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O Expresso no Afeganistão

Os amputados da guerra e as lições secretas de Zarín

É o maior centro ortopédico que o Comité Internacional da Cruz Vermelha tem a funcionar no mundo e recebe vítimas de guerra. Mas faz muito mais do que lhes dar novas pernas. O centro de Ali Abad dá-lhes também novas vidas. (Ver fotogaleria no fim do texto)

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Técnicos do centro ortopédico Ali Abad, em Cabul, serram o gesso a uma criança com deformações provocadas pela poliomielite
Técnicos do centro ortopédico Ali Abad, em Cabul, serram o gesso a uma criança com deformações provocadas pela poliomielite / Micael Pereira

Das numerosas organizações humanitárias que trabalham no Afeganistão, há uma que está entre as mais elogiadas: o Comité Internacional da Cruz Vermelha , conhecido pela sigla ICRC. À medida que a situação se vai tornando mais instável nas províncias a sul do país, e enquanto muitas organizações não-governamentais vão mandando o seu pessoal recuar para Cabul, a Cruz Vermelha é a única que está a fazer o inverso, reforçando a sua presença em Kandahar, Helmand e outras províncias, onde tem actualmente 300 funcionários, na sua grande maioria afegãos (só 20 deles são internacionais). Estão lá para acudir aos piores cenários.

Foi-me dito que os homens do ICRC são provavelmente os únicos a conseguir ter algum contacto directo com os talibãs, que ainda os consideram como uma presença neutra no território. 

Em parte, a Cruz Vermelha tem sido um alvo menor das ameaças dos insurgentes pela ajuda que tem dado às vítimas de minas e bombas há mais de 20 anos, desde o tempo da guerra contra os soviéticos. Têm-lhe respeito.

Bijan Farnoudi, um viajado e divertido cidadão do mundo, meio-iraniano e meio-alemão, capaz de falar meia dúzia de línguas e de imitar o sotaque de muitas outras, incluindo animados relatos de futebol em português do Brasil, foi quem me falou do centro ortopédico Ali Abad, o mais antigo e o maior dos seis centros ortopédicos do ICRC no Afeganistão. Bijan, a quem fui apresentado durante um almoço no concorrido restaurante Taverna du Liban, vai ser a partir de Setembro o novo porta-voz da Cruz Vermelha no país e, como me viu interessado no assunto, deu-me o contacto da pessoa que neste momento ainda exerce essa função, Jessica Barry, caso eu quisesse visitar algum desses locais.

No centro de Mazar-e-Sharif, no norte, há jogos de basquetebol organizados com equipas femininas, que participam entusiasticamente em pequenos campeonatos nas suas cadeiras de rodas. Os jogos estão abertos a não amputadas, desde que alinhem no campo em cadeiras também. 

O maior impulsionador dos desportos colectivos, disse-me Bijan, é um italiano de Turim chamado Alberto Cairo, que se tornou uma figura mediática internacional (talvez a mais mediática da Cruz Vermelha) pelo empenho que tem posto pessoalmente no Afeganistão, onde trabalha com amputados desde o início dos anos 90.

No dia seguinte, telefonei a Jessica e arranjei maneira de visitar o centro de Ali Abad, na avenida da Universidade de Kabul, na parte sul da cidade. Já tinha passado nessa estrada antes, a caminho do antigo palácio do rei, mas não me apercebera da dimensão colossal da universidade e do seu parque murado, repleto de arvoredo, que se prolonga durante quilómetros, e que me deixou curioso sobre o ambiente social que se viverá lá dentro. 

Guardas armados de próteses, não de pistolas


Bem mais discreto, o centro Ali Abad fica do outro lado da estrada, depois dos edifícios novos das faculdades de medicina. 

Os guardas no portão não usam armas nem coletes anti-bala. Um deles tem uma mão de plástico e outro coxeia ligeiramente da prótese que lhe substituiu a perna. O guarda mais expansivo, a quem mal se nota que lhe falta a mão direita, mandou-me esperar junto ao portão, oferecendo-me uma cadeira e chá. Alberto Cairo, o italiano, não podia receber-me porque ia estar a tarde inteira numa reunião, mas alguém levar-me-ia a fazer uma visita guiada. 

