26/05/2012 atualizado às 19:21
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Os cinco cavacos

Cavaco Silva apresenta hoje a sua recandidatura. Foi ministro quando eu tinha 11 anos. Pode sair da Presidência quando eu tiver 46. Ele é o maior símbolo de tantos anos perdidos. E aqui se fala das suas cinco encarnações.

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Terça feira, 26 de outubro de 2010

Sem contar com a sua breve passagem pela pasta das Finanças, conhecemos cinco cavacos. Mas todos os cavacos vão dar ao mesmo.

O primeiro Cavaco foi primeiro-ministro. Esbanjou dinheiro como se não houvesse amanhã. Desperdiçou uma das maiores oportunidades de deste País no século passado. Escolheu e determinou um modelo de desenvolvimento que deixou obra mas não preparou a nossa economia para a produção e a exportação. O Cavaco dos patos bravos e do dinheiro fácil. Dos fundos europeus a desaparecerem e dos cursos de formação fantasmas. O Cavaco do Dias Loureiro e do Oliveira e Costa num governo da Nação. Era também o Cavaco que perante qualquer pergunta complicada escolhia o silêncio do bolo rei. Qualquer debate difícil não estava presente, fosse na televisão, em campanhas, fosse no Parlamento, a governar. Era o Cavaco que perante a contestação de estudantes, trabalhadores, polícias ou utentes da ponte sobre o Tejo respondia com o cassetete. O primeiro Cavaco foi autoritário.

O segundo Cavaco alimentou um tabu: não se sabia se ficava, se partia ou se queria ir para Belém. E não hesitou em deixar o seu partido soçobrar ao seu tabu pessoal. Até só haver Fernando Nogueira para concorrer à sua sucessão e ser humilhado nas urnas. A agenda de Cavaco sempre foi apenas Cavaco. Foi a votos nas presidenciais porque estava plenamente convencido que elas estavam no papo. Perdeu. O País ainda se lembrava bem dos últimos e deprimentes anos do seu governo, recheados de escândalos de corrupção. É que este ambiente de suspeita que vivemos com Sócrates é apenas um remake de um filme que conhecemos. O segundo Cavaco foi egoísta.

O terceiro Cavaco regressou vindo do silêncio. Concorreu de novo às presidenciais. Quase não falou na campanha. Passeou-se sempre protegido dos imprevistos. Porque Cavaco sabe que Cavaco é um bluff. Não tem pensamento político, tem apenas um repertório de frases feitas muito consensuais. Esse Cavaco paira sobre a política, como se a política não fosse o seu ofício de quase sempre. Porque tem nojo da política. Não do pior que ela tem: os amigos nos negócios, as redes de interesses, da demagogia vazia, os truques palacianos. Mas do mais nobre que ela representa: o confronto de ideias, a exposição à critica impiedosa, a coragem de correr riscos, a generosidade de pôr o cargo que ocupa acima dele próprio. Venceu, porque todos estes cavacos representam o nosso atraso. Cavaco é a metáfora viva da periferia cultural, económica e politica que somos na Europa. O terceiro Cavaco é vazio.

O quarto Cavaco foi Presidente. Teve três momentos que escolheu como fundamentais para se dirigir ao País: esse assunto que aquecia tanto a Nação, que era o Estatuto dos Açores; umas escutas que nunca existiram a não ser na sua cabeça sempre cheia de paranóicas perseguições; e a crítica à lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo que, apesar de desfazer por palavras, não teve a coragem de vetar. O quarto Cavaco tem a mesma falta de coragem e a mesma ausência de capacidade de distinguir o que é prioritário de todos os outros.

