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Sessão de cinema

No filme “Caro Diario”, Nanni Moretti volta-se para um desconhecido e pergunta: “Sabes qual é o meu sonho?”. Não é uma cena muito habitual no nosso quotidiano, mas o cinema, e a arte em geral, servem também para isso: para nos colocar perante o improvável da vida, perante a manifestação livre e disruptiva que, em espelho, a revela com outra verdade. A maior parte do tempo guardamos os nossos sonhos como confissões raras ou adiadas, como um assunto submerso destinado a ouvidos muito escolhidos, bem oculto entre as palavras que trocamos uns com os outros. E, contudo, a pergunta “sabes qual é o meu sonho?” é humaníssima e diz tanto de nós. Se fossemos capazes de contar com ela, de repeti-la mais vezes ao longo do tempo com simplicidade, de dirigi-la a um maior número daqueles que se cruzam connosco, talvez as relações que geramos não fossem afinal tão vãs. E outro risco de não perguntarmos a ninguém “sabes qual é o meu sonho?”, é nós próprios, a dada altura, passarmos a ignorá-lo também.

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