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Expresso

  • Miguel Guilherme: “Sem cultura, nós transformamo-nos nuns animais. E nós, portugueses, estamos meio cá meio lá”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Na verdade, animais já somos. Embora racionais, podemos sempre ficar mais primitivos e animalescos se não nos educarmos com conhecimento e cultura. É esta a ideia e o alerta do ator Miguel Guilherme: “Nós não temos uma tradição cultural. Somos muito atrasados. Sempre fomos. No 25 de Abril falhámos no ensino e na cultura. Mas é reversível. Tenho esperança. Saímos de um Governo que apertou o cinto e as pessoas estavam agora à espera de algo diferente. O António Costa é um ótimo político, mas às vezes é distraído…” Isto e muito mais para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Nuno Artur Silva: “O humorista não derruba a Gioconda, o humorista coloca um bigode na Gioconda”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    “Não havia necessidade.” A frase é da mãe de Herman José tomada de empréstimo por Nuno Artur Silva para a personagem “Diácono Remédios”, popularizada por Herman. Uma expressão que calha bem neste processo de afastamento de Nuno Artur Silva da administração da RTP, pela alegada incompatibilidade e conflito de interesses por ter mantido durante estes últimos três anos um vínculo com as Produções Fictícias e com o Canal Q. Uma coisa é certa: o canal público está com mais séries nacionais, mais documentários e ‘milagrosamente’ reinventou o Festival da Canção levando-nos à vitória com Salvador Sobral. Sobre a sua imprevista saída da estação pública, Nuno deixa claro: “Poderei ter cometido algumas ingenuidades. Mas a mulher de César não tem de parecer séria. A mulher de César tem de ser séria. E eu fui sério e transparente do princípio ao fim na RTP.” Sobre o que chama campanha difamatória acrescenta: “Orgulho-me bastante dos inimigos que fiz nestes últimos tempos. Faz-me sentir que estou do lado certo.” Nesta conversa o argumentista, escritor e apresentador, recorda os anos 80 em que foi um jovem anarquista, os anos 90 em que fundou as Produções Fictícias e lançou alguns dos maiores do humor e fala do futuro. “Irei fazer todas as coisas que ainda não fiz”. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Benjamim: “Não procuro a fama, o sucesso. Não ando a correr atrás de visualizações, nem de ser a grande cena para a seguir desaparecer....”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Ele é um dos mais interessantes e promissores músicos da nova geração. É conhecido por Benjamim, já foi Walter Benjamin e, na verdade, chama-se Luís Nunes. Em pequeno estudou música clássica, viveu 4 anos em Londres, onde se formou engenheiro de som, mas decidiu regressar em tempos de crise porque tinha muito para cantar na sua língua. Foi no Alvito, Alentejo, onde criou o primeiro disco de canções pop em português, “Auto-Rádio”, depois andou em digressão durante 33 dias seguidos pelo país a bordo do seu velho Volkswagen. No ano passado lançou novo disco, “1986”, desta vez bilingue, com o inglês Barnaby Keen e adianta que o próximo álbum será mais eletrónico. Além disso, tem produzido discos de outros artistas como Márcia, Noiserv, B Fachada ou, mais recentemente, Joana Espadinha - que concorreu este ano ao Festival RTP da Canção com um tema seu, 'Zero a Zero'. Se nunca escutou Benjamim descubra aqui a sua história e a sua música que é “anarquia", "verdade", "liberdade”. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Manuela Azevedo: “Aprendi a dançar e a cantar com um irmão enquanto tinha as ovelhas a pastar. Começou aí o prazer pela música...”

