Maria Luísa Vasconcelos
não tem dúvidas - a gripe A vai ter sérias implicações económicas: "As finanças públicas serão significativamente deterioradas, pela despesa adicional seja em saúde seja em segurança públicas. Mas também pela significativa menor captação de receita, e simultânea necessidade de compensação da indústria, comércio e serviços pelas fortes quebras de procura e de produção".
No caso específico do Turismo, a conjugação dos timings da pandemia e da crise financeira está a criar uma enorme dor de cabeça aos empresários: "Na indústria mundial do turismo, esperam-se perdas de cerca de 1,65 milhões de euros num só ano (estudo da Oxford Economics para o Conselho Mundial de Turismo), resultado relacionado com as quebras substanciais nos transportes aéreos, nos hotéis e na restauração. Mas os impactos serão muito mais abrangentes e multisectoriais, decorrentes de uma globalização que não só aumenta os riscos de transmissão como acelera o abrandamento da economias e acentua a retracção dos movimentos de capitais".