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Expresso

A religião do futebol

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O futebol é uma das poucas linguagens universais e identitárias que restam às nossas sociedades ocidentais, e que consegue o que a outras dimensões, que sabemos bem mais vitais, se considera difícil, se não impossível: uma transversalidade social e política a toda a linha, uma capacidade de desencadear persistentemente formas de adesão e emoção num quadro intergeracional, a possibilidade que dá a qualquer adepto, muitas vezes afásico ou lacónico em relação a tudo o resto, de emergir como um extravagante homo loquens. Émile Durkheim dizia que “uma religião só pode ser substituída por outra religião”. Não é, por isso, de estranhar a recuperação da gramática religiosa e litúrgica que o futebol faz. 

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