20 de maio de 2013 às 1:26
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Os portugueses são os mais resignados entre os europeus, diz "The New York Times"

Luis M. Faria

A fama dos portugueses como um povo especialmente resignado continua a espalhar-se. Um artigo de capa do "The New York Times" diz que os nossos compatriotas, perante a austeridade, se limitam a encolher os ombros e seguir em frente com a vida.

O desemprego (oficial) está quase nos 15 por cento -- e perto dos cinquenta para os jovens. Hospitais e outros serviços vão fechando ou sofrem cortes. Ordenados, pensões, prestações de todo o tipo são reduzidas ou eliminadas.

A miséria pode ir crescendo, sem que a desigualdade diminua.

Mesmo assim, os portugueses - com excepção de alguns grupos (funcionários públicos, etc) que são sempre os mesmos -- não protestam nem fazem barulho como os gregos.

"Os portugueses são brandos" 


O diário nova-iorquino parece atribuir o facto a uma combinação de sabedoria e fatalismo. 

No fundo, os portugueses sabem que a culpa da situação a que chegaram é deles; e até o admitem. Aliás (o artigo não diz isto, mas podia dizer) nem sequer os choca que alguns dos maiores defensores da austeridade sejam pessoas que muito lucraram com a imprevidência anterior, e que a defendiam.

"Os portugueses são brandos", explica ao NYT o dono de um grill nas traseiras do Ministério das Finanças.

Poderá a localização influenciar as opiniões do dono? Não, parece tratar-se de um sentimento geral. "Somos todos culpados", diz o empregado de uma fábrica de móveis em Tomar.

"Já éramos pobres antes da crise..."


Um colega dele acrescenta que o mau humor não nos levará a lado nenhum. "Como éramos pobres antes da crise, não nos sentimos assim tão diferentes".

Será talvez, em certas pessoas, um caso de saudades -- de um tempo que ainda não é assim tão remoto, em que éramos realmente muito pobres.

Ou então é uma questão de bom senso. Pela Europa fora, nota o artigo, há muita gente que também se conforma. E a situação, lembram alguns, até podia estar pior.

"Mas talvez em lado nenhum sejam as pessoas tão aquiescentes como em Portugal", acrescenta o artigo. Que também recorda os níveis educacionais em Portugal, anormalmente baixos na Europa e entre os países desenvolvidos. 

 

 (link para o artigo do New York Times:)  http://www.nytimes.com/2012/06/08/world/europe/portugal-shrugs-at-austerity.html?_r=1&ref=world

 

Comentários 11 Comentar
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Eufemismos do New York Times...
O que eles querem mesmo dizer com isto é a verdade:

"Os portugueses são os mais burros e mansos entre os europeus."
Foi o fascismo, ó ignorante
Os portugueses adoram ser mandados.
Foram 48 anos de fascismo que atacou 2 ou 3 gerações.
Os ditadores mandavam, o povo executava
E alguns, poucos, contestavam e tinham de sair do país.
Ainda não se libertaram do ditador.
Do chefe.
Está bem, chefe, tem razão chefe, desculpe, chefe. Mesmo que este seja um anormal.
Dos Drs. Bom dia sr. Dr., como está sr. Dr., está bem Sr. Dr?
A sua família, Sr. Dr? está boa, Sr. Dr?
E levam nisto horas consecutivas.
Do Padre.
Do servilismo de toda uma geração esmagada, achincalhada, posta de parte.
E por mais que queiramos que este povo erga a cabeça, olhe em frente, faça-se ouvir, opine sem medos, ele não consegue. Está-lhe no sangue. Está-lhe na alma.
Só daqui a 4 ou 5 gerações, talvez, esta gente tenha brio de si própria e se valorize como pessoas boas que são. Algumas!
Re: Foi o fascismo, ó ignorante Ver comentário
Re: Foi o fascismo, ó ignorante Ver comentário
Chamar povo a isto já é um favor que nos fazem
Se fosse só resignados até nem seria mau de todo , mas junte-se-lhe o servilismo inacto , a obediência pura , o lambe-botismo oportunista e fica o quadro mais completo.

Os portugueses são brandos ?

Nem sangue nas veias parecem ter , devem estar mais próximos dos mortos-vivos do que de gente.
Ser português começa a ser embaraçoso
Não falta muito para sermos a chacota mundial com a virilidade dos portugueses lançada completamente na lama.

Até será embaraçoso dizer-se que se é português lá fora , nada que uma língua estrangeira e um sem número de nacionalidades pelas quais podemos passar , não resolva.
São mansos....
São Mansos, é uam terra ali para os lados do alentejo.

Noticia a pedido....
Esta noticia serve claramente para a mobilização do tal movimento insistente....( alguns já lhe chama treta...outros chamam-lhe luta!!!),mas que lucidamente os portugueses percebem ser uma manobra politica para os trans formarem em carneirada sem objetivos e sem rumo, vão atras porque assim o determinam. O Povo portugues começa a pensar por ele e já não vai , em noticias feitas por uma colito do bloco ou do Pc , para puxar pelo maralhal.
Os erros cometidos ao logo dos anos pelo PC , é a real causa para a desmobilização e indiferença ,deste maravilhoso povo.
Por isso, esta noticia é um flop.
Orgulho nas raízes!
Mas vamos lá ver bem isto: em q país europeu é que as manifestações d fúria restabeleceram a justiça financeira e económica? Em que pais europeu, ou mesmo mundial, é que as pessoas não são obedientes aos poderes instituídos?
Não consigo perceber o que querem dizer com isto do "somos os mais brandos", porque pelos vistos os "viris" não restabeleceram ordem nenhuma, nem retiraram qualquer poder de decisão aos políticos e grandes corporações, mantendo-se tudo na mesma. E isto tudo vindo dos americanos, que são o povo mais formatado e obediente que existe, que combate em guerras parvas e massacram inocentes sem sequer questionar os motivos. Eu até acho que os portugueses nem são nada burros em virar as costas a uma luta que está perdida á partida; enquanto os governos tiverem os militares e policias sob o seu comando não podemos fazer nada. Bem se viu na Grécia, Espanha e Inglaterra aquando dos motins do ano passado: com policia e exército armados até aos dentes não há nada a fazer! Mais vale poupar esforços para outras lutas.
A única forma de mudar algo é mudar o paradigma económico para um com reflexo de justiça. E das duas uma: ou convencemos os exércitos e policias para se porem do nosso lado e tomamos isto de assalto(qual 25 Abril, e aí sim soubemos ser inteligentes, mas disso não falam os americanos), ou começamos a educar os filhos desta nação e deste mundo para uma vida mais simples, porque, na verdade, podemos viver muito bem com muito menos. Orgulho nas raizes!!
WTFC
nobody cares...
É triste
Pois... isto tem um custo e o resultado esta à vista. Os sucessivos governos apenas têm de se acautelar durante as campanhas eleitorais. Contam os votos. Depois, podem fazer o que lhes vai na realgana que ninguem reage. Em Espanha, o Rajoy (PPC la do sitio) bem que se tem escondido das audiencias porque sabe que o que traz na cartola nao é bom. E sabe que a reacçao dos espanhois nao é igual à dos portugueses. Nos nao somos uns mansos, somos uns sonsos que ainda é pior.
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