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Amáveis indigenas

Ela salta de nuvem em nuvem. Anda com a cabeça nas nuvens, toma a nuvem por Juno, descobre nuvens onde devia haver céu claro

Isabelle (Juliette Binoche), uma artista divorciada que vive em Paris, anda à procura de um “amor verdadeiro”. Encontrar parceiros é-lhe fácil: bonita, elegante, tudo lhe fica bem, embora a sua desenvoltura seja atravessada por uma intensidade sentimental aguda, um pouco intimidatória. O amor parece mais difícil, em parte porque Isabelle tem olho para idiotas. Pense-se no seu banqueiro de meia-idade, casado, autoritário, e que não precisa de ter tacto uma vez que tem dinheiro. Pense-se no seu actor esbelto, mas tão fiteiro, em inventada crise conjugal, homem indeciso e dado a palavreados infindáveis, mais para se ouvir do que para comunicar, e que depois de ir para a cama com Isabelle se manifesta arrependido porque, confessa, “eu gosto é do antes”.

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