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Os mísseis do Hamas são de chocolate

8:00 Quarta feira, 14 de janeiro de 2009

O Hamas tomou a iniciativa de bombardear Israel, a 19 de Dezembro, ninguém disse nada. Ou melhor: as vozes do costume começaram a vituperar Israel como origem de todos os males. A cultura judaica faz mal, mediaticamente falando, em esconder os seus feridos e mortos. O dever da coragem e a recusa da vitimização tem sido a chave da sobrevivência histórica do povo judeu, que vive, desde há muitos séculos consecutivos, em perseguição e diáspora. Mas no mundo de hoje, feito da injustiça do instantâneo global, a exibição do sofrimento é rainha absoluta. Toda a gente sabe que, para o fundamentalismo islâmico, a vida humana é desprezível - em particular a das mulheres e a das crianças. Toda a gente sabe porque os fundamentalistas não o escondem; consideram, aliás, que o martírio é a grande redenção e promoção da espécie humana. Assim sendo, as sedes do Hamas são difíceis de detectar e estão, estarão sempre, cheias de civis inocentes prontos (voluntária ou involuntariamente, como é o caso das crianças) a marchar em glória para um céu, de facto menos infernal do que a vida terrena tal como eles a permitem. E não têm qualquer pudor em exibir corpos esfacelados, crianças aterrorizadas ou mortas - usam-nos como cartaz. Funciona - como não havia de funcionar? Como não nos comoveremos com essa inominável dor?

Dos estragos causados em Israel pelos bombistas suicidas ou, agora de novo, pelos mísseis do Hamas, não temos imagens. E a comunidade internacional comporta-se como se os mísseis do Hamas fossem, de facto, de chocolate - inocentes, inócuos. Israel esconde a morte, para que a população não desmoralize. Israel é, desde a sua nascença, em 1948, um país debaixo de ataque - e essa é a grande questão. Na resposta à guerra que, desde o primeiro dia, lhe foi movida pelo conjunto dos países árabes, Israel cometeu erros calamitosos. Mas hoje, agora, em 2009, não é por causa de Israel que a paz se afigura impossível. O Hamas, que controla a faixa de Gaza, não reconhece o direito à existência de Israel. E por isso ataca. Ataca porque sabe que Israel terá de responder a esses ataques - e que, ao responder, será automaticamente criticado por todo o mundo, porque o poderio militar e económico de Israel é infinitamente superior ao do governo (e governo eleito, note-se) do Hamas. Um monstro rico atacando um menino pobre, pronto. Que seja sempre o menino pobre a atirar a matar, não interessa nada - a violência justifica-se com a pobreza. Mas esta justificação também já está, há demasiado tempo, sem pés para andar: porque será que tantos povos que vivem na miséria (designadamente em África) não recorrem à violência, e porque serão alguns países tão ricos (veja-se a Arábia Saudita, por exemplo) tão violentos para com metade da sua própria população (a que tem o azar de nascer do sexo errado, ou de gostar do sexo errado)?

O escritor israelita Amos Oz escreveu uma crónica intitulada "Israel deve defender os seus cidadãos" ("Público", 31/12/2008) cuja primeira linha dizia isto: "O bombardeamento sistemático dos cidadãos das povoações israelitas é um crime de guerra e um crime contra a humanidade". Amos Oz é insuspeito de sionismo ou de ser um "falcão" belicista. Mas também não é, como ele próprio já escreveu (em "Contra o Fanatismo", edição Ediouro, Brasil) "um pacifista no sentido sentimental da palavra", e explica porquê: "No meu vocabulário, a guerra é terrível, mas o mal supremo não é a guerra, e sim a agressão. Se em 1939 o mundo todo, excepto a Alemanha, defendesse que a guerra era o fenómeno mais terrível do mundo, Hitler seria, então, senhor do universo, agora."

