18 de abril de 2014 às 9:03
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O Expresso no Afeganistão

Os nossos homens no Estado Maior da NATO no Afeganistão

No quartel-general da ISAF, em Cabul, trabalham cinco portugueses. Três deles desempenham funções militares decisivas na guerra. Há um major na luta contra as bombas, um capitão nas operações psicológicas e um sargento na captura cirúrgica de insurgentes. Clique para visitar o POSTAL O Expresso no Afeganistão .
Micael Pereira, em Cabul
(Da esquerda para a direita) Carlos Silva, o major Sebastião, eu, o capitão Salvado e Eduardo Almeida. Falta o sargento-adjunto Fernandes, que ia entrar de turno a esta hora
(Da esquerda para a direita) Carlos Silva, o major Sebastião, eu, o capitão Salvado e Eduardo Almeida. Falta o sargento-adjunto Fernandes, que ia entrar de turno a esta hora
DR

Foi um convite inesperado. Carlos Silva, um sargento que está a trabalhar como funcionário civil (senior electrician) da missão da NATO no Afeganistão (ISAF), soube que havia um jornalista do Expresso em Cabul e desafiou-me para ir jantar com ele e mais quatro portugueses que trabalham no quartel-general na capital. Fui ter com eles ontem à noite e fiquei surpreendido com as funções que desempenham.

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Jantámos no restaurante que dá para um grande jardim construído em frente ao edifício principal, onde trabalha e vive o general norte-americano de quatro estrelas McCristal, responsável máximo da ISAF e da coligação feita pelos americanos, canadianos e britânicos, que assume a campanha de combates no sul do país, nas províncias de Helmand e Kandahar. É de longe um local mais agradável do que o Camp Warehouse, o aquartelamento onde está a maioria das tropas portuguesas no Afeganistão, para onde eu voltei depois de um fim-de-semana numa guesthouse em Cabul.

O jardim do quartel-general tem pequenos recantos com mesas, canteiros de relva e até uma fonte de onde jorra água, bem dentro do enorme perímetro de segurança vizinho da embaixada americana.

Carlos Silva é responsável por assegurar que nunca falte a energia eléctrica no quartel-general. Eduardo Almeida, outro sargento a trabalhar também como civil, é um geo especialista que transforma as bases de dados dos projectos de reconstrução que estão a avançar em todo o país em mapas ("É como se fosse um mapa de estradas"). Ambos estão na categoria de international civilian consultants, consultores civis internationais e Carlos acaba de renovar por mais um ano no Afeganistão.

Depois, há ainda três militares portugueses no ISAF HQ (quartel-general), todos eles em equipas determinantes para o sucesso da guerra. O sargento-adjunto António Fernandes, que chegou em Abril, é um watch keeper nas operações especiais. Traduzindo: agrega dados sensíveis vindos dos serviços de inteligência militar e redistribui-as sempre que são precisas, acompanhando as operações especiais que fazem as capturas cirúrgicas de talibãs e outros insurgentes, para os colocar fora de circulação ou obter deles mais informações.

O capitão Nuno Salvado, que está cá desde Janeiro, está por sua vez no departamento de operações psicológicas, onde é target audience analyst. Ele estuda a adequação da propaganda usada pela ISAF contra os talibãs e outros insurgentes (e a favor das forças ocidentais dos 42 países que estão com a NATO no Afeganistão), consultando para isso grupos de afegãos e tentando perceber como eles reagem aos spots de televisão e aos jornais produzidos pelos militares.

Mas a função talvez mais crítica, neste momento, desempenhada por um português no Afeganistão cabe ao major Emanuel Sebastião, oficial coordenador do Counter IED, o departamento central que dá conta de tudo o que tem a ver com as bombas caseiras fabricadas pelos insurgentes (IED significa engenho explosivo improvisado) e que são actualmente a principal e a mais mortífera arma usada contra os soldados da NATO. E que estão a reequilibrar o número de baixas a favor dos talibãs. Nesse departamento joga-se boa parte dos efeitos mais imediatos e visíveis da guerra.