Apesar de gostar de pensar em si próprio como um não político, todo ele é cálculo e todo o cálculo tem ele próprio como centro de interesse. Este foi o Cavaco que tentou passar para a imprensa a acusação de que andaria a ser vigiado pelo governo, coisa que numa democracia normal só poderia acabar numa investigação criminal ou numa acção política exemplar. Era falso, todos sabemos. Mas Cavaco fechou o assunto com uma comunicação ao País surrealista, onde tudo ficou baralhado para nada se perceber. Este foi o Cavaco que achou que não devia estar nas cerimónias fúnebres do único prémio Nobel da literatura porque tinha um velho diferendo com ele. Porque Cavaco nunca percebeu que os cargos que ocupa estão acima dele próprio e não são um assunto privado. Este foi o Cavaco que protegeu, até ao limite do imaginável, o seu velho amigo Dias Loureiro, chegando quase a transformar-se em seu porta-voz. Mais uma vez e como sempre, ele próprio acima da instituição que representa. O quarto Cavaco não é um estadista.

E agora cá está o quinto Cavaco. Quando chegou a crise começou a sua campanha. Como sempre, nunca assumida. Até o anúncio da sua candidatura foi feito por interposta pessoa. Em campanha disfarçada, dá conselhos económicos ao País. Por coincidência, quase todos contrários aos que praticou quando foi o primeiro Cavaco. Finge que modera enquanto se dedica a minar o caminho do líder que o seu próprio partido, crime dos crimes, elegeu à sua revelia. Sobre a crise e as ruínas de um governo no qual ninguém acredita, espera garantir a sua reeleição. Mas o quinto Cavaco, ganhe ou perca, já não se livra de uma coisa: foi o Presidente da República que chegou ao fim do seu primeiro mandato com um dos baixos índices de popularidade da nossa democracia e pode ser um dos que será reeleito com menor margem. O quinto Cavaco não tem chama.

Quando Cavaco chegou ao primeiro governo em que participou eu tinha 11 anos. Quando chegou a primeiro-ministro eu tinha 16. Quando saiu eu já tinha 26. Quando foi eleito Presidente eu tinha 36. Se for reeleito, terei 46 quando ele finalmente abandonar a vida política. Que este homem, que foi o politico profissional com mais tempo no activo para a minha geração, continue a fingir que nada tem a ver com o estado em que estamos e se continue a apresentar com alguém que está acima da politica é coisa que não deixa de me espantar. Ele é a política em tudo que ela falhou. É o símbolo mais evidente de tantos anos perdidos.

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É o Povo que vota em Cavaco
águiadois (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 8:31 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
Cavaco ,toda a gente sabe quem é,o que fez e qual é a sua relação com o País e os Portugueses.
No percurso do Presidente Cavaco está presente a honestidade,a confiança,a estatura politica e a palavra Povo.
Não precisa o Presidente de discursos de "palanque" para a sua reeleição: basta que continue a ser igual a si próprio e a falar com o Povo,olhos nos olhos, como o tem sabido fazer até aqui.
Louçã,Sócrates e Alegre juntos no palanque não ensombram Cavaco : não tem nada para oferecer aos Portugueses:nem passado,nem História nem futuro.
E o Povo já não vai em cantigas e "lôas" de poeta.
 
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odagrom (seguir utilizador), 3 pontos , 17:22 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
    Re: É o Povo que vota em Cavaco    Ver comentário
geoterror (seguir utilizador), 1 ponto , 18:31 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
    Re: É o Povo que vota em Cavaco    Ver comentário
Mclou (seguir utilizador), 1 ponto , 20:16 | Quarta feira, 27 de outubro de 2010
Os cinco cavacos
Toni 2 (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 10:27 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
CÃO VELHO

Uma velha senhora foi para um safari em África e levou o seu velho rafeiro com ela.

Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta que estava perdido.

Vagueando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebeu que um jovem leopardo o vira e caminhava em sua direcção, com a firme intenção de conseguir um bom e farto almoço.

O velho cão pensou depressa (pois os velhos pensam depressa):

- Oh, oh! Estou mesmo enrascado!

Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão muito próximo de si. Em vez de se apavorar mais ainda, o velho cão, ajeitou-se junto do osso mais próximo e começou a roê-lo, virando as costas ao predador, fingindo que não o tinha visto ...

Quando o leopardo estava a ponto de dar o salto a fim de o abocanhar, o velho cão exclamou bem alto:

- Este leopardo estava delicioso! Será que há outros por aí?

Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um terrível arrepio na espinha, suspendeu o seu ataque já quase começado, esgueirou-se na direcção das árvores e pensou:

- Caramba! Essa foi por pouco! O velho rafeiro quase me apanhava!...

Um macaco, numa árvore ali perto, viu a cena toda e logo imaginou como fazer bom uso do que vira. Em troca de protecção para si, informaria o predador que o cão não havia comido leopardo algum...

E assim foi, rápido, em direcção ao leopardo. Mas o velho cão viu-o a correr na direcção do predador em grande velocidade e pensou:

- Aí há marosca...
 
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Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:30 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
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fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 5:58 | Quarta feira, 27 de outubro de 2010
No cavaquistão
CãodaRosa (seguir utilizador), 4 pontos (Divertido), 16:26 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
No país do ti Aníbal se um Cavaco incomoda muita gente, cinco Cavacos dão connosco em doidos. Bastaria ao colunista falar de um que chegava e sobrava Cavaco. Por isso com Cavaco, sem Cavaco, com dois Cavacos ou cinco Cavacos, estamos metidos numa cavacada pegada e não sabemos como sair dela.
 
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DO
caprylm56 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 9:10 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
Não deixa de ter razão, pois esta democracia o que nos deu de relevo foi a liberdade de expressão.
Mas tem sido fértil em proporcionar criminosos, interesses ocultos, cada vez mais diferenças sociais acentuadas e a impunidade com que o fazem demonstram uma justiça conivente com o poder, não permitindo o real e verdadeiro desenvolvimento do país.
Poderei chamar a esta uma revolução de interesses onde se servem e não servem honestamente.
 
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Estou a ver que temos +/- a mesma idade
Trapezio (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 9:45 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
"Quando Cavaco chegou ao primeiro governo em que participou eu tinha 11 anos. Quando chegou a primeiro-ministro eu tinha 16. Quando saiu eu já tinha 26. Quando foi eleito Presidente eu tinha 36. Se for reeleito, terei 46 quando ele finalmente abandonar a vida política. Que este homem, que foi o politico profissional com mais tempo no activo para a minha geração, continue a fingir que nada tem a ver com o estado em que estamos e se continue a apresentar com alguém que está acima da politica é coisa que não deixa de me espantar. Ele é a política em tudo que ela falhou. É o símbolo mais evidente de tantos anos perdidos." (fim de citação)

Cavaco é a reencarnação de Salazar, o desejado por uma oligarquia rançosa e saudosista dos tempos do antigo Império Português. Ele representa a reposição da Velha Ordem supostamente designada por Deus (ou pelo Diabo, sei lá) que Salazar tanto defendeu com o sangue dos outros ...

Não sei se Cavaco representa o desejo daquilo a que chamam "povo", porque desse povo, como bem sabe, 1/3 já saiu do país, e como a percentagem de velhos em Portugal foi sempre elevada e estes habituaram-se aos Salazares e aos costumes salazarentos, aos salamaleques e ao curvar as costas perante o sr. doutor no país das cunhas (hoje em dia é o país das Universidades Independentes), é natural que esta gente idosa não altere os hábitos de uma vida.

Sendo assim, é muito provável que Cavaco volte a ganhar.
 
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    Re: Estou a ver que temos +/- a mesma idade    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 2 pontos , 6:05 | Quarta feira, 27 de outubro de 2010
    Re: Estou a ver que temos /- a mesma idade    Ver comentário
Mclou (seguir utilizador), 1 ponto , 20:21 | Quarta feira, 27 de outubro de 2010
    Re: Estou a ver que temos /- a mesma idade    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 21:46 | Quarta feira, 27 de outubro de 2010
    Re: Estou a ver que temos /- a mesma idade    Ver comentário
Mclou (seguir utilizador), 1 ponto , 9:23 | Quinta feira, 28 de outubro de 2010
    Re: Estou a ver que temos /- a mesma idade    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 6:38 | Sexta feira, 29 de outubro de 2010
    Re: Estou a ver que temos +/- a mesma idade    Ver comentário
lacraus (seguir utilizador), 1 ponto , 21:19 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
Parabéns pelos 5 cavacos
José Telhado (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 10:08 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
Este seu artigo acertou no alvo.

