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Quem tem medo 
de Elena Ferrante?

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Quando publicou o seu primeiro romance em 1992, a escritora que se apresentava com o nome de Elena Ferrante estabeleceu o protocolo que pretendia, recusando aquilo que Michel Foucault chamava “a função-autor”, isto é, a substituição do sujeito escritor por uma nova individualidade mais apta a intervir no jogo das representações sociais. Ferrante explicava-se desta maneira numa carta à sua editora: “Acredito que os livros não têm necessidade dos autores, uma vez escritos. Se têm alguma coisa a dizer, encontrarão mais tarde ou mais cedo os seus leitores”. E a verdade é que, nestes vinte e cinco anos, tem permanecido fiel a esta regra, distanciando os seus romances do enredo autobiográfico da sua existência.

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