Veio ter comigo um médico ortopedista libanês, o doutor Arab, um homem elegante e de cabelo grisalho de aparência europeia, que bem podia ser espanhol ou francês. Percorri com ele os vários edifícios do centro. Não sabia nada do se que fazia ali e fui ficando gradualmente impressionado com a forma como os mentores da Cruz Vermelha pensaram e puseram as coisas a funcionar. 

Todas as cadeiras de rodas, canadianas e próteses usadas pelos pacientes são fabricadas nas oficinas do centro e certificadas pelos parâmetros da sede mundial da Cruz Vermelha, em Genebra, na Suíça. Todas elas são dadas gratuitamente. Todos os tratamentos, aliás, também são oferecidos de graça. Todos os operários que as fabricam, bem como quase todos os 300 funcionários que aqui trabalham, incluindo os técnicos ortopédicos e os fisioterapeutas, são eles próprios amputados. 

É uma totalidade quase perfeita e auto-suficiente. "São formados por nós, na nossa escola, e os cursos que damos são também certificados", explicou-me o doutor Arab, enquanto ia parando pelo caminho para dar atenção a um ou outro doente internado. Em Cabul, os operários do Ali Alab fazem por ano mil cadeiras de rodas, seis mil canadianas, 1800 próteses. E os técnicos garantem 57 mil tratamentos de fisioterapia e dão assistência a 20 mil paraplégicos. 

Aberto em 1988, no último ano da guerra dos mujahidin contra a ocupação soviética, o centro ortopédico de Cabul tem reforçado o seu papel para lá do que era inicialmente apenas a terapia médica. Há 12 anos, Alberto Cairo e os seus colegas iniciaram um programa alargado de reinserção social dos amputados, com a concessão anual de cinco mil micro-empréstimos. "Ajudamos as pessoas a procurar trabalho ou a abrirem os seus pequenos negócios", disse-me o doutor Arab. "Se alguém quiser abrir um banca para vender tabaco, por exemplo, nós fornecemos-lhe o material inicial". 

Numa sala, encontrei duas crianças a terem aulas de inglês com um professor. Curioso e extrovertido, um dos miúdos apoiava-se em duas canadianas enquanto falava na sua nova língua com os intrusos. "É muito inteligente. Às vezes ele trabalha como meu tradutor aí nos corredores", gracejou Arab. 

Muitas das crianças com que me cruzei no centro não perderam uma perna ou um braço, mas sofrem de paralisia e deformações provocadas pela poliomielite.  Há 200 crianças nessas condições que recebem aulas em casa patrocinadas pela Cruz Vermelha, porque não têm como ir à escola. Vi algumas delas acamadas. Um menino de dois anos tinha a mãe, vestida de burca, segurando-lhe a mão à beira da cama, enquanto dois técnicos serravam-lhe o gesso usado para forçar uma postura correcta das pernas. O barulho da serra eléctrica estava a assustá-lo, mas a presença da câmara fotográfica ajudou a que se distraísse.

Os exames escolares da unidade de fisioterapia


Já depois da minha visita, li uma crónica escrita por Alberto Cairo sobre uma miúda chamada Zarín e a sua história comovente (Em Novembro de 2007, Cairo publicou em França Les Chroniques de Kaboul). 

Zarín perdeu a perna quando tinha 10 anos, por causa de uma mina. Foi muito duro para ela, mas com a ajuda dos pais acabou por se adaptar à sua nova condição de amputada. Voltou à escola, onde se tornou a melhor aluna da turma. 

Depois veio o regime dos talibãs e a proibição das meninas irem às aulas. Zarín pediu ajuda a toda a gente. Segundo Alberto Cairo, houve uma jornalista que prometeu levá-la para fora do Afeganistão, sem que conseguisse no entanto arranjar-lhe um visto. 

Foi então que alguém na Cruz Vermelha accionou um plano B, um italiano chamado Terry, pagando a um professor para que fosse todos os dias a casa dela. Zarín passou a ir de seis em seis meses ao centro de Ali Abad para fazer exames. Um dia foi apanhada pela polícia religiosa dos talibãs a escrever numa das salas da fisioterapia, mas o chefe da unidade justificou-se dizendo que ela estava apenas a copiar registos de pacientes. Como os polícias não sabiam ler, aceitaram a desculpa.

