24 de abril de 2014 às 17:08
Página Inicial  ⁄  Atualidade / Arquivo   ⁄  Exames e a comédia do rigor
OPINIÃO

Exames e a comédia do rigor

Os exames não são apenas sinónimo de rigor e exigência, são também um convite à repetição, à ausência de pensamento crítico e a uma tarefa perversa que se chama "preparação para os exames"; e são ainda uma ferramenta de gestão das escolas e de domesticação dos professores.
António Guerreiro (www.expresso.pt)

António Guerreiro
Os exames são a peça fundamental de uma máquina, dita de exigência e de rigor, que reina agora na escola portuguesa. Olhando de fora, um observador atento ao ecrã da ideologia seria levado a concluir que o pedagogismo foi substituído pelo avaliacionismo. Podemos medir o efeito desta máquina pelo modo como se impôs, quase como uma palavra de ordem com eco em todas as instâncias - alunos, professores, ministério, associações de pais - o apelo da "preparação para os exames".

Preparar os alunos para o exame é o que a escola devia fazer naturalmente, a partir do momento em que se trata da instituição que tem por função transmitir saberes, colocando em mútua presença, e segundo regras estabelecidas, os especialistas encarregados de os transmitir (os professores) e os sujeitos a quem a transmissão é feita (os alunos). Mas as coisas são muito mais complicadas porque os exames têm os seus códigos e exigências próprias, e é preciso conhecer-lhes as manhas. Daí que a preparação para os exames se tenha tornado uma tarefa autónoma, à qual se deve vergar o ensino do programa. Aparentemente, e ainda que tal mecanismo seja manifestamente perverso, todas as partes implicadas trabalham para o alimentar: os alunos, que exigem aos professores que as aulas sejam de preparação para os exames; os professores, que não podem senão responder a esse apelo e sentem que o mesmo exame que examina os alunos os avalia a eles; o Ministério da Educação, que através do Gave (Gabinete de Avaliação Educacional) assumiu como missão fornecer orientações para os exames e disponibilizar, no seu site, vasta documentação para estimular o treino de professores e alunos; a Confederação das Associações de Pais, que, confrontada com os fracos desempenhos dos filhos, veio acusar o diretor do Gave de "incompetência" e de ser por "culpa da política ministerial" que as escolas não conseguem preparar os alunos para "os desafios que os exames lhes colocam". Ou seja, de uma maneira ou de outra todos acham que o funcionamento regular da escola não basta como "preparação para os exames", e que tal tarefa deve constituir um esforço suplementar. Quem acha o mesmo, mas com um especial regozijo vedado aos restantes, são as editoras de livros escolares, que produzem uma enorme parafernália de materiais didáticos, apresentados como adjuvantes nessa grande missão que é a "preparação para os exames": resumos dos livros, sínteses, testes, fichas, coleções dos exames dos anos anteriores.

O aluno não é convidado a pensar, a interpretar, a escrever, mas a decorar chavões
Tanta fadiga, tanta mobilização e tão fracos resultados deveriam ser vistos como uma indicação de que algo está errado. Mas uma falaciosa oposição vicia o diagnóstico: de um lado, os defensores dos exames como sismógrafos e ao mesmo tempo indutores do rigor e da exigência; do outro, os que entendem denunciar os desvios perversos a que os exames conduzem, mas quase sempre em nome de princípios e suposições sem recorrerem à realidade das provas. Ora, pode defender-se o princípio da necessidade do exame, estar de acordo em que ele introduz critérios de rigor e de exigência - e até de justiça - na avaliação, mas ser contra estes exames e todo o sistema que eles servem e alimentam. Tomemos aqui como exemplo o exame de Português do 12º ano (introduzindo a observação cautelar de que, por falta de competência, não serão considerados os exames das disciplinas científicas). O que imediatamente chama a atenção é o facto de boa parte da prova exigir não que o aluno escreva, mas que ordene, escolha e associe frases já dadas. Temos depois algumas estrofes do Canto VI de "Os Lusíadas" e algumas perguntas de interpretação que incidem sobre a mitificação do herói. Quando se passa, depois, para um excerto do "Memorial do Convento", é novamente a questão do herói coletivo do romance que está em causa. Quem consultou os exames anteriores e leu os manuais escolares apercebe-se facilmente de que há umas quantas matérias com lugar cativo nos exames; e o aluno não é convidado a pensar, a interpretar, a escrever, mas a decorar chavões, a papaguear tópicos, a repetir interpretações fabricadas que circulam como um cânone que não admite desvios: ele é o herói coletivo do "Memorial do Convento", ele é a oposição entre o par Blimunda/Baltazar e o par constituído pelo Rei e pela Rainha, ele é epicurismo de Ricardo Reis, ele é "a dor de pensar" de Fernando Pessoa ortónimo. Na verdade, o aluno percebe muito cedo que nem precisa de ler as obras, apenas os resumos. E precisa sobretudo de saber os tópicos com os quais irá resolver as perguntas sobre os excertos das obras estudadas que lhe apareçam no exame, o qual apela à recitação e à reprodução dos chavões. Os textos literários são estudados como se tivessem interpretações fechadas e o exame, por sua vez, vai confirmar esse fechamento. Preparar-se para o exame consiste em treinar respostas já construídas a perguntas previstas. Quando finalmente o aluno chega ao item mais imprevisível e onde lhe é permitida mais liberdade e mais capacidade crítica, qual é o tema que lhe é proposto para dissertação? Nada mais nada menos do que a procura da popularidade através dos meios de comunicação de massas e das redes sociais. O estereótipo do tema parece escolhido para que os alunos, em vez de pensarem, debitem o senso comum. Quantos escaparão a tal fatalidade?