Perante esta situação ouve-se muitos jovens lamentarem-se porque é que nasceram em Portugal, podiam ter nascido noutro país mais avançado. Há que dar esperança aos portugueses e isso implica a derrota estrondosa de Cavaco Silva.
 
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O jornalismo
Drops (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 11:01 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
Cavaco tem certamente defeitos como qualquer ser humano mas soube manter uma postura digna que poucos políticos têm actualmente.

Mais uma vez estamos perante uma "crónica" que pouco tem de crónica.
E um texto incendiário no qual o autor influência o leitor propositadamente com a sua opinião pessoal. Não digo que não deva transmitir o que pensa; se o fizesse de forma estudada e diplomática concluindo com a abertura para uma reflexão.

Um dos grandes problemas da nação que nutre grandemente o mau estado intelectual e económico do país é o poder que tomaram os meios de comunicação. O mau jornalismo partidário e sensacionalista fomenta uma asfixia do raciocínio individual.

Crónicas fechadas, pejadas de insultos e alarmistas como esta são textos tristemente muito mais atractivos porque reconfortam o leitor na facilidade de criticar tudo o que se encontra "fora do nosso jardim" enquanto lemos bem aconchegados no nosso sofá.
São textos que não educam, não ajudam, não vertem para a reflexão pessoal e fomentam o ciclo viciado de asfixia intelectual em que o pais se encontra.
 
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impertinente (seguir utilizador), 1 ponto , 19:48 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
Nem mais...
migueljpires (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 12:10 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
Acertou em todos os Cavacos! Prefiro votar num qualquer indivíduo sem qualquer formação ou educação do que apoiar este vazio de pessoa, com tanta formação e informação, sem nada para nos dar...
 
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Cavaquices
Cruzadas (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 14:02 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
Não considero que Cavaco esteja a exercer bem o seu papel enquanto Presidente da República, nem vou votar nele. Na realidade vou fazer um traço no boletim de voto...

Dito isto, Cavaco gastou dinheiro que HAVIA. Não hipotecou o futuro da população com PPP's duvidosas.

Guterres gastou o dinheiro que ainda havia e decidiu começar a gastar o que não havia em doses massivas.

Durão fez pouco e deixou tudo na mesma "tanga" quando arranjou um emprego melhor.

Santana prometia fazer coisas, despedir acessores e outros inúteis, subir impostos à banca, mas como estava a mexer com os tubarões e é muito heterossexual, o Sampaio decidiu fazer um Golpe de Estado para meter lá um seu camarada muito aldrabão.

O Pinócrates é somente a machadada final no que resta deste país. Incompetência e aldrabice nunca deram bom resultado.

Passos parece tão incompetente como o Pinócrates.

As eleições ganham-se aldrabando o mais posível quem depende mais do Estado. Portas cai fora. Partidos da esquerda só fazem número, presos a meados do século passado, gritando direitos adquiridos, com o país nas lonas.

Presidentes da República com competência e currículo de TRABALHO para mandar num país, não há.

Caríssimos, vamos bater na parede e já faltou mais.
 
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    Re: Cavaquices    Ver comentário
Mclou (seguir utilizador), 1 ponto , 20:23 | Quarta feira, 27 de outubro de 2010
Responsaveis
rumoaofuturo (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 8:30 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
São todos os Presidentes e Governos desde 1974. Desperdiçaram uma grande oportunidade de construir um Portugal melhor. E responsavel tambem é o povo que vota em politicos da treta. Temos o merecemos, nem mais nem menos.
 