A miúda sobreviveu aos cinco anos em que os talibãs estiveram no poder, aprendendo inglês e informática. Como ela, outras meninas foram ajudadas pelo pessoal da Cruz Vermelha a continuarem as suas aulas de forma secreta. 

Tive pena de não conhecer Zarín, que hoje trabalha no registo de prisioneiros de guerra da Cruz Vermelha em Cabul, e de não conhecer Alberto Cairo, que foi capaz de não desistir do Afeganistão e das pessoas que cá vivem.



Opinião


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Ora aqui está um excelente mercado de orações

Para aqueles que acreditam que Deus cura doenças, têm aqui um excelente "mercado" para provarem as suas crenças.

Enfim, todos aqueles que pedem, rezam, oram, imploram, choram, suplicam e até subornam para que Deus cure os seus males ou os dos seus familiares, e, em nome dessas curas, estão dispostos a caminhar até Fátima ou sabe-se lá até que santuário de qualquer religião, seja para pedir a cura, seja para agradecer a Deus a cura que acreditam ser milagrosa e resultado da sua intervenção, sugere-se que comecem a interrogar-se sobre o facto de acharem natural que Deus responda às preces de alguns engripados ou de alguns doentes oncológicos mas, estranhamente, Deus nunca responder às preces dos pobres amputados, fazendo-lhes crescer os membros em falta.

Obviamente, uma vez mais, vou ser insultado de todas as maneiras e mais alguma. Já sei que sou muitas coisas más, que sou ignorante, que só quero chamar a tenção, sei lá, que sou mesmo muitas coisas horríveis.

Mas, já agora, seria pedir muito aos crentes que tivessem a hombridade mínima de se pronunciar sobre a ridícula face das suas crenças, ao ponto de acharem natural que Deus cure doenças curáveis mas se revele, sei lá, TÃO IMPOTENTE, em certos domínios?

Oops! Comentar factos ou argumentos não é o forte dos crentes do Expresso Online! Esperam-se, pois, os habituais insultos e as recorrentes desclassificações como despropositado ou mal educado!
Realmente, não sabes do que falas
Meu caro. Acabei de moderar o seu comentário com
Re: Meu caro. Acabei de moderar o seu comentário c
Re: Meu caro. Acabei de moderar o seu comentário c
Força, meu caro Papadk..
Erro de palmatória!!!
Re: Erro de palmatória!!!
Re: Erro de palmatória!!!
Re: Erro de palmatória!!!
Re: Erro de palmatória!!!
Re: Erro de palmatória!!!
Re: Erro de palmatória!!!
Re: Erro de palmatória!!!
Re: Erro de palmatória!!!
Re: Erro de palmatória!!!
Meu caro Dedallo11. Acabei de moderar o seu
Re: Ora aqui está um excelente mercado de orações
Sobre o assunto, não disseste nada!
Por quê não acredita que há pessoas
Como?
Continúas
Hummmm, Paulo Pedroso ao serviço do Expresso?
Re: Hummmm, Paulo Pedroso ao serviço do Expresso?
As próteses
No Afeganistão, em Angola, no Líbano, em Gaza, ou qualquer outra parte do mundo, as próteses são um dois sinais mais vivos da carnificina que é a guerra, da violência que ela contém, da sua irracionalidade. Processos que conduzem ao esfacelamento de vidas humanas só podem ser classificados como aquilo que são: profundamente des-humanos. A guerra é, sem dúvida, um dos piores cancros de que a família humana ainda não se conseguiu libertar. Já estivemos muito mais longe. Mas a verdade é que ainda temos muito para andar. Valha-nos, pelo menos, a consolação, que é bem pequena diante do horror global, de saber que as próteses são hoje muito eficazes e funcionais. Mas que ninguém se esqueça do que está por trás de cada uma delas quando incorporadas em vítimas da guerra, pois pior do que tudo, para além do enorme sofrimento de indivíduos e famílias, é o estado de coisas que levou, ou leva, a situações assim.
Pedem-se argumentos! Recebem-se insultos!

