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Pais transferem filhos dos colégios privados para o público

Os colégios privados sentem já "de forma muito evidente" a crise das famílias, que tentam transferir os filhos para escolas públicas, deixam mensalidades por pagar ou cortam nas actividades extra.
Lusa |
A crise começa a afectar a educação
A crise começa a afectar a educação / António Pedro Ferreira

Os colégios privados sentem já "de forma muito evidente" a crise das famílias, que tentam transferir os filhos para escolas públicas, deixam mensalidades por pagar ou cortam nas actividades extra.
 
Esta é a radiografia feita por responsáveis do sector que sublinham o "esforço" das famílias em manter os filhos no particular mas reconhecem que várias crianças têm abandonado os colégios rumo a instituições públicas ou de solidariedade social (IPSS).  
 
Os pedidos de transferência dos privados para IPSS "têm acontecido ao longo do ano", conta à Lusa Lino Maia, presidente da Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade (CNIS).  
 
O diretor da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular (AEEP), Rodrigo Queiroz e Melo, corrobora: "As famílias têm feito um esforço para
manter os filhos a completar um ciclo de ensino mas, muitas vezes, a opção é mudar para o Estado".  
 
"A crise das famílias reflete-se de forma já muito evidente no ensino particular, mas traduz-se de modo diferente consoante as zonas do país e
tipo de colégio", diz.  

Dificuldades evidentes 


Nos privados de menor dimensão e nas áreas menos urbanas, "todas as dificuldades das famílias" são mais evidentes.  
 
Já nos colégios mais conceituados "o primeiro sentimento é de algum desconforto com o facto de famílias com um ou mais filhos terem enormes dificuldades em manter todos na escola". No entanto, continua a haver procura e listas de espera.  
 
"O que se nota de um ano para o outro é a mudança de pessoas, especialmente no final dos ciclos de ensino", explica Rodrigo Melo.  
 
Na Academia de Música de Santa Cecília não há redução de inscrições mas "sente-se um reflexo nas actividades extra-curriculares", diz a diretora Filipa Pacheco Carvalho.  
 
Fernando Ribeiro e Castro, da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, considera que as famílias numerosas são obrigadas a cortar em despesas como educação, férias ou tempos livres.  

Colégios privados têm mensalidades elevadas 


Apesar dos esforços, há mesmo quem não consiga suportar as elevadas faturas dos colégios privados, que ultrapassam os 500 euros mensais.  
 
Natália Nunes, responsável pelo Gabinete de Apoio ao Sobreendividamento da Deco, conhece casos de famílias com mensalidades em atraso que regularizam a situação no final do ano letivo "com o subsídio de férias ou o IRS".  
 
Contactados pela Lusa, diversos colégios confirmam atrasos esporádicos nas mensalidades e criação de planos de pagamentos. A direção dos colégios Mira Rio, Planalto, Horizonte e Cedros admite "a possibilidade de acordos pontuais para ultrapassar dificuldades momentâneas".  
 
Mesmo nas IPSS, onde se paga consoante o rendimento, nota-se uma preocupação especial com a crise. Exemplo disso é o Centro Sagrada Família, em Algés, que decidiu reduzir "excecionalmente" a mensalidade de agosto do próximo ano "atendendo à difícil situação económico-financeira em que a generalidade das famílias se encontra", refere o regulamento da instituição.  
 
Apesar da ajuda das IPSS, Lino Maia diz que várias crianças abandonaram até estas escolas, situação que tenderá a agravar-se: "Com o desemprego, certamente haverá mais famílias a reter os filhos em casa. Estando os pais desempregados, procurarão pelos próprios meios formas de reinserção, educação e acompanhamento".  
 
+++ Este texto foi escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico +++


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Pais transferem filhos dos colégios para o público
Muitas das pessoas que resolveram colocar os filhos em colégios, fazem-no por uma questão de estatuto Social. Compram a casa e o carro com o mesmo pensamento, o que quer dizer que deram o passo maior que a perna. Só assim se compreende que a maior parte das famílias que estão endividadas e foram à falência aufiram cerca de 3 mil a 4 mil euros por mês. O Ensino é um assunto que preocupa todos independente das ideologias de cada um. Sabemos que é a única maneira de vencer na vida. É também uma maneira de saír da pobreza tanto individual como coletiva. Tal como na saúde muitas vezes tenho duvidas se o privado é o melhor. Além da aprendizagem a socialização é também muito importante e o contacto com diversas realidades. Na tropa diz-se que treino difícil combate fácil. Apesar de muitas críticas e algumas justas, ninguém tenha duvida que o Pública tem vindo a mudar e a melhorar. É verdade que não podemos nem devemos ficar parados e satisfeitos pois ainda há muito a fazer,mas sempre haverá.
Re: Pais transferem filhos dos colégios para o púb
Colégios para quê ?..
Se já dá pra se ter o 10º ano mesmo faltando ás aulas..

