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A gorda

Há uma dor portuguesa, a dor de uma certa geração portuguesa de que não se fala. É um desgosto para cada um ganir sozinho, portas adentro, como puder. Há uma segunda despedida de África a acontecer em rigoroso silêncio, como se nada se passasse, agora que começaram a morrer aqueles que, numa certa altura da década de 50 e de 60, tinham 20 anos e trocaram o território europeu pelo que então se chamava o Portugal ultramarino e aí fincaram sonhos desproporcionados de rapazes e raparigas que escrevem na areia da História com a ideia de que isso perdurará pelos séculos.

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