26/05/2012 atualizado às 19:38

Pais afectivos de Alexandra dispostos a acolhê-la de volta

A família portuguesa que acolheu Alexandra antes do seu repatriamento para a Rússia vai lutar pelo regresso da menina e pede ajuda ao Governo português. Clique para visitar o dossiê A Menina Repatriada.

14:13 Terça feira, 27 de outubro de 2009

 O advogado da família portuguesa que acolheu Alexandra, a viver actualmente com a mãe na Rússia, vai tentar num tribunal russo que o poder paternal seja entregue ao pai e pede ajuda diplomática ao Governo português. 

Clique para aceder ao índice do Dossiê A Menina Repatriada

Contactado pela agência Lusa, João Araújo explica que pretende "reverter a situação junto de um tribunal russo e entregar o exercício do poder paternal ao pai", depois de as autoridades russas admitirem privar a mãe, Natália Zarubina, dos direitos maternais e retirar a menina da casa onde habita.

"Vamos tentar junto de um tribunal russo que a situação seja invertida, porque se as autoridades consideram que a mãe é incompetente ou incapaz de tomar conta da criança ficará o pai com essa responsabilidade, isto antes de se pensar em institucionalizar a criança", defende. 

Governo português "adormecido"


Caso o pai conseguisse o exercício do poder paternal, e já que o próprio não pretende ficar com a criança, a familia de acolhimento "teria um enorme papel para manter a continuadade dos laços afectivos, determinantes para o bem estar e para o equilíbrio emocional e físico dela". 

Questionado sobre o papel das autoridades portuguesas, João Araújo considera que "as autoridades judiciárias não têm competência para fazer nada", mas que "Portugal pode exercer pressão a nível diplomático", isto é, "tentar sensibilizar as autoridades russas que o melhor para a criança é confiscá-la".

"Espero que o Governo português acorde, porque até agora tem estado adormecido", acrescenta. 

Entretanto, a família portuguesa que criou Alexandra concorda que a criança seja retirada à mãe pelas autoridades russas e disponibiliza-se para voltar a recebê-la. 

De braços abertos


João Pinheiro, o chefe da família portuguesa, é peremptório: "Peço clemência ao Governo russo. Peço, como nunca pedi a ninguém, que as autoridades russas tenham em consideração o facto de Alexandra ter nascido em Portugal, ter sido criada por uma família portuguesa que a ama e que nos deixem voltar a viver com a menina", diz em relato à Lusa. 

As autoridades de Pretchistoe, a vila onde Alexandra vive com a mãe, Natália Zarubina, ponderam retirar a menina da casa onde vive e retirar à progenitora os direitos maternais. 

Em declarações à Lusa, Iúri Kudriavtsev, vice-presidente da Câmara de Pretchistoe e chefe da comissão municipal de menores, refere que "várias vezes" pediram sem sucesso a Natália para mudar de vida e fazer um tratamento de desintoxicação alcoólica. 

 

Lusa
Palavras-chave  Dossiês, Sociedade
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Apesar do grande imbróglio...
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:36 | Terça feira, 27 de outubro de 2009
... o que está a acontecer na Rússia vem dar, infelizmente, razão à família portuguesa que pretende perfilhar a Alexandra. A vida tem destas coisas. Talvez se escreva direito por linhas tortas e a menina consiga um lar onde possa ser feliz e ter um futuro como se deseja a todas as crianças do mundo.
 
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Como foi ?
certo iactu (seguir utilizador), 1 ponto , 15:09 | Terça feira, 27 de outubro de 2009
Como foi feita a avaliação do sr.dr.juíz do Tribunal de Relação que decidiu esta caso ?
Terá sido Excelente ?
Os cidadãos não têm direito a saber ?

Agora, neste momento, é muito dificil em Portugal resolver-se esta asneirada ! No aspecto jurídico, lamento mas não é possível fazermos nada, porque a iniciativa já não pertende a Portugal, nem às autoridades portuguesas... A iniciativa pertence às autoridades russas e penso que só administrativamente poderá haver hipotese de solução, favorável a esta familia de acolhimento, que nos dá sempre, em cada intervenção que faz, uma nota de bom senso, boa formação e sobretudo, amor pela pequenina...
 
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PROPONHO...
ROGERMOR (seguir utilizador), 1 ponto , 15:53 | Terça feira, 27 de outubro de 2009

...Que se encham de pedidos de compreensão e ajuda os e-mails dos consulados da Federação Russa em Portugal, e que aqui envio:
-- consuladorussia@sapo.pt
-- n.gama@ngqdl.com
Pela ALEXANDRA, que comecemos JÁ!
 
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    Re: PROPONHO...    Ver comentário
azrim (seguir utilizador), 1 ponto , 16:22 | Terça feira, 27 de outubro de 2009
Alexandra
azrim (seguir utilizador), 1 ponto , 16:38 | Terça feira, 27 de outubro de 2009


Mais uma saga envolvendo uma inocente criança.

Não entendo estas leis, e muito menos os nossos juizes que decidem nestes casos como quem trata de restituição de terras ou objectos ao seu legitimo dono.

Mesmo com os pareceres negativos de técnicos de saúde infantil, os senhores juizes , do alto do seu poder absoluto, apenas aplicam o que vem nos calhamaços do Direito. Talvez para que, se as coisas derem para o torto, sempre terem a defesa da letra da lei, e por isso responsabilizando o legislador.

E lá vão sofrendo as inocentes crianças.
Vanessas, Esmeraldas, Alexandras, etc.

Umas acabam mesmo com o fim da sua própria vida. Mas mesmo as que não têm fim tão trágico, irão ficar marcadas para toda a vida.

As relaçoes afectivas dos primeiros tempos de vida é que determinam a estrutura do ser humano.
Não a genética.
Os laços afectivos suplantam em muito os biológicos.

Quando é que as leis que envolvem crianças passam a conter estes conceitos cientificamente provados, sem margem para interpretações díspares, por parte dos senhores juizes?

As crianças indefesas esperam e merecem que os senhores do Poder olhem verdadeiramente pelos seus interesses!

 
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Todos temos direito à «bebedeira», mas nunca...
kukakente (seguir utilizador), 1 ponto , 16:54 | Terça feira, 27 de outubro de 2009
... devemos por em causa a situação dos nossos filhos.

Se «quem conduz, não deve beber», quem tem filhos não deve «embebedar-se».

Para o tribunal português, exemplo da «tosquice» nacional, bastou a menina ser acompanhada pela sua amiga cadela, para ter equilibrio emocional na Rússia.

Que regresse e dar-lhe-ei flores!
 
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Afinal
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:04 | Terça feira, 27 de outubro de 2009
Com tantas crianças Portuguesas a precisar de apoio?
porque não vão estes pais adoptivos para a Russia.
 
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Foi um juiz que decidiu???
pilot (seguir utilizador), 1 ponto , 19:14 | Terça feira, 27 de outubro de 2009
Em princípio nós esperamos que a justiça sirva os superiores interesses de quem mais dela necessita...

Desenganem-se:

A justiça é um sorvedouro do erário público, distribuindo mordomias e prebendas aos senhores doutores juízes para no final proferirem acórdãos que não me atrevo a adjectivar, pois as palavras que me ocorrem não são muito pouco dignificantes para os visados!!!

E no final é isto... uma criança vilipendiada, um juiz promovido!!!!

Grande JUSTIÇA, que mal fizeste para seres tão mal representada?????
 
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