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Um prego de luz

Nos sítios mais inesperados há, por vezes, um pensamento acutilante que nos espreita. Pensem, por exemplo, num aeroporto. No início do ano andava eu a fazer tempo (essa bela ocupação portuguesa) nos corredores do aeroporto de Belo Horizonte, no Brasil. A porta de embarque estava ainda fechada e eu deambulava por ali, como um turista acidental, sem especiais expectativas. Aquele fragmento negro e verdadeiro de Kafka que diz: “Existe, sim, uma esperança, mas não é para nós”, soa arrepiantemente real nas áreas comerciais de um aeroporto. É certo que pagamos na mesma moeda.

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