Siga-nos

Perfil

Expresso

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Diretor de Informação da SIC

Porque Guterres 
chegou ao topo

  • 333

Quando António Guterres anunciou a demissão, em 2001, não era propriamente um primeiro-ministro popular. Ao fim de sete anos no poder, estava acossado no Parlamento, preso na máquina partidária, capturado pela política dos consensos, visivelmente desencantado e sem forças para mais dois anos de governo sem maioria no Parlamento. À esquerda, muitos não lhe perdoaram a saída, que abriu caminho ao governo de Durão Barroso, como já não lhe tinham perdoado o referendo ao aborto, o seu profundo catolicismo ou as ótimas relações com a Igreja e os grandes empresários. À direita, sublinharam-lhe a hesitação dos últimos tempos, as dificuldades em controlar a despesa, a imagem de “picareta falante”. Mas Guterres nunca deixou de ser um político incrivelmente culto e com uma rara capacidade de raciocínio.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)