O problema é precisamente este: o mundo de hoje divide-se entre pacifistas sentimentais e senhores da guerra. As democracias são canjas de gente pacífica que, fundamentalmente, não toma partido - bradam pela "paz" e deixam passar os massacres, debaixo do seu nariz. Os exércitos de "manutenção de paz" da ONU são, na melhor das hipóteses, uma espécie de guarda de honra das organizações de socorro humanitário.

Israel está a tentar (escrevo na terça-feira) desmembrar o Hamas - a incursão terrestre serve para isso, para minimizar as vítimas civis. Mas, perante um Hamas que proclama "Nós acreditamos na morte", haverá sempre muitas vítimas civis. Se o Governo de Israel não contra-atacasse, em defesa dos seus cidadãos, a extrema-direita israelita cresceria, e muito, nas próximas eleições - o que seria óptimo para a estratégia do Hamas, que é a de criar ódio contra a própria existência de Israel. Por outro lado, contra-atacando, como está a fazer, faz crescer o anti-semitismo internacional - sim, é sempre disso que se trata. Tzipi Livni, a ministra dos Negócios Estrangeiros israelita, repete incessantemente que estão apenas a agir em legítima defesa, apenas e só até que acabem os ataques do Hamas. Mas a dor de Israel nunca se vê. "Israel é um país; o Hamas é um gangue", escreve Amos Oz. Antes de percebermos isto não perceberemos nem resolveremos nada.

Palavras-chave  opinião, ines, pedrosa, hamas, gaza, israel
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O que é que faria?
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 14:40 | Quarta feira, 14 de janeiro de 2009
O que é que faria se o seu país estivesse ocupado por uma potência estrangeira? O que é que faria se todos os dias tivesse de ouvir histórias horrorosas dos seus filhos, quando passam nos postos de controlo obrigatórios israelitas, quando vão para a escola e vêm para casa? O que faria se visse soldados israelitas a deitarem a sua casa abaixo, só porque um seu primo em terceiro grau tinha explodido em Telavive?
O que faria?

As coisas não são assim tão simples... Isso é tudo muito romântico mas não é a realidade. Por muito mau que seja o Hamas, o que é certo é que tem argumentos que não se pode negar. Já viu o mapa da Palestina? A Palestina é um queijo suíço cheio de buracos (centenas!!) e esses buracos são colonatos israelitas ilegais perante a lei internacional! De que é que estavam à espera? Que os palestinianos não fizessem nada? Quem é que tem a força aérea, a marinha e o exército? Quem é que tem as armas de destruição maciça? É o Irão?? Quem é que usou bombas incendiárias de fósforo branco em zonas densamente povoadas? E já agora... Até aqui, quantos palestinianos morreram e quantos israelitas morreram dos pelos fantásticos foguetes caseiros do Hamas? Quantos? Os palestinianos já vão em mil... E os israelitas? Menos de 20. Então? Acha que isto é justo?

Lembra-se do Líbano também?

Quando é que vai olhar para a realidade e ver que isto não é para salvar Israel, mas sim para destruí-la? Quando é que irá ver que Olmert e os outros todos são nazis, não judeus?
 
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    Re: O que é que faria?    Ver comentário
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 17:41 | Quarta feira, 14 de janeiro de 2009
    Re: O que é que faria?    Ver comentário
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 17:42 | Quarta feira, 14 de janeiro de 2009
Belas palavras... mas vazias
Jonas Savimbi (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 9:50 | Quarta feira, 14 de janeiro de 2009
Aceitar a existencia de Israel

Quer o Hamas, quer a Fatah já mostraram disponibilidade para falar com Israel e todos aceitam a sua existencia. Confesso que até fico surpreendido porque afinal de contas à 60 anos atrás todas estas pessoas foram expulsas de suas casas com a roupa que tinham no corpo (isto quando sobreviveram), e amontoadas em campos refugiados em Gaza, Cisjordania, Libano, Jordania e Egipto. Esse argumento da "existencia de israel" é falso e nao tem qualquer importancia. A Israel foi criado sobre os corpos das populacoes que lá viviam à 1000 anos. E nao é porque um qualquer livro sagrado diz que Deus himself deu a terra ao "povo escolhido" que isso serve como fundamento.