Vejam, ó mortais, quão excelsos são os "argumentos" do Miranda Torquemada. Foi-lhe pedido que comentasse, com lealdade e elevação a questão colocada em cima da mesa, e vejam bem a qualidade da sua resposta. Contemplem, ó mortais, as dividas palavras do Mirandinha:

"perfeitamente patético
falta de nível
o comentário é abusivo
merece o lugar que o comentador tantas vezes faz por almejar: o cesto dos papeis!
profundamente ignorante
mal-intencionado
só pode merecer desprezo
A desonestidade intelectual que o mesmo revela devia ser punida
a falta de vergonha habitual
revela a patologia do costume
não há aqui ferro que cure o seu autor
as próteses para o cérebro ainda não existem
asneiras de um calibre assim
A sensibilidade do indivíduo, é mais dura do que as pedras da Calçada da Ajuda.
a criatura precisava mas é de uma boa prótese a cair-lhe bem em cima do seu estilo de pseudo-intelectual
a palermice"

_________________________________________________

Gostaria de expressar publicamente os meus sinceros agradecimentos ao Miranda Torquemada pelos seus elevados argumentos. O peso de tão sábias palavras, como é evidente para todos os leitores, derrubou por completo as minhas questões. De facto, acho que tenho de pedir desculpa por ter colocado uma questão tão "saborosa" como esta, capaz de suscitar palavras tão sábias, dignas e edificantes ao nosso excelso Miranda Torquemada.

Uma vez mais, limitou-se a ser aquilo que é: baixo, mesquinho e hipócrita!
... dividas palavas ... Não!
Crenças e Factos. a história relata...
Re: Crenças e Factos. a história relata...
Re: Crenças e Factos. a história relata...
Re: Crenças e Factos. a história relata...
Re: Crenças e Factos. a história relata...
Re: Crenças e Factos. a história relata...
Re: Pedem-se argumentos! Recebem-se insultos!
Mais do mesmo
Liberdade de crenças, não é ridículo!
Re: Liberdade de crenças, não é ridículo!
Sensibilidade e ponderação
Re: Sensibilidade e ponderação
Re: Sensibilidade e ponderação
Re: Sensibilidade e ponderação
Alerta para comentadores egocêntricos
cujos comentários pouco ou nada acrescentam á notícia mas revelam bem o carácter arruaceiro de quem os pratica. Entre as crenças religiosas de cada um e a atribuição de pontos, onde é que foi parar o conteúdo da notícia?
Bem haja o Comité Internacional da Cruz Vermelha e todos os que por este mundo fora praticam o bem e não desistem de acreditar que a mudança para uma sociedade justa reside no trabalho e no sacrifício de cada um e não nas suas opiniões.
Quantos milhares de mortos, de amputados de
pernas e braços, quantos milhões de deslocados provocados por gente tão importante mas imputada de cerebro, porque só vê a ambição e o domínio...
Para maior visibilidade...
Meu caro Dedallo11. Acabei de moderar o seu
(aukistuxego (seguir utilizador), 1 ponto , hoje às 0:46)
comentário de "Desinteressante". Nem ao meu caro nem ao Expresso aceito que possam restringir a minha liberdade. Quando o meu caro afirma, que eu tornei conhecida a minha moderação ao caro Paulo pedroso de "Bem escrito", para ser retribuido, a minha postura ao longo dos meus quse 4.000 comentários neste forum, são bem o exemplo que não ando aqui para receber pontos de quem quer que seja, dado que a maioria das pessoas que aqui comentam não profeçam as minhas posições. Fica no entanto provado que não ando aqui a moderar positivamente somente quem pensa como eu, mas quem pelas suas posições quer de direita ou esquerda mostram uma atitude intelectualmente válida. recurdo que ainda recentemente o caro Paulo Pedrodo me criticou, sem eu ficar molestado. São assim os verdadeiros democratas. Criticam, quando acham que devem criticar e aceitam as criticas dos outros..Por outro lado lastimo que o meu caro chame o Expresso para tomar medidas...
Cumprimentos
Re: Para maior visibilidade...
Meu caro Dedallo11. Descontraia-se...
Boa noite e até amanhã...
Meu caro Dedallo11. Descontraia-se...
(aukistuxego (seguir utilizador), 1 ponto , hoje às 2:06)
Por acaso foi a primeira vez que eu tornei conhecida a minha moderação, não entendo é a sua preocupação. Mas tornarei a faz~e-lo quando calhar, porque penso que não tem qiualquer importãncia. Tenha um pouco de fair-play e de humor. Sabe eu fui desportista e sempre aceitar o ganhar e perder numa boa. As opiniões que as pesssoas que aqui vão desfilando não pretendem mais do que emitirem uma simples opinião (penso eu) num País com tanto deficit participativo dos cidadãos. E se o meu caro pretende que o Expresso me cale? o que é que eu lhe poço dizer? Ainda tenho pontos...eheheh. Eu disse-lhe que o moderei com um "Desinteressante" foi por brincadeira. Aqui não se trata de nenhuma guerra. È triste o seu apelo para que a Direcção do Expresso on-line me julgue, como se de um grave crime eu cometesse. Assim pode-me levar a pensar que o envio por email de comentarios de um comentador poderá levar água no bico...Descontraia-se e durma tranquilo, porque amanhã é um novo dia em Liberdade, mesmo que algumas pessoas não gostem...
Um abraço e cumprimentos
A DIRECÇÃO DO EXPRESSO IMPÕE...
Re: Boa noite e até amanhã...
Oh meu caro Dedalo11...
Porque será que o meu caro fala em nome do Expresso? O meu caro tem um discurso ameaçador, anti-democratico, arrogante, razões mais que suficientes para eu dar por terminado e encerrado o assunto. Aguardo serenamente se o Expresso partilha os seus valores, pelo que já respondi com toda a lealdade e respeito ao seu representante...
Saudações democraticas
Nota: Se pretende que eu me identifique é só solicitá-lo, como eu já o fiz aqui a outro caro participante neste forum.
Democracia...
Realmente estranha-se que o Expresso em vespera de eleições no Afganistão não compartilhe com os esforços da instauração da democracia naquele país e não informe os seus leitores da evolução da situação, onde até o actual presidente chamou um individuo acusado de crimes de guerra, para com os votos que o apoia conseguir a eleição. Segundo informações, estão a ser transportados por burros as urnas e os boletins de voto, paraas assembleias de voto. Enquanto que em Portugal, são muitos mihares de "burros" que continuam a votar sempre nos mesmos...
Joraanal Público de Espanha...
Farsa electoral afgana en un clima de terror
Corrupción, fraude, amenazas e injusticias deslegitiman las presidenciales de este jueves.
Qual a diferença entre os senhores da guerra do
Afganistão e os dos Estados Unidos da America?...me expliquem...
A guerra do Afganistão é cada vez mais nossa?
Minha não é. Até me sinto ofendido. A guerra é vossa, meus caros...
Em pleno seculo XII...
a, 04 Set (Lusa) - Mais de 90 pessoas morreram, metade delas civis, e várias ficaram hoje feridas com queimaduras graves na sequência do bombardeamento da NATO a um camião cisterna sequestrado pelos talibãs em Kunduz, no Norte do Afeganistão, informou o governador de Kunduz.