Dir-se-ia que a previsibilidade e o incentivo à repetição tornam fácil este exame. Talvez seja, mas consultando os programas e os manuais percebemos que a essa facilidade se sobrepõe algo que a vem perturbar: a incoerência, o desajuste, o inapropriado. Um pequeno exemplo: o aluno aprende a dizer, quando analisa um poema, o "sujeito poético" em vez de "o poeta" (e os manuais, tal como os exames, estão a abarrotar de "sujeitos poéticos"). Mas não aprende o porquê desta terminologia. O aluno é assim convidado, sistematicamente, a usar uma linguagem técnica e uma metalinguagem que não está em condições de entender cabalmente e na totalidade, a ter um discurso que pressupõe instrumentos que ainda não domina. Em suma: se o aluno, de facto, não foi treinado a ler e a interpretar, se a preparação para o exame até implica que ele saiba debitar chavões e estereótipos, o que acontece com frequência é a confusão, o baralhamento, a inadequação. Vejamos outro exemplo. No 12º ano, os alunos aprendem alguns conceitos básicos da narratologia, entre os quais os de analepse e prolepse. A coisa até parece simples e resolve-se geralmente dizendo que a analepse é o mesmo que o flashback e a prolepse consiste em evocar um acontecimento ulterior da história que está a ser contada. E eis que os manuais e outros materiais didáticos dão como exemplos de prolepses, no "Memorial do Convento", as referências aí feitas ao nosso tempo (por exemplo, o 25 de abril). Ora, essas referências remetem para o tempo da escrita e não podem ser designadas como prolepses. Porque é que um erro deste tipo se disseminou em grande parte dos manuais? Porque a repetição, e não o espírito crítico, é a regra (aparece uma vez e depois prolifera, sem interrupção); porque a tendência é ensinar coisas complicadas aos alunos como se fossem coisas simples (saber o que é uma prolepse implica perceber a diferença entre o tempo do discurso e o tempo da história) e, sobretudo, a fornecer terminologia técnica como se ela fosse um fim em si mesma.

Nos exames de filosofia, temos outra situação caricata: o programa é, desde há longos anos, de influência analítica. Mas as orientações para o exame vindas este ano do Ministério são muito mais informadas pela chamada filosofia continental. O que fazer? Terão hesitado muitos professores. Mas a resposta afigurou-se óbvia: seguir o imperativo de preparar os alunos para o exame e esquecer aquilo que, seguindo a lógica do programa, não serviria eficazmente esse objetivo.

