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Expresso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Há uns tempos, numa mesa-redonda na qual fiz a moderação, alguém disse com um humor cáustico e talvez um pouco fúnebre, que Keynes hoje em dia não diria que “a longo prazo estamos todos mortos”, mas sim que “a longo prazo andaremos todos à procura de um lar em condições para sobrevivermos os últimos anos da velhice.” Vivemos hoje muito mais do que no tempo do mais citado dos economistas. Vivemos mais porque somos mais bem tratados, porque existem medicamentos, técnicas, diagnósticos mais precisos. E tudo isto é muito mais caro

  • Todas as noites ouvem palmas. E não saem para as receber

    Sociedade

    Marta Gonçalves, Joana Beleza e Marcos Borga

    Foram mais de uma centena, quase duas. Hoje, só Cristina e João são profissionais na arte de “soprar o texto” (dizê-lo muito baixo, quase como um sibilar, sem lhe imprimir qualquer emoção ou intenção, quando o ator se esquece da fala). Deles quer-se discrição, quase invisibilidade. Os pontos estão a desaparecer, a profissão está a morrer. Esta quinta-feira estreia “Sopro”, uma peça sobre aqueles que são a luz que se acende no esquecimento do ator

  • “House of Cards” chega ao fim

    Cultura

    Expresso

    A sexta temporada da série ainda está em fase de produção mas será a última. O ponto final surge horas depois de Kevin Spacey ter sido acusado de assédio sexual. O Netflix garante que não há relação entre os dois acontecimentos

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Uma pergunta raramente feita a propósito da Catalunha é a que está no título: Porquê agora? Porquê desta forma? A questão é tanto mais interessante quanto o putativo líder da independência catalã, Carles Puigdemont, é de um partido que nunca colocou essa questão. Pelo contrário, a CiU (Convergência e União) era o kingmaker dos Governos de Madrid (aqueles que aliados à esquerda ou à direita determinavam quem governava Espanha). O seu líder e fundador Jordi Pujol foi membro da Assembleia Constituinte espanhola, entre 1977 e 1980, e 23 anos presidente da Generalitat (1980-2003), sem que a independência estivesse no programa

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    O diário ‘Público’ afirma, hoje em manchete, que o Governo ficou chocado com Marcelo. O Presidente, quando fez o célebre discurso que levou o Governo a mudar de orientação e a demitir uma ministra (ao que dizem) já saberia que o Costa ia demitir a ministra e mudar de orientação. O problema é que, como é cada vez mais costume em Portugal, toda esta interpretação é baseada em fontes anónimas

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    No último fim de semana, António Costa e o conjunto do seu Governo deram finalmente razão a um relatório que há 12 anos, António Costa, o seu primeiro-ministro José Sócrates e o conjunto do seu Governo tinham mandado para a gaveta. 12 anos depois, António Costa chama para liderar a unidade de missão sobre os fogos florestais um dos braços direitos do coordenador desse relatório – Tiago Oliveira. 12 anos depois o especialista pensa o mesmo, mas Costa foi obrigado pela realidade a aceitar o que recusou