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Expresso

O elogio da carta

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Não sei bem com que idade comecei a ser o escrevedor de cartas da minha avó. Uma das coisas que hoje mais prezo é que tenha sido ela, precisamente ela, uma mulher analfabeta, a minha mestra nessa forma espantosa de comunicação. As cartas têm isso. Mesmo se permitem a escritores geniais, de Cícero a São Paulo, da marquesa de Sévigné a Cesare Pavese, iluminar as possibilidades originalíssimas de um género literário de exceção, elas são ou foram, por milénios, um património de todos: comerciantes e enamorados, enclaustrados e viandantes, poderosos e humílimos, irrazoáveis e proféticos, letrados e analfabetos.

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