Mas os exames não servem apenas para avaliar os alunos. Eles são um instrumento precioso de gestão das escolas e dos "recursos humanos", como se diz na linguagem gestionária do nosso tempo. A ideia de Maria de Lurdes Rodrigues, a de fazer depender a avaliação dos professores da avaliação dos alunos, não foi para a frente. No entanto, os professores não ficaram a salvo e vão experimentar de outra maneira as consequências dos exames aos alunos. Do resultado dos exames depende a avaliação das escolas, e da avaliação das escolas depende o crédito de horas a conceder-lhes. O que é que isto significa? Que esse é o critério para autorizar a abertura de mais ou menos turmas, a realização de mais ou menos atividades. Os exames como peça fundamental da máquina gestionária servem o desígnio de redução do número de professores, a par das turmas com o mínimo de 26 alunos, nas disciplinas regulares, e com o mínimo de 20 alunos, nas disciplinas de opção (o Ministério pode agora oferecer cinicamente, em muitas escolas, belas e reclamadas opções como Sociologia, Antropologia e Latim, pois sabe que nunca haverá alunos suficientes para formar uma turma).

Chegados a este ponto, seria altura de entrar num longo capítulo de descrição do que tem acontecido à mais desventurada e vilipendiada classe profissional: a dos professores. Resumindo bastante uma longa história, podemos dizer que os professores estão desde há bastante tempo sujeitos a estas duas regras que não passam de alíneas nos tratados de domesticação: fazer com que a sua legitimidade não tenha uma fonte mais elevada - por exemplo, o saber, algo que não move nem comove a escola atual - do que a dos próprios gestores do ministério; fazer com que eles não acedam a nenhuma espécie de autonomia. Deste modo, se outrora o tempo de trabalho do professor se dividia entre o tempo controlado e o tempo autónomo, hoje todo o seu tempo de trabalho é controlado (à hora, aliás). A única autoridade que conta hoje na escola é de ordem administrativa. Para perceber isto em toda a sua dimensão (que é a dimensão grotesca da caricatura), basta ler as "normas relativas aos professores vigilantes". Aí, em quatro páginas de normas, algumas delas insultuosas, fabrica-se o professor como um suspeito, um indivíduo propenso ao crime que é preciso vigiar (ficando assim no lugar do vigilante vigiado), de tal modo que justifica o uso de uma severa linguagem normativa, cheia de proibições (e até incitando, num determinado caso, a que seja policiado), onde é fácil descobrir um paradigma criminológico. Depois de identificarmos a parte mais visível da máquina implacável que, em todos os domínios, destituiu a autonomia dos professores e os fez entrar numa mecânica da subordinação, poderíamos pensar que lhes resta ainda o poder autónomo que advém da tarefa da correção dos exames. Nada mais falso. Os critérios de correção, lavrados em verdadeiros tratados (os critérios de correção têm mais páginas do que o enunciado do exame), fundam-se numa ciência para a qual não temos nome porque trata de hipóteses e de "cenários de resposta". Eles preveem tudo - todos os desvios, todas as incorreções, todas as imperfeições e incompletudes das respostas dos alunos - e para tudo o que preveem têm uma quantificação. Se, ainda assim, o professor, presumindo-se um avaliador competente, quiser operar um pequeno desvio e introduzir o seu critério de quantificação, logo saberá que a grelha Excel onde vai lançando a pontuação das respostas só aceita os números previstos pela ciência que projeta "cenários de resposta". No fim de todos os mecanismos de vigilância por que passou, há uma grelha Excel que lhe diz que ele não é nada e nunca será nada.

Texto publicado na secção Ideias & Debates do caderno Atual, pertencente à edição impressa do Expresso número 2072, de 14 de julho de 2012.
Comentários 18 Comentar
ordenar por:
mais votados ▼
Pedagogismo do “baldacionismo”
Os nossos antepassados faziam exame de sobrevivência, cada vez que saiam da gruta para caçar. Foi assim, controlando o medo e pondo em prática todo o conhecimento acumulado, que chegámos aos dias de hoje. Desde o início - com o “exame” da primeira golfada de ar – que somos constantemente testados. Até a primeira vez do sexo é um teste a ultrapassar, por mais conhecimentos teóricos, ou mesmo leituras pornográficas.

Qualquer um, ao sofrer uma cirurgia, espera que o cirurgião tenha passado por todos os exames possíveis e imaginários e, que a operação não seja o primeiro teste que irá enfrentar.

Milhares de atletas entregam-se durante anos a treinos intensivos, por vezes, o sacrifício de uma vida, como preparação para o evento que se aproxima: as Olimpíadas. Uma indisposição, um pé mal colocado, ou um baixo coeficiente emocional, são causa suficiente para “destruir” a concretização de todo o esforço.

