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A sobrevivência do anjo

Li, há tempos, uma entrevista de Leonard Cohen em que ele confessava o seguinte: “Uma das coisas que mais me entusiasmavam na primeira poesia Beatnik — em Ginsberg, Kerouac e Corso — era o uso da palavra anjo. Nunca entendi que significado pretendiam dar-lhe, mas era claro que com aquela designação pensavam num ser humanizado, atribuindo a cada um deles uma espécie de luz. Eu próprio não sei bem que uso dei ao termo, mas não creio ter feito melhor do que Ginsberg ou Kerouac naqueles anos 50. Sei é que amava os poemas que falavam de anjos”. Neste amor, Leonard Cohen não está só. O poeta Jorge Sousa Braga, a quem devemos já algumas inesquecíveis antologias, reuniu recentemente 77 poemas sobre anjos de outras línguas, e chamou-lhe “Sombras Brancas”. Foi editado pelas Edições Língua Morta, que fizeram apenas 400 exemplares. Apressem-se, por isso, a procurar o tesouro.

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