Siga-nos

Perfil

Expresso

José Tolentino Mendonça

A classe média da santidade

Um documento sobre o chamamento à santidade no mundo contemporâneo, como este que o Papa Francisco acaba de publicar, pode ser entendido erradamente como uma mensagem destinada a um público restrito e que terá pouco ou nada a dizer à generalidade das mulheres e dos homens de hoje. O próprio Papa tem consciência desta ambiguidade e daí a necessidade que sente de desconstruir estereótipos que se foram estabelecendo no tempo e que colocam a santidade como um estado de vida singular, tão à parte e extraordinário que só pode ser admirado, mas não acedido pelas nossas existências comuns. Francisco, ao contrário, vem falar aos seus contemporâneos daquela corrente de vida e de amor que “permanece invisível”, daqueles gestos que amparam e reabilitam a vida, mas “sobre os quais nada se diz nos livros de história”, dessa incapacidade de resignar-se “com uma vida medíocre, superficial e indecisa” que gera frutos autênticos, que consolida redes criativas de relação, que se torna dom para os outros e que, porém, não chegará a ser notícia.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)