Para os apoiantes do “pedagogismo” e “anti-avalicionistas”, deveriam evitar-se tais “exames”. Todos seriam premiados pela dedicação, esforço e avaliação dos treinadores. Mas o objetivo é encontrar os melhores dos melhores. Sem esses obstáculos no horizonte, não se justificariam os sacrifícios… e os resultados hoje conseguidos, nunca seriam possíveis.

PS. Palpita-me que os apoiantes de tais teses, são muitos dos que fazem ouvir o protesto: Relvas vai estudar. Ou, melhor: “Relvas vai fazer os exames”
Re: Pedagogismo do “baldacionismo” Ver comentário
Re: Pedagogismo do “baldacionismo” Ver comentário
Re: Pedagogismo do “baldacionismo” Ver comentário
'Os exames e a comédia do rigor
Excelente artigo. E mais direi, excelente. De facto, o seu único defeito é não se perceber de onde vem: é um artigo de opinião? Um texto publicado? Um blog? Notícia não é, logo como é que o classifico?

É preciso perceber que o que António Guerreiro está a criticar aqui não é a existência de Exames, mas uma coisa diferente: a forma como estes, tal como são implementados hoje, promovem uma ecologia educativa que vive para aqueles como se fossem o fim em si. E esta crítica tem razão de ser porque a forma como um exame decorre nos meios escolares tem muito pouco a ver com as exigências do mundo real. A única garantia que podemos ter duma boa avaliação nesse sistema é que o aluno sabe singrar no mesmo... não havendo garantias que aquele assegure bons "exames" na vida real. E se o sistema reconhece como bons alunos, aqueles que se distinguem por saber "debitar chavões e estereótipos", tremo a pensar na percentagem das nossas elites que foram selecionadas desta forma.

Por agora, a minha única esperança é que quem é capaz de lidar com umas experiências, também será capaz de lidar com as outras... o que descarta aqueles que sendo incapazes numa, poderiam no entanto serem bons na que interessa. Parece pouco, face ao tempo que passamos na escola. Em vez desta ser um ritual de passagem, ela também devia ensinar.
Re: 'Os exames e a comédia do rigor Ver comentário
Re: 'Os exames e a comédia do rigor Ver comentário
Rigor e transparência...uuuuu
Pertenço ao grupo que defende exames nacionais para todas as disciplinas e para todos os anos(sim aquela avaliação sem identificação com critérios de correção bem definidos)....defendo que os exames deverão definir no mínimo 50% da nota do aluno, assim como influenciar significativamente a avaliação do professor e das escolas...sim pertenço ao famigerado grupo do "rigor"...agora se o que alerta é... que a entidade que gere o tratamento dos exames tende a uniformizar procedimentos e a criar rituais perversos ao conhecimento...concordo que se actue de forma a reduzir esses desvios...mas... sem nunca por em causa o papel do exame na avaliação e na definição da classificação dos alunos e docentes...pois...sem eles acredito que os desvios perversos seriam ainda maiores e quiçá algo discriminatórios...a respeito... qualquer professor competente deveria defender a indexação da valorização dos seus alunos à evolução da sua carreira e rendimentos...e zelar para que o sistema de avaliação funcione nesse sentido...suponho que no limite os melhores professores obteriam maiores rendimentos...seria lógico....no entanto é raro o professor(nem falo nos sindicatos) que defende esta tendência de transparência e rigor...suponho que o melhor é não se tentar perceber tais motivos!!!...
António Guerreiro - Viva o facilitismo
Não sei que é este Guerreiro, mas com certeza que deve ser daqueles que adorou a ideia de crianças da primária terem que comprar calculadoras tão avançadas que nem um estudante de Engenharia delas necessita.

Com toda a certeza este Guerreiro quer que as crianças e os Jovens vivam num mundo à parte, dentro de uma redoma de vidro.

Por isso não admira que estes jovens, filhos das ideias do Guerreiro, saiam à rua a protestar que não lhes dão emprego!

Para eles, o emprego era um dado adquirido no mundo do Guerreiro e depois queixam-se que chumbam nas entrevistas.

Mas o que é uma entrevista de emprego senão um Super Exame oral?

