26/05/2012 atualizado às 19:38

Pai de Alexandra diz que mantém direitos paternais

Gueorgui Tsklauri, pai biológico de Alexandra, a menina russa repatriada pelo Tribunal de Guimarães, afirma: "Eu não renunciei à menina. Ela tem o meu apelido e estou registado como pai". Clique para visitar o dossiê A Menina Repatriada.

13:43 Terça feira, 27 de outubro de 2009

O pai de Alexandra, a menina russa que foi retirada da família portuguesa que a acolheu pelo Tribunal de Guimarães, defende que mantém o direito de paternidade em relação à filha. "Nunca disse que não era o pai dela", sustenta Gueorgui Tsklauri, em declarações hoje feitas à Lusa. 

Clique para aceder ao índice do Dossiê A Menina Repatriada

Segunda-feira, o vice-presidente da Câmara de Pretchistoe, onde vive a criança, e chefe da comissão municipal de menores, admitiu que as autoridades locais encaram a possibilidade de privar a mãe de Alexandra dos seus direitos maternais, atendendo ao seu comportamento. 

"Já a chamámos aqui várias vezes, já lhe pedimos que mudasse de vida, que nós a ajudaríamos a tratar-se do alcoolismo, mas ela diz que não está doente e recusa toda a ajuda nesse campo", refere Iúri Kudriavtsev.

Em declarações ao diário "Komsomolskaia Pravda", o pai de Alexandra, a viver em Portugal, acrescenta: "Eu não renunciei à menina. Ela tem o meu apelido e estou registado como pai". 

O que diz a lei russa


À Lusa, Gueorgui Tsklauri adianta que a mãe de Alexandra, Natália Zarubina, não tem informações sobre a possibilidade de lhe serem retirados os direitos maternais. "Ela (Natália Zarubina) disse-me que está tudo bem, tudo normal", recorda, adiantando que ainda hoje vai "falar com mais pessoas na Rússia" para saber da situação. 

Um advogado russo contactado em Moscovo pela agência Lusa conta que a lei russa prevê a entrega da criança ao pai se ele provar que tem condições para cuidar dela. Segundo a lei russa, se a mãe de Alexandra for privada de direitos maternos, a avó da menina não pode pretender à custódia da neta, porque vive na mesma casa de Natália. 

"Resta-nos apenas saber, através da Embaixada da Rússia em Portugal, se o pai biológico de Alexandra continua a ter direitos paternais sobre a criança. Se não tiver, ela vai ser retirada da família", disse segunda-feira Elvira Aguissova, responsável pela Comissão para Assuntos de Menores da Região Pervomaisk, onde se encontra a aldeia de Pretchistoe. 

A Lusa contactou a Embaixada da Federação da Rússia em Portugal, que, de acordo com a sua adida de imprensa, não pretende comentar a situação.  

 

Lusa
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Pai de Alexandra diz que mantém direitos paternais
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:17 | Terça feira, 27 de outubro de 2009
É bem verdade diz o povo e tem razão, parir é dor criar é amor. Não tenho qualquer duvida que quem ama mais a criança é o casal que a criou e que tem feito tudo para o seu bem. Espero que as autoridades Russas e Portuguesas interfiram no assunto e façam o seu melhor sempre na defesa da criança. O pai tem aqui uma oportunidade de ver crescer a filha no seio de uma família que tem muito amor para lhe dar. Aliás ao vê-la na televisão quem pode ficar indiferente com aquele anjinho tão querido. Estou convicto que há por aí muitas famílias que gostariam que lhe dessem a oportunidade de a criar.
 
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Alexandra
azrim (seguir utilizador), 1 ponto , 14:21 | Terça feira, 27 de outubro de 2009
Este é mais um lamentável caso de falta de bom senso na aplicação da lei por um juiz português.
Que se passa com os nossos juizes, especialmente quando decidem sobre crianças?

Aplicam friamente a letra da lei, para assim sacudirem a água do capote no caso das coisas darem para o torto? Sempre têm a defesa clara do que os códigos do Direito contêm, por isso...atire-se a responsabilidade para o legislador.

Mas então, onde ficam no meio disto , os pareceres dados por técnicos de saúde mental infantil que geralmente aconselham outros desfechos diferentes dos que os sr.ªs juizes todos poderosos acabam por decidir?
  Lembremo-nos de outros casos , Vanessa, Esmeralda, etc.
Uns com desfechos terríveis culminando pela mnorte das crianças. Outros que deixarão marcas irreparáveis no desenvolvimento dessas crianças mercê das rupturas afectivas violentas a que foram sujeitas.
E tudo em favor da superioridade genética., em detrimento da relação e dos laços e afecto criados entre uma criança e os seus cuidadores.
E todos deveremos ter presente ( muito em especial os senhores juizes) que os primeiros anos de vida de uma criança são a base da sua formação humana como adulto equilibrado e saudável.

O que não tem necessariamente a ver com a biologia que lhe deu origem.
 
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ALEXANDRA
carladutra (seguir utilizador), 1 ponto , 14:45 | Terça feira, 27 de outubro de 2009
ISTO SÓ PROVA QUE SER MÃE , É QUEM CRIA E DAR AFECTOS ,A BIOLOGIA NESTES CASOS DEVIA SER O ULTIMO FACTOR A TER EM CONTA.

TANTA GENTE QUE TEM FILHOS E NÃO SABE O QUE É ISSO.
 
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