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O Papa Francisco não é um ovni

Uma das linhas mais persistentes de interpretação do Papa Francisco, fora e dentro do espaço católico, insiste em construir, a seu propósito, uma espécie de teoria da excecionalidade, que, parecendo que o destaca, apenas o captura numa hermenêutica elementar e inconsequente. Tanto a larguíssima maioria que o escuta, como quem mantém as mediatizadas dubia em relação à sua pessoa e programa, anotam sobretudo o que o distingue: na evidente pulsão reformista que transporta; na ousadia de trazer as periferias até ao centro; na despojadíssima linguagem simbólica que adota, sendo ele o representante máximo de uma instituição onde a ritualização do poder se expressa pela acumulação simbólica. Mesmo a narrativa dos meios de comunicação social é isso que explora, interpretando-o como uma voz completamente singular, como um solitário líder carismático e um dos poucos atores da cena mundial que surpreendem positivamente pela palavra e pelos gestos.

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