Se já dá pra se obter licenciaturas ao domingo e por fax..até já consta que com as novas tecnologias o processo será simplificado e bastará uma SMS..

Colégios para quê ?..
Colégios privados ou Escola pública!
Estes papás que agora tiram os filhos dos Colégios Particulares, são os mesmos que atiraram pedras à escola pública anos a fio, em vez de lutarem afincadamente pela melhoria da qualidade do ensino nessas escolas, exigindo o cumprimento dos programas e horários lectivos, dos exames, da accção social escolar...
O poder político batia palmas com este aliviar de encargos e responsabilidades, tendo a dita Escola caído para uma qualidade deprimente, onde só os "seres menores" aceitavam participar na farsa em que se tornou a escolaridade obrigatória.
Mas isto passa-se da extrema esquerda á direita. Com excepção dos comunistas, dúvido que algum deputado do parlamento tenha os filhos em escolas públicas, pelo menos até ao 9.º ano de escolaridade.
CORTES
O governo corta em vocês e vocês cortam nos filhos para não faltarem as bicas, os pequenos-almoços nos cafés, os cigarros, as férias, os carros, os cães.
Miseráveis.
Gaiolas douradas
Sempre olhei para os colégios privados como gaiolas douradas. As crianças e os jovens desenvolvem-se (?) protegidos por uma redoma de vidro que os preserva das vicissitudes da vida e do Mundo. E as pessoas (normalmente os papás) entendem que desta forma estão a contribuir para a felicidade dos filhos. Estão sim, em minha opinião, a contribuir para a felicidade dos donos dos colégios que vêm as suas contas bancárias serem engordadas substancialmente por força das mensalidades, normalmente muito altas (nem sempre proporcionais à qualidade que se busca).
A vida actual, obriga-nos a desenvolver desde pequenos, aptidões para lidar com todos os desafios que se nos deparam. Sejam eles sociais, pessoais ou profissionais.
Depois do percurso académico, não vamos para o mundo lidar com outros "meninos" com a mesma condição social da nossa, com as mesmas origens e raízes.
Somos literalmente lançados às feras. E se andámos não sei quano tempo a construir uma imagem deturpada da vida e do Mundo, o mais provável é que sejamos infelizes.
E nós todos, viemos a este mundo, não para sermos engenheiros, ricos, pobres, casados ou solteiros, letrados ou iletrados, mas para sermos Felizes. Ora se não soubermos lidar sem complexos com toda a espécie de
gente que se nos depara, o mais certo é vivermos angustiados e presos a uma ideia de Mundo que nos foi "vendida" pelo elitismo dos colégios particulares.
Re: Gaiolas douradas
Re: Gaiolas douradas
Mas o que é isto????
Esta notícia é idêntica, igual, sem tirar nem acrescentar nada, à sua equivalente publicada no SOL.

Sem saber qual dos jornais a publicou primeiro, fica-me a dúvida: No expresso agora isto de dar notícias é feito por atacado, já nem há o cuidado de escrever pela própria mão? Então porque existem dois jornais e não há penas um? Se é tudo igual....

Exemplos do Decalque:

Expresso: "Os colégios privados sentem já "de forma muito evidente" a crise das famílias, que tentam transferir os filhos para escolas públicas, deixam mensalidades por pagar ou cortam nas actividades extra."

SOL: "Os colégios privados sentem já «de forma muito evidente» a crise das famílias, que tentam transferir os filhos para escolas públicas, deixam mensalidades por pagar ou cortam nas actividades extra"

COMO É?
Re: Mas o que é isto????
Re: Mas o que é isto????
Re: Mas o que é isto????
XENTE;SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER.A SITUAÇÃOÉ GRAVE;EM
XENTE;A SITUAÇÃO É GRAVÍSSIMA..OU AQUI OS COMENTADORES;NÃO VIVEM AÍ NO NOSSO PORTUGAL.>??CLARO QUE COM ESTA CRISE;QUE PRINCIPALMENTE;MUITAS PESSOAS QUE TINHAM PEQUENAS EMPRSAS;E ATÉ MÉDIAS;SENTIRAM SIM ESTA CRISE..POIS MUITAS DESSAS EMPRESAS;COM ESTA CRISE;SE VIRAM NA FALÊNCIA..E MUITOS MAIS PROBLEMAS;POR AÍ T~EM APARECIDO..SÓ OS MARAJÁS;TIPO MEXIAS;OU DO TIPO DO PRESIDENTE DA TAP;QUE CHEGAM A RECEBER MAIS DE 110 MIL CONTOS POR MÊS;SÓ DE ORDENADO;OU SALÁRIO;OU VNCIMWENTO..??E O RESTO QUE NINGUEM SABE..??MAS Á FRENTE;EM PORTUGAL;SÓ VAI BEM;PARA OS MARAJÁS;E PARA OS POLPITICOS;E OS OUTROS SE VIREM..ATÉ QUANDO>>???CPTS..KANTIFLAS.
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