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Os aldeões e os saqueadores

As agências de rating trabalham com a aparência. Não são competentes nem independentes de interesses. Mas nós somos os aldeões que têm de agradar aos saqueadores. Eles querem sangue. Nós damos o sangue.

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Quando o bando de saqueadores passa pela aldeia os aldeões entregam-lhe o que têm. Fazem por manter a compostura e a humildade para lhes agradar. Talvez  assim partam mais depressa e escolham outra vítima do saque. Assim se comportam os Estados perante os salteadores da modernidade.

Primeiro foi a Grécia. Agora é Portugal. O Reino Unido, com uma situação económica que esteve, em termos relativos, pior do que a nossa, manteve-se, mesmo depois da falência quase generalizada dos seus bancos, com a sua avaliação intocável. Porque será? Porque é um jogo mais pesado. O facto da correcção dos ratings da Grécia e de Portugal serem feitos no mesmo dia encaixa na narrativa que foi construída. Quem tem dúvidas que estas notações fazem parte dos ataques especulativos às dívidas dos países mais frágeis da União vive num Mundo de fantasia - não há fé mais ingénua do que a fé no equilíbrio purificador do mercado.

Dirão que exagero. Que as agências de rating não inventam a realidade. Falso. A realidade não precisaria delas quando falamos de contas que são públicas e auditadas, como são as dos Estados (recordo que em Portugal não houve, ao contrário do que aconteceu com a Grécia, encobrimentos oficiais do défice). Os números estão aí para quem os queira analisar.

Estas agências constroem narrativas para os especuladores (ou, na melhor das hipóteses, em vez de darem informação rigorosa, limitam-se a devolver aos mercados a sua própria histeria, acabando por ajudar a criar aquilo que anunciam). E isso basta para que o virtual se torne real. Os especuladores só querem saber se na realidade virtual em que jogam terão ganhos. Como percebemos com o que nos levou a esta crise financeira internacional, enquanto for possível alimentar o jogo for desmentido no jogo a realidade não interessa para nada.

Dirão que exagero. Que as agências de notação são competentes e que se não fossem deixariam de ser ouvidas pelos investidores. Falso. Devo recordar que a mesma Standard & Poor's, que agora corrige em baixa o rating português, foi obrigada, a quando do começo da crise, a corrigir num só dia a notação de mais de 90 activos financeiros ligados ao imobiliário. Tinha falhado em todos. Porque o jogo obrigava a alimentar a ilusão. Como falhou na AIG e na Lehman Brothers.

Vale a pena recordar que foram estas agências que só se aperceberam da catástrofe financeira do Dubai quando ela chegou aos jornais. Que deram uma excelente nota à Islândia na véspera do país ter entrado em falência. Que avaliaram com um triplo A o que agora chamamos de activos tóxicos. E aí estão a dar conselhos aos investidores sobre a credibilidade das contas dos Estados.

Dirão que, mesmo assim, a vida é como é e devemos fazer sacrifícios para lhes agradar. Elas querem sangue. O discurso sacrificial diz bem ao ponto a que deixámos que o capitalismo financeiro, que nada produz, nos levasse. Mas, ainda assim, nada chegaria para contrariar a profecia. As mesmas agências que já ameaçavam cortes no rating se o PEC não fosse suficientemente austero também ameaçavam cortes no rating se ele não apostasse para o crescimento económico. E ameaçavam cortes no rating se prometêssemos as duas coisas e tal não fosse credível, coisa que nunca poderia ser. Somos uma carta marcada a quem só resta esperar pela sua sorte.

Dirão que exagero. Que as agências de rating são independentes. Falso. Elas dependem dos investidores que têm dinheiro empatado no jogo. Elas estão dependentes de vários interesses no mercado que lhes pagam os serviços. No dia em que a Europa decidir, como já prometeu, avançar com uma estrutura dependente do Banco Central Europeu que possa ser árbitro e não apenas agente, talvez haja um contrapeso neste jogo viciado.

Entretanto, com uma Europa cega e disposta a ver as suas aldeias (todas da periferia - porque será?) a serem saqueadas sem uma reacção à altura, teremos de aceitar resignados o triunfo da política da aparência - tem de parecer que vai haver sangue -, do capitalismo financeiro improdutivo e da acção sem rosto dessa entidade etérea à qual chamamos "os mercados". Tudo é virtual menos os estragos que a os salteadores deixam à sua passagem.

Há dois anos todos os políticos juraram, perante a irresponsabilidade dos negócios financeiros imobiliários, em que estas agências tiveram o papel de promover lixo tóxico, que alguma coisa teria de mudar. Também essa vontade era uma ilusão. Os aldeões continuam entregues aos caprichos dos saqueadores.


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Credibilidade das agências de rating
Excelente texto. A credibilidade das agências de rating não é isenta nem credível.
Os sucessivos erros que tem cometido, tem levado muitos países a situações de extrema dificuldade.
As notações variam de agência para agência um pouco ao sabor dos "senhores engravatados"... que não têm capacidade como deviam e lhes compete de prever riscos, de antecipar cenários de crise.
O especulador segue os movimentos com atenção...porque sabe que é em momentos de fragilidade que lança as suas garras de predador.

Sara
Sócrates não sabe do riscado
Re: Sócrates não sabe do riscado
Um novo lider para o País
Re: Um novo lider para o País
Re: Sócrates não sabe do riscado
Concordo: Precisam-se soluções e não críticas
Re: Concordo: Precisam-se soluções e não críticas
Re: Concordo: Precisam-se soluções e não críticas
Re: Concordo: Precisam-se soluções e não críticas
Desculpe-me, só para terminar.
Re: Desculpe-me, só para terminar.
Cara Sara... Continuando com o Silva Lopes:
Re: Credibilidade das agências de rating
Re: Credibilidade das agências de rating
Re: Credibilidade das agências de rating
Uma coisa é certo
Qualquer coisa está a acontecer que, sendo verdade ou mentira, é, apesar de tudo, coisa muito séria. A minha impressão é esta: alguém com uma enorme vontade de sugar está a trabalhar no sentido de colocar Portugal a modos de ser, mais uma vez, financeiramente saqueado. Assim sendo, verdade ou não, eu sugiro que os melhores e mais competentes Economistas de Portugal, eventualmente aconselhados por alguns de outros Países, se reúnam de imediato no sentido de interpretarem com toda a correcção possível os sinais que nos estão a ser enviados nas últimas horas. Proponho ainda que essa reunião se faça no Palácio de Belém e que a mesma, mesmo sem ser presidida por ele, possa contar com a presença do Professor Cavaco Silva, Presidente da República de Portugal. Deixar correr como se nada fosse o que hoje sobre Portugal se está a dizer parece-me simplesmente inadmissível. Claro, eu espero estar enganado sobre a seriedade da situação; mas não creio que seja admissível fazer de conta que nada está a acontecer. Pessoalmente, desejo ainda que a próxima visita do Papa Bento XVI nos ajude a todos a consciencializar-nos mais e melhor de quem somos e do que temos para fazer. De facto, estou cada vez mais convencido que a visita de Sua Santidade vem no momento certo e que, hoje mais do que ontem, Portugal precisa dela como do pão para a boca.
Há é um saque permanente,no País
Re: Há é um saque permanente,no País
Re: Uma coisa é certo
Re: Uma coisa é certa
Re: Uma coisa é certo
Re: Uma coisa é certo
Dividir para Reinar VS Unir para Vencer (1/3)
Enquanto os defensores de interesses obscuros se entretêm a brincar com o futuro de determinados países e seus cidadãos, os nossos excelsos deputados da oposição continuam ocupados com questões totalmente acessórias ao interesse nacional.

Porque será que estes iluminados, que se insurgiram ferozmente contra a alegada falta de supervisão aos bancos portugueses por parte do Banco de Portugal, não se preocupam de igual modo com a inexistência de regulação dos mercados de capitais mundiais? Estão à espera que depois de se concretizar o descalabro, agora iminente mas claramente fabricado, tenham mais algum motivo para atacar o governo em funções?

A estes Senhores peço encarecidamente que parem de contribuir para a descredibilização do país e para a fragilização da nossa imagem perante o exterior. Se persistirem por tal caminho a factura de tal atitude, a impor pelas famigeradas Agências de Rating (AR), será paga por TODOS NÓS.
Dividir para Reinar VS Unir para Vencer (2/3)
Re: Dividir para Reinar VS Unir para Vencer (2/3)
Dividir para Reinar VS Unir para Vencer (3/3)
Sócrates não sabe de politica
Os aldeões não são para aqui chamados.
Hoje é a politica que tem que ser chamada á pedra:tudo o que está a acontecer já era previsivel,a partir do momento em que a economia manda na politica.
A Europa não se entende e está de cócoras com os Estados Unidos.Os Estados Unidos estão de cócoras em relação á China-o seu maior credor-e Obama que se cale porque a China é uma potência nuclear(não é o Iraque).
As coisas são como são e é pena assistir ,hoje em dia á pobreza de declarações politicas de deputados como se ignorassem tudo isto.
Mário Soares disse que não era bom vender os aneis.
Foi o que Sócrates fez no PEC:entregou tudo onde podia fazer alguma tezouraria.
Sócrates não soube dar-e propor-uma resposta politica-quer do País quer da Europa.
Sócrates não sabe de Politica.
Re: Sócrates não sabe de politica
O fanático está ultrapassado
Re: O fanático está ultrapassado
Oa aldeões e os saqueadores
Parece-me que hoje já ninguém tem duvidas que foram os neoliberais que conduziram o Mundo ao estado em que se encontra. Depois de lançar o Mundo no caus, foram os Estados que aguentaram a primeira vaga para evitar ir ao fundo. Como os especuladores mesmo assim perderam rios de dinheiro e como nunca estão satisfeitos preparam-se agora para roubar as calças porque a camisa já foi. Só vão ficar saciados quando nos virem de tanga e mesmo assim tenho algumas duvidas. É claro que disse-o aqui algumas vezes que o que estava a ser feito era a mesma coisa que por a raposa a guardar as galinhas. Infelizmenta não me enganei e não tenho duvida que a continuar assim, ao não mudar de rumo vai comê-las todas. Apesar de o Presidente o PSD e Bruxelas terem aceite e concordado com o PEC, sempre fui de opinião que o mesmo devia ter ido mais além e faltava ali muita coragem do governo e alguma demagogia da Oposição. Compreendo em parte quando MFL acha demagogico que cortar em salários e reformas douradas é demagógico, não há muito a fazer. Até lhe posso dar uma certa razão mas não deixava de ser um sinal para Sindicatos e trabalhadores em geral, que a crise seria pela primeira vez paga por todos. Com tal atitude ninguém tem moral para criticar as gréves, mas também se as ruas se encherem de manifestantes. Tudo isto só favorece os especuladores e é mais uma acha para a fogueira para nos queimar.
Bravo, Daniel Oliveira
BRAVO!!!
O merceeiro e o agiota
A comparação é um bocado medieval ,mas feliz.
E certeira (é claro que a Moodys e a S&P não são etéreas entidades com uma balança na mão e uma venda nos olhos pesando a dívida de cada um). Mas seria mais realista se em vez de saqueadores tivesse usado a figura do agiota para a história que nos contou.
Acho que se esqueceu de dizer que os aldeões se andaram a endividar durante anos para comprar fatiotas iguais às dos burgueses da grande cidade de onde vem agora o agiota cobrar o principal e o juro. Os burgueses da grande cidade também estão endividados até ao pescoço mas não se dão com agiotas. Convidam os banqueiros para os seus palacetes. Os banqueiros olham para os palacetes e abrem os cordões à bolsa. O agiota vai à aldeia e não vê palacetes, vê aldeões com vestimentas engraçadas.
Uma velha bruxa avisou os aldeões. Estes preferiram o cavaleiro bem vestido que diz que os agiotas não lhe metem medo, que ele é um animal feroz.
Parece que um outro cavaleiro valente desterrou a bruxa velha para a floresta. Mas o agiota vem aí e trás os capangas. Prometem uma tareia e deixar a malta de tanga (outra vez).
Alguns aldeões não têm culpa nenhuma mas o agiota não os conhece de lado nenhum. Tem uma dívida para cobrar e uma moca comprida.
Mas a aldeia é soberana, ainda há um punhado de homens prontos para mandar o agiota à tábua. Mas depois alguém vai ter de explicar aos aldeões que a vida sem agiota implica pegar na enxada (outra vez).
Re: O merceeiro e o agiota
ora aqui está um texto que dá prazer ler
...um texto que me estimula a pensar, a agir, um texto que me deixa na alma um orgulho pela nossa língua, pela nossa cultura e enfim quanto à economia melhores dias virão !!
Elites ou agências de rating: de quem é a culpa?
Culpar as agências de rating (AR) tem tanto de lógico como defender que um aluno que chumba num exame não sabe porque chumbou no exame, quando na verdade é ao contrário: chumbou porque não sabia. Um baixo rating é fruto de uma má situação económica e não a má situação económica que é fruto do rating. Quando se deturpa a lógica e se troca as causas com as consequências nunca se vai muito longe.

Os ratings têm, por sua vez, consequências? Têm. São dados de forma inocente? Não. Mas para o aluno chumbar também tem consequências, não poucas vezes muito gravosas e para a vida toda. Por ter consequências não quer dizer que não reflicta a realidade. Por ter consequências não quer dizer que passe a ser uma causa quando é apenas uma resultante da realidade.

As elites económicas e governamentais do rotativismo (ora o PS ora o PSD) querem fazer crer que a culpa da situação económica frágil do país é das AR quando na verdade a culpa dessa situação é delas próprias.

O País estagna há mais de uma década. Será culpa das AR, ou dos dirigentes nacionais? O País é o mais desigual da Europa, será culpa das AR ou dos governantes? Portugal é o país com menor escolarização será culpa das AR ou das elites governamentais do rotativismo?

Lamento sinceramente ver Daniel Oliveira a juntar-se ao coro das elites do rotativismo.
Re: Elites ou agências de rating: de quem é a culp
Re: Elites ou agências de rating: de quem é a culp
Re: Elites ou agências de rating: de quem é a culp
Re: Elites ou agências de rating: de quem é a culp
Re: Elites ou agências de rating: de quem é a culp
A violação de Portugal
É doloroso constatar que desta vez - como por vezes sucede no futebol - também temos justas razões de queixa do árbitro. Todo o dinheirinho que vai ser sacado aos portugueses nos próximos tempos (e que não vai ser pouco, sobretudo às classes média e baixa) vai parar limpinho às mãos de senhores bilionários que vivem disto, sem produzir um tostão útil de volta à sociedade. As agências de rating já foram as responsáveis pela crise do sub-prime de há dois anos, graças à sua "fantástica" capacidade de avaliação de mercados. E em 2010 o governo do mundo continua nas mãos destes putos irresponsáveis e de quem os financia. E agora decidiram apontar as armas a Portugal, e vamos finalmente levar com a crise em todo o seu esplendor.
Entretanto, o país a ser violado e nós por cá entretidos com o analfabeto administrador da PT e o diz-que-disse da compra da TVI.
É isso.
Parabéns.
CDS, BPP.BPN,CGD...
Se é verdade o que dizes, D.O., bora la comprar divida publica portuguesa sem CDS e toca a ganhar dinheiro....o problema é que sem CDS se portugal não honrar os seus compromissos vamos todos fazer figura de clientes do BPP. Alias a analogia esta correta pois quando se dizia aos clientes que meter o dinheiro na BPP e BPN não era a mesma coisa do que meter na CGD ouvian-se vozes logo a dizer que era tudo a mesma coisa ou seja bancos, neste momento a CGD é a alemanha o BPP é a Grecia e nos somos o BPN (um imenso BPN) ...os especuladores não são é parvos nem estão no mercado para resolver os nossos problemas mas sim os deles e não adianta fazer um decreto tipo Hugo Chaves a proibir a especulação ...
Construir fortalezas
As colónias portuguesas tiveram imensas vezes que se defender dos saqueadores, tendo-se, para isso, construído belas fortalezas. Portugal agora não tem colónias nem fortalezas nem força para se defender dos saqueadores modernos, cujas armas usadas são simples teclas de computador, mas cujo impacto gerado corre mundo num instante.
A culpa não é dos saqueadores, nem dos computadores, mas sim nossa, porque nos expusemos aos primeiros, quando numa atitude de consumismo exagerado nos endividámos para alcançar o nível de vida dos ricos, mantendo um ritmo produtivo pobre.
Resta pagar a factura do erro e quanto mais cedo melhor!
Texto interessante.
Eu concordo com o texto em quase tudo.
No entanto gostava de dizer o seguinte: Se toda a gente sabe que este é o comportamento dessas agências, porque é que com toda a gente a alertar para o excesso de endividamento ainda se foram meter a querer fazer aeroportos, pontes e TGV? Quem resolveu engordar o estado até este pesar quase 50% nos custos do estado .... e por ai fora, todo este despesismo é pago com "emprestimos", logo Portugal dependente das agências de ratting. Boas ou más - são as que existem como toda a gente sabe, não vale a pena vir agora queixar-se das "regras do jogo".
O maior problema é que somos muito mal governados: governam para as estatísticas e para serem eleitos no próximo mandato.
Mais há gente que foi muito mal tratada, Medina Carreira, Ferreira Leite e outros vêm alertando para isto a muito tempo. E eram tidos como uns "caquécticos" que só serviam para deprimir o Pais. Ai está o resultado.
Vamos ter um pais deprimido, e alem disso vamos ter o Portugueses a pagar a má politica de Sócrates e amigos.
Mais daqui a uns anos estes incompetentes estão em altos cargos em varias empresas a fazer lobby para que Portugal de endivide ainda mais para lançar obras públicas megalómanas!
Só neste contexto a comunidade Euro pode funcionar
Não obstante a excelência do assunto e das intervenções comentadas, a meu ver a situação é demasiado quente e adversa para que se resuma a posturas entre aldeões e saqueadores. Precisa-se soluções e não críticas também é certo. Reside aqui o problema. Tal como numa sala de aula há uma relação de efeito recíproco entre o comportamento versus aproveitamento, assim a confiança económica passa por “calar as críticas” nas suas causas. Falta um PEC verdadeiramente adequado às assimetrias da sociedade portuguesa. Não constituindo este, uma solução imediata, o óbvio acontecerá no compto do jogo dos interesses globais e logo que os parceiros europeus também sintam a necessidade de reagir com energia, aos ataques feitos a qualquer economia da zona euro como um ataque a toda a comunidade. Só neste contexto a comunidade Euro pode funcionar.
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Edição Diária 17.Abr.2014

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