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O grito de Jesus

A narrativa do Evangelho segundo João, que a liturgia cristã retoma com intensidade por estes dias, conserva um apontamento que dá que pensar: já pregado na cruz onde haveria de morrer, Jesus declara “tenho sede!” (Jo 19,28). Os primeiros comentadores desta página evangélica interpretaram-na como o leitor a interpreta: como uma sede corporal. De facto, a sede sublinha o aspeto físico do sofrimento que foi infligido a Jesus, tornando-se um traço que atesta o realismo da sua morte. A sede física documenta de forma convincente a verdade que os cristãos professam no credo: que aquele Jesus de Nazaré era humano e de carne e osso, como qualquer um de nós. E a sede dá-nos uma narrativa.

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