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Carta aberta a Henrique Raposo

Meu caro Henrique, conhecemo-nos e tornámo-nos amigos de uma forma curiosa. Tinhas escrito no Expresso um texto a ‘beliscar’ a encíclica do Papa Bento XVI, “Caritas in Veritate”, de uma maneira que me deixou perplexo. Tu dizias: “Não tenho problemas com o Papa, e até gosto de católicos. Mas há uma coisa que me irrita no Papa: é quando ele se põe a trazer Marx para o Evangelho.” Estávamos no verão de 2009, e tu abordavas desta forma o Papa... Ratzinger! Escrevi um editorial da agência Ecclesia, meio a sério meio a brincar, a meter-me contigo, dizendo que certamente conhecerias mal o que é o cristianismo e o pensamento social cristão, com raízes evangélicas, patrísticas, e por aí fora. Mas tu, mesmo conhecendo mal o cristianismo, tiveste uma reação que me tocou: escreveste-me imediatamente, marcámos um café, e creio que deste então, aceitando as divergências que mantemos, nos consideramos amigos. De maneira que não é só com a lealdade intelectual que se deve quando se interpela publicamente alguém, mas também com a deferência da amizade, que queria voltar ao teu ensaio sobre João Bénard da Costa, publicado no número anterior desta revista.

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