O ataque da força internacional de assistência à segurança (Isaf, sigla em inglês), uma força da NATO, já foi confirmado pela organização e surgiu após o sequestro de dois camiões cisterna por militantes talibãs.

Um dos camiões ficou encalhado numa pequena ribeira, quando os talibãs se dirigiam para uma povoação próxima, tendo estes militantes pedido aos populares para que fossem eles próprios buscar o combustível
Nota: É uma vergonha aquilo que a NATO anda a fazer nesse País, onde os insurgentes resistem heroicamente aos ocupantes. É certo que os Talibans são financiados pelo narco-trafico, mas a maior parte dessa droga terá certamente o destino dos EUA, o maior consumidor do mindo. Como já não bastasse tudo isto, noticias nos dizem que a própria embaixada dos EUA foi transformada em prostibulo, com bacanais e alcool à mistura. Pergunto. Mas o que é que os soldados portugueses andam lá a fazer? É uma vergonha...
Os crimes de guerra continuam no Afganistão
da responsabilidade da NATO. Essa guerra não é minha é vossa. Volto a afirmar. Aliás nenhuma guerra é minha...
Confirma-se o que aqui tenho escrito isolado...
O promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional se reúne informações sobre possíveis crimes de guerra cometidos por tropas da Otan e os insurgentes no Afeganistão. Luis Moreno Ocampo, disse que a análise preliminar das alegações é extremamente complexo, mas apreciado a ajuda de ONGs que trabalham no país.
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