Os misseis do Hamas e a TV

É muito simples, por cada 200 misseis que o Hamas manda consegue ferir uma pessoa. Daí ser tao dificil encontrar imagens. Em duas semanas Israel já matou quase 1000 pessoas, e na recente guerra do Líbano os números nao era diferentes.

A verdade

Nao foi o Hamas que quebrou o cessar fogo. Foram ambos os lados. Colunas militares israelitas entraram várias vezes na Cisjordania e foram muitos os bombardeamentos que Israel fez sobre Gaza. Isto sem contar com o bloqueio naval, aéreo e terrestre que provocou um desastre humanitário em Gaza. O Hamas nao é nenhum grupo de anjinhos, mas nao nos tente concencer que Israel o sao.

Por fim, nao é pelo faco de Israel nos ser próximo em termos culturais e sociais que o devemos defender.

 
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OBRIGADO...!!!
4 DE DEZEMBRO (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 0:17 | Quinta feira, 15 de janeiro de 2009
Ainda quero pensar que no meu país existem pessoas sérias e cultas.

Bom artigo. Isento e esclarecedor. Sem cartilha.

Tenho reparos a fazer a Israel, mas, são democráticos e civilizados.

O Hamas é um grupo terrorista, expancionista, sem culto pela dignidade humana.

É necessário não confundir com a generalidade dos árabes que, também, não os suportam.

Infelizmente, no nosso país podemos estar a menosprezar certa gente que, não por ignorância mas por vocação, aparecem como elos da propaganda do Hamas e outros grupos terroristas.

Olho neles...!!!
 
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    Re: OBRIGADO...!!!    Ver comentário
Socrates Vicente (seguir utilizador), 1 ponto , 16:22 | Sábado, 17 de janeiro de 2009
Israeli forces shell UN headquarters in Gaza
Jonas Savimbi (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 14:21 | Quinta feira, 15 de janeiro de 2009
Quantos mais edificios das nacoes unidas, escolas, mesquitas e edificios residenciais tem que ruir até o mundo percebe que o que está a acontecer é um massacre e nao uma guerra?

O Hamas já aceitou o plano do egipto. Porque motivo Israel nao o aceita?

http://news.yahoo.com/s/a...
 
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a vida de uma criança
joomjoom (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 15:24 | Quinta feira, 15 de janeiro de 2009
À Dra. Inês Pedrosa

Começarei por dizer que considero o Hamas um grupo terrorista e que se tivesse de escolher entre viver em Israel ou em qualquer país islâmico, escolheria, sem a menor dúvida, Israel. Mas tal não significa que tolere a barbárie, seja cúmplice dos massacres de inocentes. E muito me surpreende que quem se diz amigo de Israel apoie semelhantes métodos insanos que apenas poderão conduzir à perpetuação da violência.

Gostaria pois de lhe perguntar quanto vale, para si, a vida de uma criança ?
Se realmente aceita que se possam matar centenas de crianças (e civis) em Gaza (ou em qualquer outra parte do mundo)?
Se acha que os meios justificam os fins?
O que sente pois quando vê as imagens de pequenos corpos ensanguentados e desfeitos?
E como concilia estes crimes de guerra, passando «debaixo do seu nariz», com os valores humanitários que não cessa de defender (e muito bem) na sua crónica?

Cordialmente
João Cerqueira

 
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simplista, desinstruida e desinformada
LaPaz (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 16:59 | Quinta feira, 15 de janeiro de 2009
eu até diria que este teria sido um artigo de opinião elaborada por aquela senhora americana que achava que Africa é um país.

Como é que é possível...

Minha senhora... a comunidade internacional está do lado HUMANO. Não está do lado Israelita nem Palestiniano.
Está do lado HUMANO. está do lado de quem MORRE, de quem vê a família MORRER

quer travar uma espiral de violência infindável, porque este NÃO é um problema de SIMPLES resolução. porque os dois lados têm razão. ou os dois lados não têm. como quiser.

