26/05/2012 atualizado às 19:38

Pagar impostos alheios

0:01 Sábado, 25 de agosto de 2007


                                                                 João Carlos Santos
Carros destruídos continuam sujeitos ao IUC

Muitos contribuintes constam como donos de carros que já venderam, mandaram destruir ou que até lhes foram roubados

Para comprar o selo do carro, Ana Rodrigues foi ao sítio das Finanças na Internet, em Julho. Qual não foi o seu espanto quando viu que, além do seu automóvel actual, em seu nome está também um Nissan Micra que vendeu a um stand em 2004.

Tal como ela, são muitos os 'proprietários' recentemente surpreendidos por continuarem a ser donos de viaturas das quais já mal se recordam. Foram apanhados pela reforma da tributação automóvel — que criou o Imposto Único de Circulação (IUC) —, já que o novo sistema fiscal é atribuído ao proprietário e não ao carro, ao contrário do que acontecia com o antigo selo. Vários contribuintes receberam mesmo um e-mail da Direcção-Geral dos Impostos a sugerir que confiram na Internet a lista de carros matriculados em seu nome.

Ana Rodrigues descobriu, entretanto, que o carro foi vendido pelo stand em causa a uma garagem que, por sua vez, o vendeu a um particular. "Cheguei a ver o carro no parque de um centro comercial de Oeiras e até lhe tirei uma fotografia" por achar a situação caricata, recorda. "Mas nessa altura não constava da lista de carros registados em meu nome", garante Ana Rodrigues, que diz ter verificado, em 2006 e nas mesmas circunstâncias (a compra do selo através da Net), que só o actual carro lhe pertencia. Resta-lhe agora tentar encontrar o verdadeiro proprietário do carro e esperar que este colabore na resolução do problema, passando o registo para o seu nome. Caso não consiga, pode requerer a apreensão da viatura à Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (antiga Direcção-Geral de Viação). Mas terá de pagar o IUC relativo a esse veículo, já a partir de 2008, enquanto a polícia não o localizar. O novo imposto está em vigor desde Julho para novos carros e será cobrado a partir do próximo ano a toda a frota matriculada desde 1981.

O Expresso contactou os ministérios da Justiça e da Administração Interna para obter mais informações, mas ambos remeteram o contacto para o Ministério das Finanças. Este, por sua vez, não quis acrescentar nada a um comunicado recentemente divulgado, segundo o qual "estão a ser ponderadas alterações e ajustamentos (...) que permitam regularizar faltas ou atrasos nos registos de aquisição ou transmissão de veículos ou nos cancelamentos das respectivas matrículas, em caso de abate entretanto ocorrido".

Esta é, aliás, outra situação que está a complicar a vida de muitas pessoas. Quem, depois de 2000, entregou o seu carro velho a sucatas ilegais, deverá continuar a pagar o IUC, sendo o fim da aplicação do imposto apenas possível através do cancelamento da matrícula, após o abate legal. E só os operadores de desmantelamento acreditados pelo Ministério do Ambiente podem emitir o certificado de destruição que permite deixar de pagar o imposto. Os contribuintes que entregaram o seu carro para abate antes de 2000 podem cancelar a matrícula, mas os que o fizeram depois desse ano não têm como resolver o problema, enquanto as Finanças não encontrarem a solução.

Segundo Almeida e Silva, do departamento jurídico do Automóvel Clube de Portugal (ACP), situação semelhante ocorreu "quando passou a ser possível comprar o Imposto Municipal sobre Veículos através da Internet". Muitas pessoas verificaram serem proprietárias de "veículos vendidos há vários anos". Também quando há "uma infracção ao Código da Estrada", e não é possível identificar o condutor, "cabe ao proprietário inscrito provar que o carro não é seu", diz. "Quem vendeu o veículo não está em falta porque cabe ao comprador alterar o registo", mas o primeiro "tem interesse" em certificar-se de que essa alteração foi feita. Para Almeida e Silva, a solução pode passar por fazer depender o contrato de seguro, ou mesmo a inspecção, da alteração do registo.

Conte-nos o seu caso

fazfavor@expresso.pt

Cristina Bernardo Silva

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Como se vende uma viatura...
Johnny Guitar (seguir utilizador), 1 ponto , 21:24 | Domingo, 18 de janeiro de 2009
Sempre fiquei confuso com estas situações que originam transtornos a quem vende a sua viatura,porque sempre que o tive que fazer,procedi da mesma forma:
1 - Preencher o impresso de contrato de promessa de compra e venda da viatura,com a complecta identificação de ambas as partes;
2 - se vendida a um particular,ir com a pessoa em questão,á Conservatória do Registo Automóvel,e testemunhar que o comprador cumpriu os trâmites do registo de propriedade;
3 - e já agora,receber o valor da transacção...

