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O (des)aparecimento da Virgem

Agora que se voltou a falar da necessidade de fixar os acontecimentos relativos à génese de Fátima numa linguagem teológica mais precisa, substituindo porventura o termo “aparição” por aquele de “visão”, recordei-me de um poema de Murilo Mendes, onde ele defende ainda um terceiro posicionamento sobre o assunto. No seu entender, “o maior milagre/ é o do desaparecimento da Virgem”. E explica-o num memorável poema dedicado à história de Lourdes, mas que pode perfeitamente ser aplicado à narrativa de Fátima. E diz isto: “Quem me dera estar em Lourdes/ Quando a Virgem desapareceu. /A “implacável” consciência do abandono/ A solidão “infinita” /O desespero “absoluto”/ E a saudade d’Ela me salvariam para sempre”.

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