A ONU tenta travar a espiral de violência.

e o seu artigo (que supostamente tem umas luzes para quem quer resolver o problema) ... ajudou a??????
 
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    A ONU TENTA O QUÊ???Lembra-se de Srebrenica ???    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 17:35 | Quinta feira, 15 de janeiro de 2009
    A ONU TENTA O QUÊ???Lembra-se de Srebrenica ???    Ver comentário
THUNDERSTORM 1 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:01 | Quinta feira, 15 de janeiro de 2009
    Re: simplista, desinstruida e desinformada    Ver comentário
sara1969 (seguir utilizador), 0 pontos , 21:58 | Quinta feira, 15 de janeiro de 2009
A inefável Inês
Jaime V. (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 11:36 | Sexta feira, 16 de janeiro de 2009
Se eu tivesse dúvidas em que espécie de esquerda milita esta escritora(?), te-las-ía dissipado agora.
Jamais conseguiria considerar companheiro(a) de ideais uma fulana que escreve um texto tão elucidativo do que lhe vai na alma.
Ela deve respeito a quem a lê, mas sobretudo respeito intelectual a si própria se quer continuar a escrever e ser minimamente credível. Conta a história recente. Coloca-se incondicionalmente dum lado, mas esquece deliberadamente as causas profundas deste drama. Vê o «gang» dos pés descalço do Hamas, mas não vê que é uma luta de sobrevivência física e cultural dum povo que está nos planos do sionismo para ser exterminado.

Despudor! Grande desonestidade intelectual! Ideias reaccionárias até à medula!

Não nos venha agora dizer que é de esquerda porque anda ao lado do Alegre. (Já agora, gostava de saber a opinião dele sobre este conflito). Ser de esquerda, na minha óptica, é ser indefectível defensor da verdade e dos fracos e oprimidos contra as injustiças dos poderosos. Porque os poderosos são sempre corruptos, desumanos, traiçoeiros, elitistas e parasitas.
Por mim defendo causas da humanidade inteira qualquer que seja a cor, etnia ou mesmo religião.
 
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MUITO BEM
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 8:58 | Quarta feira, 14 de janeiro de 2009
GOSTEI, MUITO.

O MEU MELHOR ELOGIO:

TORERA, TORERA, TORERA ... é que isto não é para todos é só para quem pode e nasce com a arte
 
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Os misseis não lavram a terra:
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 11:13 | Quarta feira, 14 de janeiro de 2009
mátam velhos, novos, crianças, destroem casas, escolas, pontes e fundamentalmente desumanisão seres para o resto da vida. Seja quem for que, atravez das mais variadas artimanhas procura desculpabilizar os criminosos - é igual a eles. Tirando os judeus oriundos dos mais variados países, todos os outros são o mesmo povo: Plestiniano condenado a entenderse
 
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parabéns
ruiasc (seguir utilizador), 1 ponto , 12:44 | Quarta feira, 14 de janeiro de 2009
Parabens, gostei imenso, muito bem visto.
 
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Já agora mais uma coisa...
Jonas Savimbi (seguir utilizador), 1 ponto , 14:22 | Quarta feira, 14 de janeiro de 2009
Quem quebrou o cessar fogo nao foi mesmo o Hamas. Segunda a CNN, BBC, Al Jazzeera, e praticamente todos os canais mais ou menos independentes, Israel entrou na faixa de gaza e matou 6 policias/soldados/militantes/terroristas ou que lhes quiser chamar, em Outubro.

http://www.youtube.com/wa...
 
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    Re: Já agora mais uma coisa...    Ver comentário
4 DE DEZEMBRO (seguir utilizador), 1 ponto , 0:08 | Quinta feira, 15 de janeiro de 2009
    Parabéns    Ver comentário
Manuel Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 15:18 | Quarta feira, 21 de janeiro de 2009
...
Jonas Savimbi (seguir utilizador), 1 ponto , 14:59 | Quarta feira, 14 de janeiro de 2009
Nathan Chofshi, a Jewish writer who emigrated to Palestine, stated: "We came and turned the native [Palestinians] into tragic refugees. And we still dare to slander and malign them, to besmirch their name. Instead of being ashamed of what we did and of trying to undo some of the evil we committed by helping these unfortunate refugees, we justify our terrible acts and even attempt to glorify them."

