Siga-nos

Perfil

Expresso

Natal na frente de luta

  • 333

Só quem levanta a voz em defesa dos judeus pode permitir-se cantar em gregoriano.” Estas palavras pertencem a Dietrich Bonhoeffer, pastor luterano, um dos maiores teólogos cristãos do século XX, enforcado no campo de extermínio de Flossenbürg, com a acusação de ter participado na abortada conspiração contra Hitler ocorrida em julho de 1944. A sua justificação para o tiranicídio era muito objetiva: “Se um louco guia um carro e se lança contra um passeio, como pastor não posso somente sepultar os mortos e consolar os familiares das vítimas: numa situação daquelas, tenho de saltar e arrancar o motorista do volante.” Esteve preso na cadeia militar de Tegel, foi transferido para a prisão subterrânea da Gestapo em Prinz-Albrecht-Straße e, depois, para o campo de concentração de Buchenwald, última estação antes de Flossenbürg. Quando foi morto e o seu corpo queimado, com o dos restantes prisioneiros, havia cumprido, há não muito tempo, 39 anos de idade. Tinha tido uma carreira universitária invulgarmente brilhante e precoce.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI