O comité organizador do Mundial de futebol da África do Sul remeteu para a polícia qualquer informação relacionada com assalto cometido na madrugada de hoje no hotel de Magaliesburgo, no qual estão alojados jornalistas portugueses e espanhóis.
"Recebemos informação sobre esse presumível assalto e estamos à espera de informação policial. Não temos dados sobre o assunto", afirmou o diretor de comunicação da FIFA, Nicolas Maingot.
O incidente, que afetou dois jornalistas portugueses e um espanhol, parece não ter suscitado qualquer preocupação na FIFA e no comité organizador, cujo diretor de comunicação, Rich Mkhondo, afirmou que, a dois dias do começo da competição, tudo está bem.
"Não há nada que nos preocupe e tudo o que desejamos é que o torneio comece. Estamos satisfeitos, depois de tantos anos de preparativos em colaboração com as autoridades sul-africanas. Agora o que queremos é desfrutar dos jogos", sublinhou Maingot.
O que preocupa são... os engarrafamentos
O comité organizador não está preocupado com questões de segurança. "O que nos preocupa são os possíveis engarrafamentos para o jogo inaugural. Pedimos às pessoas que não utilizem carro e cheguem ao estádio duas horas antes, usando os transportes públicos", afirmou Mkhondo.
Dois jornalistas portugueses, do Expresso e da Global Imagens, e um espanhol, da Marca, foram hoje assaltados por homens armados, mas estão bem.
Os jornalistas dormiam no complexo de casas de campo Nutbush quando foram surpreendidos pelos assaltantes, que cometeram o furto cerca das 04:00.
Material fotográfico, passaportes, credenciais do Mundial2010 e roupa foi o principal material roubado: apesar do risco e gravidade da situação, os profissionais em causa não foram vítimas de violência física.
Entretanto, a polícia sul-africana anunciou ter detido um dos suspeitos do assalto, que terá sido detetado através do sinal de um telemóvel roubado durante o assalto.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Nota da Direcção do Expresso