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    Parece um título de um poema bucólico. Mas não é. Os primeiros anos de vida de Manuela Azevedo, a voz dos Clã, também se escrevem com poesia, dança e muita música pop e clássica. Manuela nasceu numa pequena localidade, em São Simão da Junqueira, Vila do Conde, e esteve para ser advogada, "como Perry Mason". Mas um convite do músico Hélder Gonçalves ditou-lhe o destino. “Arriscar é importante para descobrirmos coisas novas sobre nós próprios e sobre a vida. É escolher o lado errado, o coração, o mais imprevisível.” Há 26 anos que ela e a sua banda nos dão asas nos pés e nos ajudam a dançar nesta corda bamba do quotidiano. Depois de oito álbuns editados, e um próximo a caminho, Manuela volta a esticar a corda e estreia-se agora na peça musical “Montanha-Russa”, em cena de 9 a 27 de março, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. “É perigoso uma pessoa levar-se demasiado a sério.” Uma conversa reveladora para ouvirem neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Daniel Oliveira: “Conheci estalinistas e fascistas com corações maravilhosos. Todos nós transportamos monstros e anjos”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    É um dos nossos mais relevantes fazedores de opinião. Filho do poeta Herberto Helder, sempre recusou ser conhecido como tal ou falar dessa relação. “É sempre pesadíssimo ser filho de alguém. E ser pai também.” Ao contrário de Herberto, a política foi sempre a sua paixão. Daniel é “canhoto na política” desde que se lembra. Foi jornalista, distinguido com o Prémio Gazeta Revelação, escreveu nos blogues “Barnabé” e “Arrastão”, pertenceu ao Partido Comunista e foi dirigente e assessor do Bloco de Esquerda, de onde saiu em 2013. Autor do livro “Década de Psicopatas”, não encontra atualmente em Portugal nenhum político que admire. “E será cada vez mais difícil haver. Há menos espaço para pessoas extraordinárias na política.” Sobre as suas contradições afirma: “Apesar de ligar menos ao dinheiro do que a maioria das pessoas, não consegui ser completamente despegado dele. Por liberdade. Como o meu pai.” E ainda lê em exclusivo um texto desconhecido de Herberto Helder, que integrará um novo livro de crónicas e reportagens do poeta, em Angola, intitulado “Em Minúsculas”, que será editado em breve. Para ouvirem neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Kalaf: “O racismo em Portugal continua absolutamente presente mas está mais sofisticado”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Chamam-lhe “o grande agitador cultural”. Isto por abraçar há mais de uma década a mestiçagem musical entre Luanda, Lisboa e o mundo. Ele é Kalaf Epalanga, antes conhecido por Kalaf Ângelo, músico dos Buraka Som Sistema, que lançou agora o seu primeiro romance, “Também os brancos sabem dançar”. Uma conversa que começa por juntar Cavaco Silva à kizomba e termina com um testemunho de amor. Para ouvirem neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Jel: “O humor em Portugal é elitista, confinado a quem teve uma vida burguesa. Não há pretos, ciganos ou malta do subúrbio a fazer humor”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Ele anda na luta artística há uns bons anos. Jel, aliás Nuno Duarte, é humorista, produtor, realizador e músico. Há uns tempos 'mandou tudo abaixo' e, junto com o irmão, foi um homem da luta incómodo, subversivo, de megafone na mão, cantarolando palavras de ordem que irritaram a classe política, e não só. Uma dupla que chegou mesmo a vencer há sete anos o Festival RTP da Canção, com o tema 'A Luta é Alegria', e a ter um programa em horário nobre na SIC. Mas, às tantas, a fórmula esgotou-se e a dupla decidiu retirar-se. “Eu podia continuar a fazer os “Homens da Luta” até ao fim da vida, como o Avô Cantigas, mas não quero. Prefiro continuar à procura de um estilo que me sirva”. Dedicado agora à realização de documentários, às crónicas e ao stand up comedy, Jel assume que “já chocou o que tinha a chocar”, que está a passar por uma pequena crise de meia-idade. “Estou mais maduro, mas se calhar com menos graça.” Uma conversa sem máscaras para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Fernanda Torres: “Os meus momentos de glória são muito parecidos com os meus fracassos”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Ela é uma das atrizes mais prestigiadas do Brasil, por cá tornou-se popular com a participação na série televisiva de humor “Os Normais”. Filha de duas figuras maiores da representação – Fernanda Montenegro e Fernando Torres – cedo ganhou uma identidade artística que a levou a ser distinguida, logo aos 21 anos, com o prémio de melhor atriz em Cannes, pelo filme “Eu sei que vou te amar”. Há cinco anos arriscou a literatura e estreou-se no primeiro romance, “Fim”, sobre a vida e a morte de cinco velhos amigos cariocas. A crítica rendeu-se à sua escrita, o que a motivou a escrever o segundo, “A Glória e o seu Cortejo de Horrores”, sobre as desventuras de um ator de meia idade caído em desgraça. “Todo o livro é uma autobiografia. Não existe nenhum autor que não escreva a partir da sua visão”, revela Fernanda nesta conversa franca sobre o bom e o menos bom que ficou lá atrás e as maravilhas e descobertas da maturidade. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”