela, regressando à estrada e aos espetáculos ao vivo. Foi numa pausa das gravações do seu programa “Cá por Casa”, na RTP1, que Herman nos recebeu na sua quinta, em Azeitão, o seu refúgio e laboratório criativo. Uma conversa que revisita o seu passado, desfaz mitos, revela algumas mágoas e alegrias e os seus prazeres e luxos. “A felicidade está imenso nos bens materiais. Mas apaixonei-me sempre por pessoas tesas.” Herman garante que respeita as pessoas que têm fé, mas considera que sofrem muito mais na vida: "A divindade nunca se mexeu para nada". Herman, o verdadeiro artista, para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Conseguimos, uma vez mais, algo em que somos verdadeiramente bons: indignarmo-nos! E, desta vez, em conjunto com países como a Itália, a Espanha e a Grécia. Temos razão? Etimologicamente não. Indignar-se significa ser olhado como não tendo dignidade e não é um Dijsselbloem qualquer que consegue esse feito. Popularmente, sim. O holandês disse umas coisas ao jornal Frankfurter Allgemeine que não lhe ficam bem, nem são próprias de um ministro, que para mais é presidente do Eurogrupo