      Nos sabidos casos de venda a stands,concessionários de marcas ou não,em que eles dizem que não vale a pena fazer a viatura perder "valor comercial"com mais um registo,etc.,simplesmente não aceitar essa premissa,e senão concordarem,ir a outro lado,fazer a compra! Vender carros a sucateiros,ilegais ou não,é mesmo querer ter problemas.Quando as viaturas ficam destruidas por acidente,e a Cia.Seguros toma conta do salvado,é garantir que ,seja qual for o seu destino,a viatura deixa de estar no nosso nome.Aliás,penso que a venda de "salvados",acompanhados pela respectiva documentação,deveria ser pura e simplesmente proibida!
      Por outro lado,nunca percebi porque é que a venda de viaturas automóveis entre particulares ou entre quem seja,não implica facturas,cobrança de IVA,pelo Estado,etc.,e tudo se passa,como quando se fazem compras nas Feiras...!Isto para não falar na falta de fiscalização de viaturas que circulam sem seguro ( porque será que os táxis não são obrigados a isso?
 
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    Re: Como se vende uma viatura...    Ver comentário
DuarteSilva.S (seguir utilizador), 1 ponto , 14:43 | Segunda feira, 14 de março de 2011
Deixar andar ...
E-Matrix (seguir utilizador), 1 ponto , 16:50 | Domingo, 15 de fevereiro de 2009
Na verdade estas situações resultam da desorganização portuguesa, do laxismo das leis existentes e sobretudo do laxismo, "deixa andar" típico do povo português.
Neste caso á maior parte das situações veio a nú pelas alterações fiscais que implicaram ir ao registo automóvel mas imaginem que o mesmo tipo de problema também poderia vir à luz do dia simplesmente pelo facto de um qualquer desconhecido praticar um crime com o carro "sem dono"
 
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Apreensao Administrativa
Napalm (seguir utilizador), 1 ponto , 9:21 | Segunda feira, 15 de junho de 2009
O Procedimento esta bastante simplificado em www.automovelonline.mj.pt
 
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Nos correios...
userEX50677 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:47 | Segunda feira, 3 de agosto de 2009
Acabei de comprar uma mota na Holanda a um particular e fui com ele tratar das papeladas aos correios. Em 10 min, paguei a mota e fiquei com ela registrada em meu nome.
Porque é que nós complicamos tanto as coisas???
 
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ximplex
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:49 | Sábado, 8 de agosto de 2009
PORTUGAL é o país do simplex, e esta tudo dito
 
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Pagar impostos dos outros
WebLogs (seguir utilizador), 1 ponto , 18:56 | Quarta feira, 7 de outubro de 2009
Tenho uma situação identica.
  Vendi um BMW a um individo-o em 05 de julho de 1999, essa pessoa espatifou o carro e arrumou-o não sei para onde, mas nunca o pôs no seu nome e intretanto casou e imigrou para Inglaterra. Meu espanto nas finanças ainda existe esse carro em meu nome.
    Fui a Braga tratar do assunto, disseram-me se quisesse anular esse registo teria que pagar 30€ mas que não olha-se a isso pois não tinha influencia em nada.
 
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LOLADA !!!!
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 19:09 | Quarta feira, 7 de outubro de 2009
É só RIR..... isto tá demais... Há muito que digo... Gatos.. cuidem-se que a concorrencia é grande.... e o futuro promete !!!!!
 
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outro assunto interessante Zara cuidado
maria helena pereira (seguir utilizador), 1 ponto , 10:02 | Segunda feira, 5 de julho de 2010
Vejam o video por favor, isto é verídico

Mas em que raio de país é que estamos?!!!! E se não for só na zara, ou se houver mais "zaras" neste país à beira mal plantado?!

ESCÂNDALO NA ZARA !!!!

CUIDADO, SE USAREM CARTÃO MULTIBANCO na ZARA, ou então sujeitam-se a
que lhe "mexam na conta", sem o seu conhecimento ou autorização !!!

Se o vídeo não fosse da Televisão EU NÃO ACREDITAVA que isto fosse possível!

INACREDITÁVEL!

PODE ACONTECER NOUTROS LOCAIS.

OUÇAM ATÉ AO FIM.

A ZARA tem um acordo com a UNICRE e com os Bancos, em que podem aceder às
contas dos clientes para retirar dinheiro, sem qualquer autorização dos
  mesmos ( !!! ) ...para acertos de preços!!!

Para quem pense não ser possível retirar dinheiro dum cartão
multibanco sem a autorização do próprio titular... veja este caso !!

-- Zara.wmv (3191KB)

 
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