Ora aí está uma coisa que o Guerreiro nunca deve ter precisado - De responder a um anúncio de emprego.
Re: Os exames e a comédia do rigor
Excelente artigo! Retrata exactamente os factos e o clima que marcam a vida da escola, actualmente. Sou professora e na disciplina que lecciono há claramente um desajuste tremendo entre as finalidades e objectivos do Programa e os exames. Não tem qualquer sentido! A aprendizagem fica comprometida como resultado do que o professor tem que fazer para "preparar para os exames"!
Re: Os exames e a comédia do rigor Ver comentário
Fica muito claro que Portugal 'e um pais dislexo!
Nao consegue proguedir ao fim de 1000 anos de Historia,evidenciando na escola o que se passa na assebleia legislativa e suas leis que regulam o funcionamento do pa'is.
Tenho pena que esta realidade nua e crua os tenham atingido
O Policiamento dos Professores
Excelente artigo, mesmo...Como Professor que fui durante quase dez anos, senti na pele esse clima policialesco de que fala o autor deste artigo. Foi nessa altura que um colega e eu escrevemos 'O ensino da Fraude'. Acho oportuno proporcionar o 'link' para esse artigo (tristemente profético) do qual eu - na época ainda um ingénuo 'idealista', fui co-autor:

matagalatlante.org/nobre/hyt/portories2.html
Quem tem medo dos exames?
Este artigo é um artigo manhoso e de certa forma tendecioso e habilidoso. O título começa por associar os exames a uma paródia, mas logo na primeira frase associa-os ao rigor, pela negativa, ao referir que "os exames não são apenas sinónimo de rigor e exigência". Poderia ter escrito pela positiva, que "os exames são sinónimo de rigor e exigência, e contudo..."

Costumo pensar acerca deste instrumento de avaliação, de forma parecida à que Churchil pensava acerca da democracia: é o pior instrumento de avaliação, à excepção de todos os outros, e não falo só dos exames de escrever, mas também dos outros que avaliam expressões artísticas e performativas entre outras.

É difícil que uma prova com um peso de quase um terço na classificação final de uma determinada disciplina, não condicione de certa forma, o processo de ensino e aprendizagem.

Não existem instrumentos de avaliação perfeitos. Os exames devem ser encarados como um desafio e não como um problema.
Mal necessário
Os exames são como a democracia um mal necessário, posso concordar com o que está escrito mas se acabarem com os exames ou provas nacionais que possam colocar em pé de igualdade podos os estudantes, com ou sem dinheiro, temos um sistema bem pior. O argumento de que os alunos são deferentes o litoral é diferente do interior o aluno de cidde é diferente do aluno da aldeia etc. não colhe porque quando vou ao médico exijo que ele tenha os conhecimentos de que preciso independentemente de ser da cidade ou aldeia, ou alguem admite morrer porque coitado do médico era rico/pobre e veio de uma aldeia pobrezinha/cidade rica?
On that feeling.
Only that
sunshine is
a beautiful
feeling calling
your nature
and a delicate
thought.

Francesco Sinibaldi
Leiam AG sff. Com atenção.
O texto de AG merece ser lido com atenção e ponderado. Não contem nada de absolutamente original (muitos de nós já pensávamos, no essencial, certamente o q vem exposto) mas contem um pensamento estruturado e exposto de modo convincente, até muito bem reforçado pela análise de casos concretos. Neste aspecto a seriedade de AG é exemplar - ao contrário de p.ex.o Pr.Marcelo e de quase todos os jornalistas q sabem tudo e em tudo são competentes - AG faz questão de nos alertar para a sua incompetência em certas matérias e vai colher os exemplos ilustrativos naquelas em q se reconhece competente. Infelizmente, neste aspecto, não há muitos AG a escrever por cá. Pessoalmente só discordo frontalmente de AG pelo q respeita á parte final - critérios de avaliação. Estes ou outros são absolutamente indispensáveis para evitar o arbítrio das avalições - todos devem ser avaliados rigorosamente com os mesmos critérios desde Melgaço a Albufeira, seja o prof. X ou Y. E a necessidade de critérios rigorosos é tanto + premente quanto + fluidas e abstractas forem as matérias - precisamente aquelas de q AG se serve para exemplificar: português e filosofia... Aí a margem de de discricionaridade dos avaliadores é vastíssima - se não houver critérios minuciosos prefixados tudo se torna possível...
Exames do 12º Ano e a saga do rigor ("Mortis")
Muito bem!
Para os exames da segunda fase, ver também
terraimunda.blogspot.pt/2012/08/exames-de-portugues-do-12-ano.html
PUBLICIDADE
Expresso nas Redes
Pub