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Passadismo?
Inoportuno (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 11:09 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
Como as qualidades de Cavaco Silva são muito superiores aos seus eventuais defeitos. Como desempenhou com grande competência (não isenta de erros) as funções de primeiro ministro. Como, enquanto presidente, cumpriu exemplarmente o que disse que iria ser o seu entendimento da função. Como é isento na sua relação com os partidos. Como é honesto, não se lhe podendo apontar directamente o menor indício de aproveitamento dos cargos para fins pessoais. Como a maioria das pessoas sensatas e lúcidas de qualquer lado do espectro político, tendem a reconhecer isso e se dispõem a votar nele e já o fizeram na primeira eleição contra a barragem de conjugada de outros quatro candidatos. Então, há que atacar-lhe o carácter como o faz este comentarista, sem razões objectivas, apenas movido por sentimentos (de ódio). E para coroar esta cruzada já há quem se proponha acusar os eleitores (os mais velhos, os ignorantes, os passadistas). Onde é que já ouvi isto? Isto sim, é passadismo.
 
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    Re: Passadismo?    Ver comentário
dwid (seguir utilizador), 1 ponto , 14:50 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
    Re: Passadismo?    Ver comentário
Inoportuno (seguir utilizador), 1 ponto , 18:04 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
    Re: Passadismo?    Ver comentário
CenicoA (seguir utilizador), 1 ponto , 18:16 | Quinta feira, 28 de outubro de 2010
    Re: Passadismo?    Ver comentário
CenicoA (seguir utilizador), 1 ponto , 18:20 | Quinta feira, 28 de outubro de 2010
    Re: Passadismo?    Ver comentário
CenicoA (seguir utilizador), 1 ponto , 18:21 | Quinta feira, 28 de outubro de 2010
Não concordo
jupiter2001 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 11:33 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
Cavaco prefere trabalhar, em vez de falar muito. Portugal está como está, porque a maior parte dos decisores portugueses, preferem falar e debater muito e trabalhar nada.
 
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Cego é quem não quer ver ....
O Malho (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 11:49 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
"Que este homem (Cavaco Silva), que foi o politico profissional com mais tempo no activo para a minha geração" . Ou Daniel Oliveira é um ingénuo que acredita que Alegre alguma vez fez qualquer coisa na vida além de politica, aqueles 3 meses na RDP que lhe renderam uma reforma de 3000€ não contam, ou então não passa de mais um mentiroso que quer enganar quem ingénuamente o lê.
 
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A quem compete governar
nao tento (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 12:07 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
Andam por aqui alguns articulistas que para tentar disfarçar as incompetências deste governo socialistas se aproveitam para combater Cavaco. Afinal é ao presidente da republica que compete governar? Tomem mas é atenção no Sócrates e nos seus amigos do peito que são todos da mesma raça e infelizmente de má raça.
O 1º Cavaco esbanjou dinheiro, mas havia dinheiro. Sócrates esbanjou não havendo a grande diferença, por isso empenhou o pais. Foi autoritario, Sócrates foi ditador que é bem pior.
Cavaco parece não ter mentido aos portuguses, Sócrates não sabe falar verdade, é muito pior. Por agora chega, em breve temos mais.
 
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    Re: A quem compete governar    Ver comentário
dwid (seguir utilizador), 1 ponto , 15:15 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
    Re: A quem compete governar    Ver comentário
nao tento (seguir utilizador), 1 ponto , 18:32 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
Partidarite
ERA 2009 (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 12:29 | Terça feira, 26 de outubro de 2010
Este comentário de um bloquista, que arranjou um tacho aqui no Expresso, só tem um objectivo denegrir a imagem de Cavaco Silva, um verdadeiro Senhor na verdadeira acepção da palavra para assim favorecer o seu candidato favorito, Manuel Alegre, que só sabe escrever poesia, pescar, caçar e locução, que lhe deu uma choruda reforma, mas de que os seus apoiantes não falam...
Mal do País se se deixasse convencer por estas aves agoirentas e o elegessem Presidente da República !
O BE esfregaria as mãos de contentamente, pois o seu programa passaria a vigorar em Portugal !
Até Sócrates tinha de se cuidar...
Manuel Alegre, em relação ao PM deu-lhe algumas tréguas porque precisa dos seu votos....
Oportunismo, pura e simples !
 
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