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Expresso

Carrie & Lowell

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Não me consigo desligar deste disco de Sufjan Stevens. É uma elegia com destinatário. Carrie é a mãe de Stevens. Lowell é o seu padrasto. E o que se murmura pelo disco fora é uma dorida mas inconformada declaração de amor. Carrie está num hospital oncológico e prestes a partir. Sufjan Stevens anda entre a doença incurável da mãe e a doença incurável que a infância é; fixa-se por ali, naqueles corredores cujo fim não consegue alcançar mesmo quando consegue; repete as últimas recomendações maternas, afinal não tão diferentes das primeiras de que ele se lembra; viaja de carro por vias urbanas como se caminhasse através de florestas e de gelos; e quando chega ao hotel grava num telemóvel canções que falam disso tudo. No fundo, de como se sobrevive (mal) à morte dos outros. De como se morre e ressuscita.

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