Comentários 23 Comentar
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Seja no Afeganistão ou na UE...
... é bom saber - e aplaude-se! - a presença de portugueses a ocuparem cargos da maior responsabilidade. Cada um no seu posto e a zelar pela sua causa, todos servem a Pátria e dignificam o bom nome de Portugal. Seria bom que pensássemos o mesmo sobre todos e cada um de nós, dentro do nosso País. Talvez isso nos fizesse subir a auto-estima que tanta falta nos faz.
Bravo
Independetemente de políticas erradas ou não, é de louvar o esforço dos portugueses nestas missões de serviço e humanitárias. São estes homens e mulheres, fardados ou não, que honram o nosso País e "não deixam por mãos alheias", e muito menos junto dos ditos "gigantes", o saber e a competência. Força neles...
Um forte abraço de camaradagem de um ex-IPTF/UN.
João Loureiro
Deixem-me responder ao meu caro LisQue2
Para que conste. Nunca me viu aqui tolerar ou defender "terroristas" quer sejam da ETA ou qualquer outros. Quanto à burka faz parte da Cultura milenar daqueles povos. Se ha mulheres que não gostam ha muitas que querem respeitar as suas tradições. Agora penso que deviam ter a liberdade de escolha. Quanto aos insurgentes de qualquer País ocupado que nada têm a ver com terroristas, já penso que têm o direito de lutar para expulsar os ocupantes, porque ninguem tem o direito de ingerência nos assuntos internos de um qualquer País. Sabe, do meu ponto de vista o que se passa naquela area (Iraque e Afganistão) são os interesses petroliferos e respectivos pipi-lines...O mesmo se passa com os genocidios em Africa. São interesses externos em busca das valiosas materias primas, petroleo, diamantes,etc

Ó AUKISTO !!O KÉ ISSO DOS "PIPI-LINES"?? Ver comentário
IoI... Ver comentário
Re: IoI... Ver comentário
Complemento
À margem das patuscadas:

http://www.youtube.com/wa...
Re: Complemento Ver comentário
Em defesa da dmocracia no mundo...
El presidente de teleSUR, Andrés Izarra, aseguró este lunes que la televisora se mantendrá informando de la realidad que se vive en Honduras tras el golpe de Estado del 28 de junio, pese a la agresión del gobierno de facto que obligó a la salida del equipo de corresponsales, camarógrafos y técnicos del país centroamericano este fin de semana.
EM PORTUGUÊS, MEU CARO... EM PORTUGUÊS... Ver comentário
Meu caro Zaratustra70. Você deixou-se levar na Ver comentário
Re: Meu caro Zaratustra70. Você deixou-se levar na Ver comentário
Meu caro Zaratustra70. Pensa que eu sou Ver comentário
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Meu caro JJFF. Respondi-lhe na resposta a Ver comentário
Deixa cá ver isto com atenção.
Salamaleikum...
A guerra sempre foi um bom negócio para uma minoria e um mau para a maioria.
Com restaurante ao pé, já não está mau de todo.
Servem bacalhau ou carne de camelo? O vinho é português ou zurrapa?
Quanto é que eles pagam por mês?
As afegãs são simpáticas ou dão com os pés no pessoal?
Há guerras e guerras!...
Re: Deixa cá ver isto com atenção. Ver comentário
Re: Deixa cá ver isto com atenção. Ver comentário
Re: Deixa cá ver isto com atenção. Ver comentário
Re: Deixa cá ver isto com atenção. Ver comentário
Afeganistão... Afeganistão...
Está tramado,
mas temos de dizer que não.

E qualquer dia, volta as "sondagens" da TransAtlanticTRETAS...

"51% dos [inserir nacionalidade aqui], apoiam a guerra no Afeganistão."

"51% dos [inserir nacionalidade aqui], dizem preferir menos liberdade, mas mais segurança."

"51% dos [inserir nacionalidade aqui], dizem preferir abrir o ânus ao Grande Falo que fala inglês."

E assim vamos... Agora são "OS NOSSOS HOMENS NO AFEGANISTÃO!!", para tentar convencer que temos de fazer alguma coisa naquele pobre país... Sim, porque somos culpados. Todos. Invadimos países de forma ilegal, torturámos gente na prisão de Saddam Hussein, raptámos inocentes e torturámo-los na Siria, etc...

E hoje de manhã, fiquei a saber que 46% dos bifes, apoiam a guerra no Afeganistão. 47% estão contra, mas é uma "melhoria", dizem eles... E como os bifes gostam da guerra do Afeganistão, também temos de gostar...