Now Israel is killing the children of those they expelled 60 years ago and stole their land.
 
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    Re: ...    Ver comentário
donald (seguir utilizador), 1 ponto , 10:00 | Sábado, 17 de janeiro de 2009
Excelente artigo
etp (seguir utilizador), 1 ponto , 19:31 | Quarta feira, 14 de janeiro de 2009
Devo confessar que não gosto de "ismos" e a Inês Pedrosa não disfarça o seu Feminismo. Apesar de neste artigo não se desligar desse rótulo, este revela uma visão correcta, incisiva e esclarecedora. Para os críticos deste artigo apenas refiro o seguinte: O Hamas proclama a extinção incondicional de Israel e do seu povo; O Hamas entrincheira-se em túneis por debaixo das cidades, servindo-se da população como escudo humano e objecto de propaganda; O Hamas é um governo que não se preocupa minimamente com o bem estar da sua população e repudia os principais princípios de igualdade. Em suma, deixemos-nos de hipocrisias e e de modinhas. Se Marrocos ou Espanha fossem dominados por grupos terroristas e nos começassem a enviar uns "feguetitos" qual seria a posição desses que tanto criticam Israel?
 
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    Re: Excelente artigo    Ver comentário
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 22:40 | Quarta feira, 14 de janeiro de 2009
Expansionismo???????
Jonas Savimbi (seguir utilizador), 1 ponto , 10:07 | Quinta feira, 15 de janeiro de 2009
Como é que alguem é capaz de acusar os palestinianos de expansionismo quando eles vivem nessa terra à mais de 1000 anos e os outros chegaram, expulsaram-nos de suas casas, tornaram o seu povo em refugiados e declararam um estado religioso onde os muculmanos sao mantidos sem direito a voto, servico militar, sem acesso às faculdades e ao emprego?????

Eu nao defendo de forma alguma os meios que o Hamas utiliza, e até considero Israel um país muito mais próximo do meu estilo de vida e da minha cultura do que o resto do médio oriente (excepcao feita ao Líbano), mas isso nao significa que apoie tudo o que eles fazem.

Essa dos túneis é ridicula. Os tuneis sao o unico meio físico de comunicacao de Gaza com o mundo exterior. O bloqueio total israelita impede até os pescadores de sairem ao mar, quanto mais cargueiros, ferries ou qualquer outro meio. E o aeroporto de gaza, aberto em 98 e bombardeado em 2001? Se Israel conseguisse destruir todos os tuneis hoje, dentro de 15 dias tínhamos um milhao e meio de pessoas a morrer à fome.

Quanto aos fundamentalistas que acham que todos os problemas do mundo se resolvem exterminando um raca, uma etnia ou uma religao, só vos digo que foi assim que Hitlers, Pol Pots e companhia chegaram ao poder. Com cumplices como voces. O mundo já sofreu um holocausto. O que aconteceu aos judeus foi um crime hediondo, e nao pode ser repetido sobre muculmanos ou seja quem for.

Aconselho que leiam o relatório da UN sobre Gaza. Ou o da cruz vermelha.
 
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"O Hamas tomou a iniciativa de bombardear Israel"
Jonas Savimbi (seguir utilizador), 1 ponto , 10:14 | Quinta feira, 15 de janeiro de 2009
Cara Ines Pedrosa,

Espero que tenha a decencia de pesquisar, confirmar que está errada desde a primeira frase e para a semana vir aqui assumir isso.

Nao espero que mude a sua opiniao em tudo, mas pelo menos no que sao factos claros e confirmáveis, conto que o faca.

Cumprimentos,
 
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