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Expresso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Não conheço o caso nem os seus contornos, mas penso que tirando os envolvidos todos estão na mesma posição do que eu. Um juiz, em Viseu, considerou que uma mulher autónoma e moderna não se sujeitaria a anos de maus tratos, pelo que não deu razão à queixa que essa mulher apresentou em julho de 2014, ou seja, 12 anos depois de estar casada. Uma série de pessoas e organizações vieram dizer que a sentença era arrepiante, porque qualquer mulher, independentemente da sua cultura e autonomia, pode ser vítima

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Marcelo Rebelo de Sousa considerou um “erro histórico” se o nosso Parlamento não manifestasse o seu apoio à iniciativa ‘Pesco’ (Cooperação Estruturada Permanente) das Forças Armadas da Europa. Para o Presidente, que está, do meu ponto de vista, carregado de razão, o problema foi de suscetibilidades. Eu, que não sou presidente de nada, graças a Deus e para felicidade da Pátria, diria ‘birras’. Em suma, o BE e o PCP são contra, porque sim; o PSD e o PS são a favor, mas nenhum cedia no texto de resolução que o outro apresentava

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Há coisas que sinceramente não entendo. Se compreendo a razão de muita coisa ser oculta da opinião pública, dos jornais, daqueles que apenas querem ver as tragédias e os horrores ou somente lhes interessa a coscuvilhice pura, não entendo como uma parte de um relatório feito por especialistas para determinar como foi possível um incêndio como o de Pedrógão – o incêndio onde morreu mais gente em Portugal (pelo menos desde que há registos) possa ter uma parte secreta. Exatamente aquela que descreve como se deram as mortes

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Há uns tempos, numa mesa-redonda na qual fiz a moderação, alguém disse com um humor cáustico e talvez um pouco fúnebre, que Keynes hoje em dia não diria que “a longo prazo estamos todos mortos”, mas sim que “a longo prazo andaremos todos à procura de um lar em condições para sobrevivermos os últimos anos da velhice.” Vivemos hoje muito mais do que no tempo do mais citado dos economistas. Vivemos mais porque somos mais bem tratados, porque existem medicamentos, técnicas, diagnósticos mais precisos. E tudo isto é muito mais caro

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Ao ouvir e a ler os relatos do discurso de Jerónimo de Sousa, ontem no Coliseu de Lisboa comemorando os 100 anos da Revolução russa, fiquei com a impressão que já nem o PCP é leninista. Jerónimo falou que nem um ‘menchevique’, daí que o hino (e o jornal) do partido devesse mudar de ‘Avante’ para ‘Aguenta’

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    As agressões à porta da discoteca Urban já eram uma espécie de rotina da noite lisboeta. Face às últimas, conhecidas ontem, o Governo mandou fechar o estabelecimento. Provavelmente fez bem. E este provavelmente só aqui está por um motivo que espero compreendam: o que se passa à porta de muitas outras discotecas não é substancialmente diferente