Siga-nos

Perfil

Expresso

  • “Quem me põe o rótulo de bombista é da direita assanhada: as Brigadas Revolucionárias não mataram ninguém e lutaram pela igualdade”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    A médica endocrinologista Isabel do Carmo liderou nos anos 70 um movimento de guerrilha contra a ditadura que a levou à prisão. “Não me arrependo de nada. A luta armada era a única forma de contribuir para desgastar o antigo regime.” Isabel recorda ainda os 9 meses que esteve na ‘solitária’, as dificuldades por que passou para garantir comida no prato dos filhos e o longo caminho que fez até hoje. Além das bombas que agitaram o regime do Estado Novo e o Verão Quente de 75, Isabel fala de outras bombas, as bombas calóricas, dos mitos e os enganos alimentares: desconfia do equilíbrio da dieta vegan e considera um disparate a moda antiglúten e antilactose. E ainda nos dá (boa) música. “Vivo os anos mais tranquilos da minha vida.” Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Um dia, antes da primeira volta das eleições francesas, escrevi um texto em que me considerei estupidamente otimista ao dizer que Macron seria o Presidente da França. Não estava convencido e ainda hoje me custa a crer que ele tenha sido vencedor na primeira volta e – consequentemente – na segunda, porque do outro lado estava Marine Le Pen. Macron tem ideias, tem programa, tem juventude, determinação e tolerância (recordam que quando ontem os seus apoiantes assobiavam Le Pen ele disse: “Não assobiem, convençam-nos!”)

  • Júlia Pinheiro: “‘A Noite da Má Língua’ deixou-me uma bactéria perigosa. Acredito no lado justiceiro da televisão”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Foi há 23 anos que Júlia Pinheiro apresentou o programa que dessacralizou a forma como se falava da classe política na televisão, ao lado de um painel de ilustres personagens de cabeça fascinante e língua afiada. Eram eles Miguel Esteves Cardoso, Rita Blanco, Rui Zink e Manuel Serrão. “A pena que eu tive de não haver ‘A Noite da Má Língua’ agora, com os escândalos todos dos bancos. Doeu-me tanto...”. Uns bons anos antes, foi a visita do Papa João Paulo II a Lisboa, e em particular o fascínio de observar o repórter que o acompanhava, que a fez trocar a antropologia pelo jornalismo. Ao longo do seu percurso já fez um pouco de tudo na rádio e na ‘caixinha mágica’. Do ‘trash’ ao jornalismo justiceiro, aquele que muda vidas, como o que faz diariamente no programa “Queridas Manhãs”, na SIC. Júlia é a nossa Oprah. Mas sem poder entregar carros ao público. “Não temos essa escala. Mas quando consigo resolver alguns problemas dos meus entrevistados vou mais contente para casa.” Nesta conversa, Júlia fala das suas escolhas, do passado, dos filhos e das ‘armadilhas’ da maternidade, do futuro da televisão, das músicas que a acompanham e do que ainda sonha fazer. “Num programa sem palmas e sem [ter de anunciar o número] 760, eu era muito feliz.” Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Coluna de alterne

    Comendador Marques de Correia

    Coluna literária, sempre disposta a ler resumos de calhamaços, não podia deixar passar incólume as 848 páginas que esse Pico da cultura portuguesa que á Alberto João Jardim dedicou ao maior madeirense de sempre – Alberto João Jardim. O tomo chama-se ‘Relatório de Combate’, mas infelizmente, por muito que víssemos resumos e até nos dessemos ao trabalho de folhear um pouco o livro, não encontrámos quem queira combater contra ele. Trata-se, pois, de obra insólita: um combate do autor contra si próprio e, por vezes, contra o português, com ou sem Acordo Ortográfico