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A teologia de Bruce Springsteen

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Dizer que Bruce Springsteen é o rock é repetir preguiçosamente apenas o óbvio. Bruce é, sim, um visionário, um poeta, o grande narrador do romance americano. No conjunto da sua obra pode detetar-se uma indecisão entre versos a abarrotar de imagens abstratas, flashes picados sobre paisagens irreconhecíveis e golpes de pendor narrativo, que nos trazem histórias com uma precisão idêntica à da luz que os mineiros usam para escorregar fundo na escuridão. Numa coisa e noutra, porém, assistimos ao mesmo prodigioso trabalho de linguagem, à mesma sucessão oceânica, ao realismo solto por instinto como a lembrar-nos que ele é um rocker, claro, mas também um sobrinho de Walt Whitman, de John Steinbeck ou de Flannery O’Connor.

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