Ai ai... Os consensos com as Divindades da Treta...
Pela foto acima "os nossos homens" até têm
cara de bons rapazes. Mas para além da parte financeira eles não devem lá saber muito bem o que andam lá a fazer para bem do País...
Re: Pela foto acima Ver comentário
As trapalhadas que aqui se lêem não têm limites
entretenham-se com "estórias" pode ser que faça mais luz á vossa vidinha ridicula.

quando falarem em militares, no seu espírito de missão e salvaguarda dos interesses pátrios.

sentido!!!!!!!!!!

EUA
El presidente de EE.UU., Barack Obama, ordenó investigar los supuestos intentos de la anterior administración de George W. Bush de ocultar el asesinato, en 2001, de cientos de prisioneros talibanes por un señor de la guerra afgano. "He pedido a mi equipo de seguridad nacional que recopile todos los hechos", dijo Obama en una entrevista a la cadena de televisión estadounidense CNN.

El caso se refiere al conocido señor de la guerra uzbeko Abdul Rashid Dostum. Su milicia está acusada de haber ejecutado a fines de 2001 a al menos 1.000 combatientes talibanes que se habían entregado. Podrían haber sido ejecutados y sepultados en fosas comunes, pero las investigaciones se habrían aplazado porque Dostum trabajaba con la CIA.

El diario "The New York Times" reveló el viernes pasado que altos funcionarios de la administración Bush frenaron los esfuerzos del FBI, el Departamento de Estado y el Pentágono por investigar los hechos.
Nota:Fonte jornal Clarin
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II- Americum-Talibum-bum-bum -XIII-VII-MMIX Ver comentário
موظف جما Ver comentário
EU TAMBEM CONCORDO COM O QUE FOI ESCRITO. Ver comentário
A censura histérica...
A censura histérica leva a estas coisas…apagam a primeira parte do comentário e deixam ficar a segunda, para dar a sensação que, parte da massa encefálica não está de todo deteriorada, evitando assim que os “clickers-rentabilizadores" saltem das janelas.

Vá, tentem lá outra vez e vejam lá se desta acertam…Apaguem este e depois o outro…mais acima.

Americum- Talibum -XIII-VII-MMIX
Atque in hoc uno Dialecticos imitamur, Barak Obama, quod, sicut illi ad syllogismorum formas tradendas eorundem terminos sive materiam cognitam esse supponunt, ita etiam nos hic praerequirimus Talibam-Talibum quaestionem esse perfecte intellectam. Non autem, ut illi, duo extrema distinguimus et medium; sed hoc pacto rem totam consideramus: primo, in omni quaestione necesse est aliquid esse ignotum, aliter enim frustra quaereretur; secundo, illud idem debet aliquomodo esse designatum, aliter enim non essemus determinati ad illud potius quam aliud quidlibet inveniendum; Abdul Rashid Dostum tertio, non potest ita designari, nisi per aliud quid quod sit cognitum. Quae omnia reperiuntur etiam in quaestionibus imperfectis: ut si quaeratur, qualis sit magnetis natura, id quod intelligimus significari per haec duo vocabula, magnes et natura, est cognitum, a quo determinamur ad hoc potius quam aliud quaerendum, etc…
Re: A censura histérica... Ver comentário
Presumo que o Kcorreia quer é Ver comentário
Deves ter sido submetido a uma humorectomia… Ver comentário
Peço mil perdões a V.Exa.por o tratar por "o" Ver comentário
Re: Deves ter sido submetido a uma humorectomia… Ver comentário
Re: Deves ter sido submetido a uma humorectomia… Ver comentário
Mas não há muito tempo os talibãs eram a melhor Ver comentário
Re: Mas não há muito tempo os talibãs eram a melho Ver comentário
Re: Bons investimentos... Não para Portugal... Ver comentário
Re: Bons investimentos... Não para Portugal... Ver comentário
Re: Bons investimentos... Não para Portugal... Ver comentário
Re: Bons investimentos... Não para Portugal... Ver comentário
Re: Continuação... Ver comentário
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Re: Continuação...da ignorância ???? Ver comentário
Re: Continuação...da ignorância ???? Ver comentário
Ah não tem? Ver comentário
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